Posts Tagged ‘redes sociais’

Instagram – Too cool for school!

Instagram – Too cool for school!

O aplicativo está cada vez mais popular, inclusive ultrapassou o Twitter em seguidores. As Redes Sociais são utilizadas pelos mais diversos tipo de propaganda, e agora o “Insta” virou foco de algumas empresas que querem variar o Facebook, por ser tão lotado.

Alguns publicitários investiram e acreditaram na força do aplicativo e estão envolvendo os usuários e seus produtos. Segue abaixo as cinco campanhas mais populares, que invadiram milhares de smartphones por ai:

Lançamento do carro Ford

A tradicional empresa se apropriou da tendência das redes sociais e fez uma campanha diferente do Novo Fiesta, mostrando seu lado inovador. Por meio de fotos, hashtags e muita criatividade, o resultado surtiu efeito!

Menu Instagram

O Comodo NYC elaborou uma tática para os indecisos em relação ao pedido no restaurante. Basta tirar fotos dos pratos e marcá-los no aplicativo – facilitando a vida do consumidor e fazendo uma boa publicidade do estabelecimento.

Fotos do Lollapalooza

Um grande mosaico de fotos tiradas e marcadas no festival Lollapalooza formaram um painel publicitário da marca Ray Ban, com os dizeres “NEVER HIDE”.

Novo clipe de “The Vaccines”

A Sony, sabendo que gravar vídeos é caro, realizou por meio de crowdsourcing o vídeo clipe da banda “The Vaccines” pelo Instragram, aplicativo comumente utilizado para fotos. O sucesso foi imediato!

Campanha de marca de sapatos ganha MUITOS “likes”

Imagine-se caminhando no parque e, ao deparar-se com uma placa e um sino, você ganha um sapato novo e perfeito para o tamanho do seu pé.

A Aldo, loja israelense fez isso, para aquelas internautas que mandavam fotos de seu sapato do momento. A surpresa foi grande e atingiu positivamente muitas mulheres.

Fonte: http://www.simplyzesty.com/social-media/5-brilliant-creative-campaigns-that-used-instagram/

Financiamento coletivo, uma nova forma de mobilização social

Financiamento coletivo, uma nova forma de mobilização social

Já ouviu falar em Crowdfunding?

Imagine que você tem uma boa ideia, mas não sabe como adquirir financiamento para torná-la possível.

O crowdfunding foi criado justamente para resolver esse tipo de barreira. A famosa vaquinha se tornou virtual, trocou de nome e alcançou pessoas do mundo inteiro.

Com o objetivo simples, fazer com que diversas pessoas contribuam com pequenas quantias de dinheiro, viabilizando de forma colaborativa projetos de seu interesse.

No Brasil, os site de crowdfunding mais conhecido é o Cartase, que já arrecadou  mais de 1 milhões de reais em projetos bem sucedidos.

Vale a pena ver o vídeo do Cartase mostrando como os números de projetos cresceram no país.

Outros sites como CARE também estão utilizando plataformas de crowdfunding para ajudar o próximo. Lançaram uma campanha pra a reconstrução da creche de São Gonçalo (RJ) que foi danificada após enchentes.

A campanha já está no ar pelo site Let’s. Confira:

E você,  qual ideia gostaria de ter patrocinada?

10 milhões de usuários e 60% são mulheres

10 milhões de usuários e 60% são mulheres

Conheça o Pinterest.

O Pinterest decolou no final de 2011, já chegou a 10 milhões de usuários e pretende fazer muito sucesso em 2012.

A rede social já é queridinha entre as mulheres que dominam seu público, com quase 60%, portanto, marcas como a GAP já descobriram a nova ferramenta.

A proposta do Pinterest é funcionar como um mural, onde você coloca conteúdos visuais como fotos e vídeos, seus seguidores pode comentar, compartilhar e “curtir” suas publicações.

Como toda rede social você pode seguir quem posta conteúdos de sua preferência, que na maioria das vezes são trocas de opiniões, ideia e dicas.

Para quem gosta de compartilhar os conteúdos interessantes que acha na web, provavelmente o Pinterest será uma boa opção.

Social Media Revolution 2011

Social Media Revolution 2011

Eric Qualman do Socialnomics, lançou a versão 2011 do vídeo “Social Media Revolution”.

O vídeo trás dados e estatísticas interessantes sobre as redes sociais, por isso, se tornou um dos sucessos do Youtube, com 3 milhões de views, desde o seu lançamento.

A Primeira Constituição Colaborativa

A Primeira Constituição Colaborativa

Criar uma Constituição colaborativa foi a ideia da Islândia para que toda a população possa acompanhar as alterações da atual Constituição, que está em vigor desde 1944, e sugerir novas cláusulas.

Para que o projeto fosse possível, o Conselho Constitucional criou uma página no Facebook, como principal meio de comunicação, entretanto, foram usados diversos tipos de Redes Sociais como Twitter, Flickr e Youtube, para engajar e estimular a população a participar do projeto.

O documento ficará pronto no final do ano e será a primeira Constituição colaborativa do mundo.

Fonte: http://www.midiassociais.net/2011/06/islandia-usa-facebook-para-escrever-constituicao-colaborativa/
http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5187106-EI12884,00-Islandia+usa+Facebook+para+escrever+nova+Constituicao.html

“Vote, Match and Unite: MyVoterNation”

“Vote, Match and Unite: MyVoterNation”

A rede social MyVoterNation poderia ser apenas mais uma entre as várias plataformas criadas na web, mas seu diferencial está na forma que ela integra os usuários.

MyVoterNation é uma plataforma de reflexão social, onde os usuários podem votar sobre temas atuais dos EUA e debater com congressistas, outros eleitores que votarão na eleição de 2012, política internacional etc. Os usuários podem organizar os conteúdos por assunto, tornando mais fácil a interação em torno de crenças e valores acerca de questões sociais. Quando alguém posta um comentário sobre um dos assuntos da rede social, naturalmente cria condições para outras pessoas serem  recrutadas para opinar, debater e votar.

Mais uma maneira democrática de trazer questões relevantes ao alcance da população.

A onda agora são os cibercéticos ou sempre fomos assim?!

A onda agora são os cibercéticos ou sempre fomos assim?!

Será que estamos vivendo uma era de comunicação tão frenética que chega a parecer doentio? Segundo a socióloga, Sherry Turkle, professora de Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia no Programa Ciência, Tecnologia e Sociedade do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), tudo isso nos torna menos humano e mais depende das tecnologias.

“Um comportamento que se tornou comum ainda é capaz de expressar os problemas que outrora nos levaram a vê-lo como patológico” Sherry Turkle em seu novo livro, “Alone Together” .

Sherry Turkle defende a tese de que essas novas formas de comunicação, Facebook, Twitter e mensagens instantâneas, nos dão a falsa impressão de uma comunicação mais eficaz, no entanto, elas acabam com as interações na vida real, tornando as pessoas cada vez mais solitárias.

Entretanto há outro lado da história, as redes sociais tornaram possível a comunicação entre pessoas que vivem em lugares geograficamente e socialmente diferentes, diminuindo as distâncias existentes no mundo real.

Essa comunicação rápida trouxe as empresas para mais perto do consumidor, nesta “nova era” eles querem ser ouvidos e terem seus problemas resolvidos o mais rápido possível.

Um bom exemplo disto é o caso do Oswaldo Borelli, que utilizou o Youtube e o Twitter para fazer uma crítica sobre a empresa Brastemp, o vídeo rapidamente se disseminou na WEB fazendo que a palavra Brastemp chegasse aos  Trend Topics mundiais do Twitter, a empresa publicou uma nota no seu site pedindo desculpas pelo ocorrido.

No vídeo ele explica toda sua história com a Brastemp:

É por essas e outras que um bom relacionamento nas redes sociais e na vida, depende da capacidade de perceber, compreender, refletir, questionar, agir e transformar. Pra mim, a criação de conhecimento nas redes, como na vida, vai passar sempre por conflitos criativos, por improvisação e liberdade de comunicação.

No fundo, não existe uma nova onda, padrões antigos estão sendo levados para as redes sociais, confirmando a hipótese que o ser humano é plural, ambíguo, paradoxal e cheio de dúvidas.

Crowdsourcing pela Paz e Educação

Crowdsourcing pela Paz e Educação

A PLAYING FOR CHANGE FOUNDATION É DEDICADA A CONECTAR O MUNDO ATRAVÉS DA MÚSICA, DISPONIBILIZANDO RECURSOS PARA MÚSICOS E SUAS COMUNIDADES AO REDOR DO MUNDO.

Uma década atrás, um pequeno grupo de documentaristas partiu com um sonho para criar um filme enraizado na música das ruas. Não somente este sonho foi realizado, ele desabrochou como uma sensação global chamado Playing For Change . Incluindo músicos de todos os níveis de renome, o movimento  tocou as vidas de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Enquanto viaja pelo mundo filmando e gravando músicos, o grupo tornou-se intimamente envolvido com a música e as pessoas de cada comunidade visitada. Embora muitas dessas comunidades têm recursos limitados e um padrão de vida modesto, as pessoas que nelas vivem  são  cheias de calor, generosidade e, acima de tudo,  estão ligados por uma linha comum: a música.

O Playing For Change Foundation nasceu e fez sua missão de assegurar que qualquer pessoa com o desejo de receber uma educação musical tenha  a oportunidade de fazê-lo. A Playing For Change Foundation dedica-se à idéia fundamental de que a paz e asmudanças sociais são possíveis por meio  da linguagem universal da música.

Fonte: http://playingforchange.org/ – tradução livre

Primeiro Vídeo Criado

O Vídeo Mais Recente com Participação de vários Músicos Brasileiros

We All Want to Be Young

We All Want to Be Young

O filme ‘We All Want to Be Young’ é o resultado de diversos estudos realizados pela BOX1824 nos últimos 5 anos. A BOX1824 é uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo. Vale assistir!

Inovação Social

Inovação Social

É preciso uma transformação social para resolver os problemas, como: exclusão social, democracia, participação cívica e falta de qualidade de vida, mas para isso é necessário modificar os modelos atuais.

A Inovação Social ajuda a encontrar novas soluções com parcerias público-privadas que pretendem estimular descobertas de técnicas e metodologias que favoreçam uma mudança social e o desenvolvimento sustentável.

Utilizar a criatividade do setor privado e dos empreendedores sociais para criar uma idéia de como melhorar o serviço público que é prestado atualmente.

Estas transformações também podem ser desenvolvidas com a ajuda da comunidade, encontrando no cotidiano, formas simples de melhoria das condições de vida.

O empreendedorismo social acredita que coisas novas e eficientes podem gerar um aumente na produtividade nos setores públicos e de caridade, muitos destes empreendedores são conhecidos até hoje por suas inovações sociais.

Muhammad Yunus é um bom exemplo disto, sempre que possível utilizo e indico seus livros e cases nas minhas aulas, palestras e clientes, Yunus é fundador do Grameen Bank, que foi ganhador do prêmio Nobel da paz.

Também temos um exemplo nacional, a Teia MG, com o objetivo disseminar os conhecimentos sobre empreendedorismo, tecnologia e Inovação,  apresentando a comunidade meios de construir um conhecimento coletivo através da web colaborativa.

Graves problemas sociais têm sido resolvidos por projetos inovadores, no entanto, os resultados gerados não são os esperados, mesmo com o grande fluxo de boas idéias.

FIEMG – Empresas debatem sustentabilidade e inovação

FIEMG – Empresas debatem sustentabilidade e inovação

Cerca de 130 pessoas, entre empresários, dirigentes de classe, integrantes do Poder Público e colaboradores de empresas de diferentes segmentos do Vale do Aço participaram nesta terça-feira, 14, do Seminário de Responsabilidade Social Empresarial promovido pela Fiemg Regional Vale do Aço e Comitê de Responsabilidade Social Empresarial na Fundação ArcelorMittal Acesita, em Timóteo.

Com o tema “Sustentabilidade, Governança e Inovação”, o seminário, que teve a abertura do presidente da Fiemg, Luciano Araújo, contou com a palestra de Moysés Simantob, co-fundador e atual coordenador executivo do Fórum de Inovação da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP) e co-autor do Guia Valor Econômico de Sustentabilidade nas Empresas.

Engenheira Mecânica pela Escola Politécnica da USP, Mestre em Administração pela FEA/USP, com treinamento como docente pela Harvard Business School, Cristina Fedato, que é instrutora da rede Ethos/Uniethos e consultora de empresas para Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa, discorreu sobre o tema “Gestão da Sustentabilidade na Cadeia de Valor”.

Para o presidente da Fundação ArcelorMittal Acesita, Anfilófio Salles, o seminário regional é uma oportunidade de as empresas e seus colaboradores conhecerem temas atuais sem precisar se deslocar aos grandes centros. “Se um evento desses ocorresse em Belo Horizonte, dificilmente os empresários e seus funcionários teriam como participar. E acontecendo aqui é uma possibilidade de multiplicar. É uma importante ação da Fiemg no intuito de disseminar esse conhecimento nas regionais”, frisa.

Coordenadora do Núcleo de Responsabilidade Social do Sistema Fiemg, Marisa Seoane Resende, destacou que o seminário busca refletir por meio de exemplos práticos e também servir de inspiração. “O envolvimento das empresas do Vale do Aço é muito bom. A gente tem um público de pessoas que trabalham nas empresas muito significativo. Isso demonstra um envolvimento não só no Seminário, mas também em outras ações, como o Dia V e o Comitê de Responsabilidade Social.”

Realizado a cada dois anos nas regionais da Fiemg, os eventos locais são uma espécie de “aquecimento” para o seminário internacional que sempre ocorre em Belo Horizonte. Além de Moysés Simantob e Cristina Fedato, o público conferiu uma mesa de debates sobre o tema “A nova era da Responsabilidade Social mútua e o papel do consumidor”, com Fabián Echegaray, da Market Analysis, e Márcio Reis, do Instituto Akatu. Já a representante do Sesi e Centro de Integração e Apoio ao Portador de Deficiência, Jackeline Figueiredo Barbosa Gomes, discorreu sobre “Inclusão social no ambiente de trabalho”.

Patrocinado pela Fiemg, Sesi, Usiminas, ArcelorMittal Inox Brasil e Mendes Júnior, o Seminário de Responsabilidade Social Empresarial do Vale do Aço teve o apoio da Ebec e do Instituto Cenibra.

Fan it

O canal de televisão americano NBC achou uma forma inovadora e divertida de marcar presença nas redes sociais, o Fan it, que ajuda a aumentar a fidelidade dos telespectadores.

Usando o Facebook, twitter, foursquare e Myspace, os usuários que promoverem, interagirem e debaterem sobre os programa de TV da emissora ganharão pontos que podem ser trocados por produtos da NBC, previews de shows, produtos virtuais, emblemas e entrada para eventos esportivos, incentivando assim que eles assistam a NBC.com.

Fan It could possibly serve as a precursor for redefining metrics around television viewing audiences. The television ratings system has remained relevantly unchanged since 1950. One company, Nielsen Media.

Research, has always been responsible for audience measurement and those measurements play a significant role in determining network advertising rates. Data from social networks could become an important new element in measuring audience engagement.

If done right, NBC’s initiative could move the industry towards officially recognizing the significance of social media.” Mashable

Como a Internet Móvel Interfere nas Mídias Sociais?

O crescimento da internet via mobile era previsível, mesmo assim os números são incríveis!

De Janeiro de 2009 para Janeiro de 2010 o número de acessos por smartphones cresceu mais de 10% e o número de acessos ao facebook mobile aumentou mais de duas vezes.

O acesso a rede mobile tem sido predominantemente para postar ou comentar nas redes sociais ou em blogs, se tornando mais sociável do que usuários da internet fixa.

A pergunta que se pode fazer é: que significado tem para nossa vida saber tudo e ver tudo?
Por um lado, a comunicação instantânea tornam velhas as notícias da manha, uma vez que, são debatidas, comentadas, desdobradas, ampliadas, enfim, enriquecidas por outros textos, que podem ser lidos em qualquer idioma,  sons, gráficos, fotografias, vídeos e, quem sabe, em breve, aromas.

Por outro, perde-se o rigor da pesquisa, da fonte qualificada, o que nos faz mergulhar num oceano de “achismos” e opiniões leigas e pouco elaboradas.

Mas há um fato extraordinário nisso tudo que é a liberdade de acesso ao conhecimento, cientifico ou popular, na palma da mão, aqui e agora, para o bem ou para o mal, para os crentes ou para os descrentes. A liberdade cresce e a censura emudece, o acesso à internet traz um novo sentido da vida em comunidade global e, ao mesmo tempo, é impotente na inclusão de indivíduos condenados a estar de fora da rede, estes talvez serão os novos analfabetos funcionais , ampliando a defazagem tecnológica e as possibilidades de conhecimentos, de relacionamentos  como processos globais , com efeitos que influenciam os atos da nossa própria existência.


Lembrando John Cage, “eu não posso entender por que as pessoas ficam assustadas com as novas ideias, eu fico com medo das velhas”.

Novas Tecnologias e Redes Sociais: Oportunidade para Inovação e Inclusão

As vendas on-line atingiram R$ 4,8 bilhões no primeiro semestre de 2009, um aumento de 27% em relação a 2008, e espera-se que, ao final deste mês de dezembro, esse total chegue a R$ 10,5 bilhões. Esses números mostram que o e-commerce não para de crescer e conquistar a confiança dos consumidores virtuais.

Essas vendas são impulsionadas principalmente pela chamada “geração Y”, formada por jovens entre 20 e 30 anos, que cresceram navegando na internet e familiarizados com diversas tecnologias. Vivem conectados e são aptos a utilizar várias plataformas. Mas são consumidores conservadores: usam o cartão de crédito com parcimônia e geralmente fazem compras de valores baixos. Essa geração é, sobretudo, a primeira a incorporar as redes sociais como forma de interação e contato.

Essas redes sociais, que já fazem parte da rotina de 45% das pessoas, são utilizadas por 72% dos que têm entre 18 e 24 anos. Para a geração posterior que está chegando, esse peso tende a ser ainda maior. Entre os brasileiros de 10 a 17 anos, 29% preferem falar com amigos, família ou colegas por meio da internet do que pessoalmente. Para todas essas pessoas, sempre ávidas pelo novo, as novidades estão no Twitter, YouTube, Facebook, MySpace, entre outras redes sociais, através das quais se comunicam e se informam.

Muitas empresas já descobriram este filão e utilizam a interatividade em seus websites para se comunicar com os consumidores. O My Starbucks Ideas é um projeto interativo da Starbucks que pede a ajuda dos clientes para definir o futuro da empresa. Através do site, qualquer um pode sugerir ideias, votar nas melhores e discutir com outros consumidores as melhores propostas. As ideias são organizadas em categorias, ranqueadas através de votação popular e acumulam pontos. A empresa colocou uma equipe, que inclui o vice-presidente de marketing, para se dedicar a análise das ideias, comentar e responder individualmente cada proposta no blog do projeto.

Mas outras empresas foram além no uso da tecnologia. A padaria britânica AlbionCafé começou a usar um aparelho conhecido como Baker Tweet, que avisa em tempo real – e pelo Twitter – assim que sai um pão ou um bolo, na hora. Já o tênis com Nike Plus registra dados sobre a corrida no Ipod e, ao descarregá-los no site, o usuário acompanha e compara seu desempenho. Essa cultura de convergência está influenciando também o que lemos e assistimos na TV. A série Lost, por exemplo, se desdobrou em livros, revistas, jogos para internet, videogames como PlayStation 3 e episódios extras só para celular. No site do programa, é possível ouvir podcast com elenco e ler a biografia de cada personagem. Os internautas também dão palpites sobre a história e estão ajudando os autores a encontrar uma saída para um final convincente para o complicado enredo da série.

Nanopagamento

O uso das novas tecnologias e das redes sociais pode ser uma oportunidade também para negócios na base da pirâmide. Para C.K. Prahalad e Stuart L. Hart – que, em 2002, escreveram o histórico artigo Fortuna na Base da Pirâmide -, os pobres representam uma nova oportunidade de serviços e, para fazer negócios com esses 4 bilhões de pessoas do mundo (que representam dois terços da população mundial, com receita abaixo de US$ 1.500 ao ano), serão necessárias inovações radicais em tecnologia e no modelo de negócios das empresas.

Inspiradas nas ideias do economista de Bangladesh Muhammad Yunus, criador do microcrédito, uma dessas inovações é a empresa social: aquela que obtém rendimentos com seus produtos e serviços, mas não paga dividendos aos acionistas e não visa o maior lucro possível, como fazem as empresas. Dedica-se à criação de produtos e serviços que beneficiem a população, combatendo problemas sociais como a pobreza e a poluição ou melhorando o sistema de saúde e a educação.

Outra frente de oportunidades (que também pode ser complementar às empresas sociais) são os micro ou nanopagamentos, que significam cobrar muito barato, mas de muita gente, como por exemplo cobrar R$ 0,10 por um serviço ou bem na web. Uma pesquisa do Ibope mostrou que o total de brasileiros com mais de 16 anos com acesso à internet em qualquer ambiente (casa, trabalho, escolas, universidades e outros locais) era de 62,3 milhões em 2008, o que mostra o potencial desse mercado, que avança em todas as classes sociais.

Na Ásia, os nanopagamentos vêm gerando grandes lucros em redes sociais há anos. A chinesa Tencent amealhou, em 2007, uma receita de US$ 523 milhões (quatro vezes a mais que o Facebook), num país em que o salário médio é muito menor do que nos EUA. Na China, as crianças podem adicionar créditos em suas contas do Tencent via celular ou comprando em lojas reais. Sistemas similares existem para usuários do japonês Mixi e do coreano Cyworld.

Para que esse modelo de sucesso seja repetido nas redes sociais, é necessário um meio de pagamento eletrônico estável, confiável e fácil de usar. E parece que um sistema assim não está longe. Segundo o Nieman Journalism Lab (www.niemanlab.org), projeto e blog da Universidade de Harvard, a Google está desenvolvendo uma nova plataforma própria de transação de pequenos valores monetários, que estará disponível no próximo ano. O sistema deverá ser uma extensão do Google Checkout para o futuro. A ideia é viabilizar pagamentos de centavos até vários dólares ao agregar compras entre e comerciantes.

Moysés Simantob e Maura Campanili