Posts Tagged ‘inovacao’

CASE – Spoolee

CASE – Spoolee

A observação dos problemas do dia a dia é fonte constante de inspiração para soluções inovadoras.

Foi isso, e mais um pedido da sua esposa, que fez com o que o designer industrial saísse com uma solução para todo o tempo que milhares de pessoas perdem diariamente desenrolando seus fones de ouvido.

O produto é muito simples, parece um prendedor de cabelo, onde você enrola o fone de ouvido. Para desenrolar, basta colocar a encaixe no dedo e puxar. Rápido e fácil.

O produto já conseguiu arrecadar, na plataforma de crowdsourcing kickstarter, mais de 3 vezes o montante inicialmente pedido e ainda tem 25 dias para esgotar seu tempo de captação.

Mais informações em:

- https://www.kickstarter.com/projects/1766536296/spoolee-have-fun-managing-your-earbuds?ref=popular
- http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,inventor-cria-maneira-facil-de-guardar-os-fones-de-ouvido,5034,0.htm

Outdoor produz água para consumo

Outdoor produz água para consumo

Lima, no Peru, ganhou um outdoor especial que possui um sistema capaz de absorver as partículas de água presentes na atmosfera.

O equipamento filtra o líquido adquirido, para que a água fique própria para consumo.

Instalada durante uma campanha no ano passado, a estrutura contou com um tanque capaz de armazenar mais de 95 mil litros de água, distribuídos para as pessoas por meio de uma torneira inserida na base da placa de propagandas.

Embora esteja localizada no deserto do Atacama, a capital do Peru é uma das cidades que registram os maiores índices de umidade do ar.

Design Thinking: Conhecendo melhor.

Quando falamos de design, geralmente associamos  uma categoria que nasceu para criar objetos elegantes e embelezar o mundo ao nosso redor. Design é isso também, mas  não se limita só a essas funções. A proposta de pensar usando o design pode ser estratégica, inovadora e também uma forma de incentivar o uso da criatividade nas organizações.

Design Thinkers são arquitetos sociais que trabalham para buscar um mundo melhor ao invés de se contentar fazendo apenas a roda girar. Usando essa abordagem, podemos aplica-la para identificar uma ampla variedade de problemas e criar uma solução para os mesmos.

A partir de hoje vamos postar aqui conceitos a respeito da técnica de Design Thinking e também alguns de seus desdobramentos que envolvem conhecimento, mundo, ambiente de trabalho, experiências e muito mais.

Neste primeiro post, vou dividir com vocês alguns dos conceitos e exemplos tratados em aula recente na escola Insper e num curso para empreendedores Endeavor.

Boa leitura.

Vá de Bike em Londres

Vá de Bike em Londres

A re:route criou um novo aplicativo para iPhone! Mas não é um app de jogo, foto ou chat, este é dedicado à saúde humana e ambiental, em Londres. Como funciona?

1) Baixe o aplicativo no iPhone

2) Não use carro, transporte-se de bicicleta ou caminhando

3) Acumule pontos e gaste em estabelecimentos de sua preferência (marcas como Marks&Spencer, Cineworld, Haven Holidays e outras já aderiram ao projeto)

O slogan é engraçado e simples: “Fazer parte é tão fácil como 1-2-3”!! (Tradução de “Taking part is as easy as 1-2-3”)

Não vale tentar enganar o app, pois contém GPS e timer para garantir suas “rotas verdes”.

Instagram – Too cool for school!

Instagram – Too cool for school!

O aplicativo está cada vez mais popular, inclusive ultrapassou o Twitter em seguidores. As Redes Sociais são utilizadas pelos mais diversos tipo de propaganda, e agora o “Insta” virou foco de algumas empresas que querem variar o Facebook, por ser tão lotado.

Alguns publicitários investiram e acreditaram na força do aplicativo e estão envolvendo os usuários e seus produtos. Segue abaixo as cinco campanhas mais populares, que invadiram milhares de smartphones por ai:

Lançamento do carro Ford

A tradicional empresa se apropriou da tendência das redes sociais e fez uma campanha diferente do Novo Fiesta, mostrando seu lado inovador. Por meio de fotos, hashtags e muita criatividade, o resultado surtiu efeito!

Menu Instagram

O Comodo NYC elaborou uma tática para os indecisos em relação ao pedido no restaurante. Basta tirar fotos dos pratos e marcá-los no aplicativo – facilitando a vida do consumidor e fazendo uma boa publicidade do estabelecimento.

Fotos do Lollapalooza

Um grande mosaico de fotos tiradas e marcadas no festival Lollapalooza formaram um painel publicitário da marca Ray Ban, com os dizeres “NEVER HIDE”.

Novo clipe de “The Vaccines”

A Sony, sabendo que gravar vídeos é caro, realizou por meio de crowdsourcing o vídeo clipe da banda “The Vaccines” pelo Instragram, aplicativo comumente utilizado para fotos. O sucesso foi imediato!

Campanha de marca de sapatos ganha MUITOS “likes”

Imagine-se caminhando no parque e, ao deparar-se com uma placa e um sino, você ganha um sapato novo e perfeito para o tamanho do seu pé.

A Aldo, loja israelense fez isso, para aquelas internautas que mandavam fotos de seu sapato do momento. A surpresa foi grande e atingiu positivamente muitas mulheres.

Fonte: http://www.simplyzesty.com/social-media/5-brilliant-creative-campaigns-that-used-instagram/

Cultura de Inovação

Cultura de Inovação

Nos dias 19 e 20 curti estar na UNICAMP para uma experiência sempre empolgante – discutir com executivos de inovação de empresas como Embraer, Natura, 3M, Siemens, entre outras, a temática da Cultura de Inovação a convite do amigo Professor Ruy Quadros.

Curioso, como depois de 15 anos conversando com executivos sobre esse campo de pesquisa, as questões ainda são as mesmas: qual o papel do CIO? Que mudanças ele promove? Como mobilizar e manter o time energizado? Como lidar com as descontinuidades de budget? Como enfrentar as diferenças entre equipes burocráticas e adhocraticas? Como remunerar e manter equipes de alta performance, etc etc etc…

O bom da história, é perceber o ímpeto dos engajados, a persistência e a luta pra vencer ortodoxias e mesmices que emperram o crescimento das empresas e, o pior, a capacidade imaginativa das pessoas, que é infinita. Aí está uma boa questão: como as empresas podem potencializar inovação como verdadeiro ativo, incluindo-a em seus valores como um bem cultural de todos os brasileiros?

As 50 + Inovadoras

As 50 + Inovadoras

A revista Fast Company divulgou a lista das 50 empresas mais inovadoras do mundo.

Como todos os anos empresas conhecidas no mundo inteiro fazem parte da lista, como a primeira colocada Apple, Facebook e Google.

Duas  empresas brasileiras entraram no ranking, a Bug Agentes Biológicos ficou em 33° lugar e Boo-box na 45ª posição geral.

Mas a participação do Brasil não parou por ai, em 2012 a Fast Company fez um ranking especifico para as companhias brasileiras. As  empresas  Bug Agentes Biológicos e Boo-box  estão no topo da lista, que classificou companhias como Petrobrás , Apontador e Grupo EVX, de Eike Batista.

Veja a lista completa e detalhada no site da Fast Company.

Financiamento coletivo, uma nova forma de mobilização social

Financiamento coletivo, uma nova forma de mobilização social

Já ouviu falar em Crowdfunding?

Imagine que você tem uma boa ideia, mas não sabe como adquirir financiamento para torná-la possível.

O crowdfunding foi criado justamente para resolver esse tipo de barreira. A famosa vaquinha se tornou virtual, trocou de nome e alcançou pessoas do mundo inteiro.

Com o objetivo simples, fazer com que diversas pessoas contribuam com pequenas quantias de dinheiro, viabilizando de forma colaborativa projetos de seu interesse.

No Brasil, os site de crowdfunding mais conhecido é o Cartase, que já arrecadou  mais de 1 milhões de reais em projetos bem sucedidos.

Vale a pena ver o vídeo do Cartase mostrando como os números de projetos cresceram no país.

Outros sites como CARE também estão utilizando plataformas de crowdfunding para ajudar o próximo. Lançaram uma campanha pra a reconstrução da creche de São Gonçalo (RJ) que foi danificada após enchentes.

A campanha já está no ar pelo site Let’s. Confira:

E você,  qual ideia gostaria de ter patrocinada?

Quebrando o paradigma na educação

Quebrando o paradigma na educação

“Universidade dos pés descalços”

Em Rajasthan, na Índia, o educador Bunker Roy criou uma universidade para homens e mulheres da comunidade rural aperfeiçoarem suas habilidades, muitos dos moradores são analfabetos, mas sabem do que a comunidade precisa.

O que fica dessa experiência é a crença nas potencialidades locais, independentemente da formação cientifica.

Valorização dos saberes locais e ter a vontade de disseminar conhecimento pelo mundo tornam a universidade de pés descalços uma inspiração para continuar a inovar na educação.

Vale a pena assistir a palestra de Bunker Roy para o TED.

Um Litro de Luz

Um Litro de Luz

A fundação MyShelter está fazendo algo diferente, algo que nos faz acreditar que ainda há uma saída para problemas simples que nunca foram resolvidos.

Atualmente milhões de filipinos ainda não tem acesso a qualquer tipo de luz dentro de seus lares, por isso, foi criado o projeto Isang Litrong Liwanag (um litro de Luz), que foi desenvolvido por estudantes do MIT.

A ideia é  original, uma garrafa de plástico com água sanitária instalada em um telhado de metal, refratando a luz solar para dentro da casa.

Inovações simples, que podem ajudar a mudar o mundo.

Festival de Ideias para uma Sociedade mais Humana

Festival de Ideias para uma Sociedade mais Humana

Imagine um projeto de inovação colaborativa, um site que utiliza a regra que várias cabeças pensam melhor que uma e podem fazer a diferença.

O site “Festival de Ideias” premia as melhores soluções para problemas urbanos como: Violência, desastres naturais e mobilidade, e o projeto é uma iniciativa do Centro Ruth Cardoso.

A primeira fase de inscrição já está encerrada com 345 ideias cadastradas e 234 inscritas, agora é a vez do publico opinar e aperfeiçoar a solução, para a terceira fase será em São Paulo, onde 20 ideias serão apresentadas, discutidas e passarão pela plataforma de crowdfunding Catarse.me. Os três ganhadores serão premiados com 10.00 reais.

Segundo Bruno Ayres, empreendedor social e conselheiro do Centro Ruth Cardoso, as idéias privilegiadas serão as que não envolvam grandes orçamentos ou precisem de ajuda do governo, para que a comunidade coloque a mão na massa.

E você, já pensou em como sua participação pode ser importante para ajudar a viver em uma cidade mais humana?

Tesco Homeplus

Tesco Homeplus

A maioria das pessoas perde muito tempo dentro dos transportes públicos, pensando no cotidiano dos coreanos, a empresa Tesco/Homeplus criou um novo modelo de loja virtual, até ai nenhuma novidade… mas e se essa loja for dentro do metrô de Seul e as compras forem feitas através de smartphones?!?!?!

Uma idéia simples, um painel com imagem de uma gôndola e diversos produtos acompanhados do QR Codes, com essa nova forma de interação com o cliente, as vendas online aumentaram 130% além dos 10 mil acessos pelo celular.

Vale à pena assistir o vídeo:

Imagine uma animação feita com 350 mil folhas post-it

Imagine uma animação feita com 350 mil folhas post-it

Show!!

Uma ideia simples, trabalhosa na execução, mas que gera um grande impacto.

Esta foi a ação feita pela marca Melissa, que contou com 25 animadores e durou 5 meses de execução.

Historypin – Histórias Colaborativas

Historypin – Histórias Colaborativas

Imagine ver no álbum de foto de várias pessoas a construção histórica de onde você mora ou de lugares que você já visitou.

Por meio do crowdsource o site HistoryPin criou um aplicativo móvel que utiliza o Google Street para colocar fotografias antigas em localizações atuais.

A pesquisa pode ser feita por localização ou por data em que as fotos foram tiradas, podendo optar por colocar as fotos antigas sobrepostas às imagens atuais do local.

Para entender melhor a ferramenta, vale a pena assistir o vídeo:

Qualquer pessoa pode enviar suas fotos para o site, podendo colocar um comentário ou a história da foto e das pessoas que estão nela. O próximo passo é adicionar a opção de colocar vídeos e áudios.

Com a iniciativa de criar uma história colaborativa o HistoyrPin ganhou o 2011 Webby for Best Charitable Organization/Non-Profit

“Historypin was born out of us wanting to use the power of historical content … collective memory, to bring people together across different generations, across cultural divides, in different neighborhoods and within families, and to have that be unleashed through massive participation,” disse Nick Stanhope, CEO da Historypin.

Para criar 2.500 invenções por ano, mude o ambiente corporativo!

Para criar 2.500 invenções por ano, mude o ambiente corporativo!

Tornar o ambiente de trabalho mais divertido virou uma tendência no mundo corporativo, cada vez mais empresas aderem a esta novidade.

O escritório da companhia de desenvolvimento de produtos Davison, localizado na cidade de Pittsburgo, nos Estados Unidos, levou o nome de INVENTIONLAND.

O espaço com cerca de 7 mil m², mais parece um parque de diversões, com casas na árvore, navio pirata,  uma bota, cupcakes e pirulitos gigantes.

O escritório é tão diferente que diversas escolas (do jardim de infância a faculdade), empresas e outros grupos se cadastram para fazer um tour pelo local.

Tudo isso para que seus 250 funcionários sintam-se motivados para criar as 2.500 invenções que são lançadas todos os anos nas lojas como Wal-Mart, FAO Schwarz, entre outras.

Experiência Virtual x Experiência Real

Experiência Virtual x Experiência Real

Você sempre quis visitar Roma, Paris ou Taj Mahal?

Passeios virtuais que conhecemos não parecem “real”, mas como os avanços tecnológicos mudarão isso?

Uma empresa chamada Tour Wrist desenvolveu um aplicativo que modificará a experiência em Tour online, através de interfaces de toque, tablets e realidade aumentada.

O vídeo abaixo explica como a ferramenta funciona:

“If you’ve ever played with Google Earth, you zoom in and get this sensation of being able to go anywhere — but eventually you stop going back because it doesn’t let you do anything,” explica Charles Armstrong, CEO da TourWrist. “Our goal is to give you the opportunity to actually explore these places.”

Fonte: http://www.fastcodesign.com

No momento a ferramenta só oferece panoramas de 360º, entretanto, em breve será lançado o recurso chamado Hot Spots, onde o usuário será capaz de olhar em todas as direções, ir para frente e para trás, tornando a experiência o mais real possível.

Seu grande diferencial em relação ao Google Street View está na possibilidade de se fazer tours em qualquer tipo de lugar, como cafés, museus, academias, e até mesmo carros.

Só um detalhe: Por melhor que seja um aplicativo virtual, ele não é capaz de substituir a experiência real.

Ghost Productions – mostra de forma inovadora as novas tecnologias da medicina

Ghost Productions – mostra de forma inovadora as novas tecnologias da medicina

A GhOst Productions construiu um vídeo para mostrar de forma divertida seu trabalho que são animações médicas, inovando na área de vídeos que possam ajudar a melhorar a vida das pessoas.

Nesta animação o personagem quebra quase todos os ossos do corpo e faz uma cirurgia para repará-los.

TV ISAE Brasil

TV ISAE Brasil

Dei uma entrevista para a TV ISAE Brasil, com o tema inovação, sustentabilidade e como criar um ambiente favorável a novas ideias.

Fonte: www.isaebrasil.com.br/tvisae

A Primeira Constituição Colaborativa

A Primeira Constituição Colaborativa

Criar uma Constituição colaborativa foi a ideia da Islândia para que toda a população possa acompanhar as alterações da atual Constituição, que está em vigor desde 1944, e sugerir novas cláusulas.

Para que o projeto fosse possível, o Conselho Constitucional criou uma página no Facebook, como principal meio de comunicação, entretanto, foram usados diversos tipos de Redes Sociais como Twitter, Flickr e Youtube, para engajar e estimular a população a participar do projeto.

O documento ficará pronto no final do ano e será a primeira Constituição colaborativa do mundo.

Fonte: http://www.midiassociais.net/2011/06/islandia-usa-facebook-para-escrever-constituicao-colaborativa/
http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5187106-EI12884,00-Islandia+usa+Facebook+para+escrever+nova+Constituicao.html

wi-Go – Projeto Social com o Kinect

wi-Go – Projeto Social com o Kinect

O universitário português Luis Carlos de Matos criou o projeto wi-Go, utilizando a tecnologia Kinect, da Microsoft.

A idéia do projeto wi-Go é transformar carrinho de supermercado em um robô, utilizando um carrinho elétrico com um notebook e um Kinect, para que ele siga fielmente a pessoa enquanto ela anda pelas prateleiras fazendo as compras.

O projeto visa simplificar o ato de ir às compras para pessoas com dificuldades motoras, gestantes, cadeirantes e idosos.

O vídeo abaixo é uma demonstração de como o projeto funcionará dentro de um supermercado.

Fontes: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI238943-17770,00.html

http://www.tecmundo.com.br/10516-wi-go-carrinho-de-compras-com-kinect-que-segue-cadeirantes-pelo-supermercado.htm

Wishcraft – Criamos Bolsas Coletando Lixo Reciclável

Wishcraft – Criamos Bolsas Coletando Lixo Reciclável

Uma forma diferente e sustentável de manter e atrair novos alunos para a escola, a escola particular Cavite Institute, nas Filipinas, criou um projeto inovador, ao invés de pagar as mensalidades com dinheiro, os alunos que não tem condições financeiras podem pagar com lixo.

No Programa “Wishcraft” (siga em inglês de Criamos Bolsas Coletando Lixo Reciclável e Gerado com Frequência) as bolsas de estudos ou os descontos variam conforme a quantidade e o tipo de material reciclável, isto ajuda que estudantes de áreas carentes também possam ter acesso a um ensino de qualidade.

Muitos alunos que podem pagar as mensalidades trazem os lixos da sua casa para doar e alguns estudantes até convidam seus vizinhos e parentes para ajudarem nas coletas destinadas ao pagamento dos seus estudos, tornando o programa colaborativo.

O programa proporciona  acesso a educação, permitindo que crianças e adolescentes que apresentam diferenças sociais possam ter um futuro melhor e conscientizando-os da importância de cuidar do meio-ambiente.

Mais uma iniciativa inovadora para tratar de um dos problemas mais pungentes da sociedade atual.

A companhia de energia elétrica que abriu uma academia

A companhia de energia elétrica que abriu uma academia

Verdade seja dita: ninguém pensa em companhias de energia elétrica. Você só lembra que ela existe em duas situacões: quando falta luz ou quando chega a conta. E geralmente a lembrança vem acompanhada de adjetivos nada elogiosos.

É aqui que entra a bacaneza dessa ação lá da Suécia. Os caras fizeram uma academia de ginástica onde você produz sua própria energia correndo ou pedalando. Tem mais: toda a energia que você produz é deduzida da sua conta no fim do mês.

Pra divulgar isso eles fizeram o serviço completo: Twitter, Facebook, aplicativo mobile. Aliás, eles fizeram mais.

Já que o assunto é energia, eles estenderam a produção para energy drinks e energy bars. Não acho que seria o suficiente para me levar rotineiramente para uma academia. Mas que é uma bela idéia para fazer as pessoas se envolverem um pouco mais com a produto, isso é.

A criação (que não é exatamente nova e ganhou o Future Lions da AKQA no ano passado) é da Berghs School Of Communication da Suécia.

Fonte: Via brainstorm9

FIEMG – Empresas debatem sustentabilidade e inovação

FIEMG – Empresas debatem sustentabilidade e inovação

Cerca de 130 pessoas, entre empresários, dirigentes de classe, integrantes do Poder Público e colaboradores de empresas de diferentes segmentos do Vale do Aço participaram nesta terça-feira, 14, do Seminário de Responsabilidade Social Empresarial promovido pela Fiemg Regional Vale do Aço e Comitê de Responsabilidade Social Empresarial na Fundação ArcelorMittal Acesita, em Timóteo.

Com o tema “Sustentabilidade, Governança e Inovação”, o seminário, que teve a abertura do presidente da Fiemg, Luciano Araújo, contou com a palestra de Moysés Simantob, co-fundador e atual coordenador executivo do Fórum de Inovação da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP) e co-autor do Guia Valor Econômico de Sustentabilidade nas Empresas.

Engenheira Mecânica pela Escola Politécnica da USP, Mestre em Administração pela FEA/USP, com treinamento como docente pela Harvard Business School, Cristina Fedato, que é instrutora da rede Ethos/Uniethos e consultora de empresas para Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa, discorreu sobre o tema “Gestão da Sustentabilidade na Cadeia de Valor”.

Para o presidente da Fundação ArcelorMittal Acesita, Anfilófio Salles, o seminário regional é uma oportunidade de as empresas e seus colaboradores conhecerem temas atuais sem precisar se deslocar aos grandes centros. “Se um evento desses ocorresse em Belo Horizonte, dificilmente os empresários e seus funcionários teriam como participar. E acontecendo aqui é uma possibilidade de multiplicar. É uma importante ação da Fiemg no intuito de disseminar esse conhecimento nas regionais”, frisa.

Coordenadora do Núcleo de Responsabilidade Social do Sistema Fiemg, Marisa Seoane Resende, destacou que o seminário busca refletir por meio de exemplos práticos e também servir de inspiração. “O envolvimento das empresas do Vale do Aço é muito bom. A gente tem um público de pessoas que trabalham nas empresas muito significativo. Isso demonstra um envolvimento não só no Seminário, mas também em outras ações, como o Dia V e o Comitê de Responsabilidade Social.”

Realizado a cada dois anos nas regionais da Fiemg, os eventos locais são uma espécie de “aquecimento” para o seminário internacional que sempre ocorre em Belo Horizonte. Além de Moysés Simantob e Cristina Fedato, o público conferiu uma mesa de debates sobre o tema “A nova era da Responsabilidade Social mútua e o papel do consumidor”, com Fabián Echegaray, da Market Analysis, e Márcio Reis, do Instituto Akatu. Já a representante do Sesi e Centro de Integração e Apoio ao Portador de Deficiência, Jackeline Figueiredo Barbosa Gomes, discorreu sobre “Inclusão social no ambiente de trabalho”.

Patrocinado pela Fiemg, Sesi, Usiminas, ArcelorMittal Inox Brasil e Mendes Júnior, o Seminário de Responsabilidade Social Empresarial do Vale do Aço teve o apoio da Ebec e do Instituto Cenibra.

Um asfalto mais sustentável

Um asfalto mais sustentável

O projeto ainda não está pronto, há diversos pontos que ainda precisam ser modificados, mas a idéia do engenheiro elétrico Scott Brusaw, de Sagle, Idaho (EUA) poderá trazer mudanças na forma de captação de energia solar.

Brusaw acredita que substituir o asfalto comum por célula solar em estradas é o caminho para a energia renovável. Entretanto, as células não suportam o peso e o impacto dos caminhões e outros veículos, por isso precisam ser reforçadas e encontrar uma forma de melhorar a aderência do pneu no vidro, as células precisam ter a textura de um asfalto.

Se os painéis realmente derem certo será capaz de produzir cerca de 7,6 quilowatts-hora de energia diária e esta energia permitirá a recarga de veículos elétricos nas estradas.

Fonte: Revista Galileu

Sustentabilidade, Governança e Inovação

Sustentabilidade, Governança e Inovação

Palestra realizada para a FIEMG no Seminário de Responsabilidade Social Empresarial - Regional Vale do Aço em Ipatinga, Setembro/2010

O Futuro da Competição: aprender a inovar cada vez mais rápido

O Futuro da Competição: aprender a inovar cada vez mais rápido

Num contexto mais complexo de planejamento e diante da velocidade das mudanças econômicas, tecnológicas, sociais e ambientais os administradores tem sido forçados a aprender cada vez mais rápido. Tal aprendizado exige métodos que permitam representar e avaliar a complexidade cada vez maior do ambiente que nos cerca. A gestão sistemática da inovação é um dos métodos capaz de criar tal aceleração.

Isso pôde ser notado na recente premiação das Empresas mais Inovadoras do Brasil, onde como jurado do prêmio, pude observar a experiência das fábricas da Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, de onde saem a cada mês mais de meio milhão de geladeiras, freezers, fogões, microondas, condicionadores de ar, aspiradores de pó e purificadores de água. Segundo José Aurélio Drummond, presidente da Whirlpool para o Brasil e América Latina, “uma parcela importante dessa produção, estimada pelo mercado em mais de 80%, está relacionada a produtos lançados nos últimos três anos. Somente no ano passado, a empresa apresentou ao mercado 160 novos itens, média de três por semana. E deve encerrar 2010 com 200 novidades no portfólio. Desse total, boa parte entra na seleta categoria de produtos inovadores. Essa cultura de inovação rendeu à Whirlpool o primeiro lugar no ranking do prêmio Empresas mais Inovadoras do Brasil, uma iniciativa de Época NEGÓCIOS em parceria com a consultoria AT Kearney.

Brasileiro Inovador

Brasileiro Inovador

“Fluid” é um novo conceito em displays OLEDs flexíveis da Philips, a proposta é que seja um novo modelo de smartphone, que já são compactos e agora serão flexíveis.

O projeto foi feito pelo designer brasileiro Dinard da Matav, com suas ideias de como serão os celulares do futuro.

Um telefone que parece uma pulseira, com sua composição de OLED a tela exibe o máximo em qualidade de imagem, além de ter diversas funções de smartphone também servirá como acessório de moda.

Ainda é um celular-conceito, o projeto não tem planos confirmados para sair do papel, mas já mostra uma potencial inovação.

Design Thinking 2010

Design Thinking 2010

Vou ministrar junto com o prof. Gustavo Borba o Workshop Design Thinking na Unisinos 2010. Tenho certeza que será novamente uma ótima experiência, em 2009 postei aqui no blog dois vídeos com depoimentos dos participantes falando sobre suas experiências e impressões.

O curso será realizado nos dias 10 e 11 de novembro na Unisinos, Porto Alegre.

China tem projeto de trem que anda por cima de carros

Composição é mais barata que metrô e é projetada para ser instalada quatro metros acima da via de circulação

por Redação Galileu

Para conter o avanço do caos no trânsito sem arcar com os grandes investimentos necessários para a construção do metrô subterrâneo, uma empresa chinesa projetou um trem suspenso com espaço para que os carros passem por baixo. O projeto, batizado de “3D Express Coach” é da Huashi Future Parking Equipment, da cidade chinesa de Shenzhen.

O trem, movido a energia elétrica e solar, teria velocidade média de 40 km/h, podendo chegar a uma velocidade máxima de 60 km/h. Segundo o projeto, a composição terá 6 metros de largura e será suspensa a cerca de 4 metros de altura para que carros com até 2 metros de altura passem sob o trem. O “3D Express Coach” pode ser aprovado no fim de agosto e deve começar a ser construído ainda no final de 2010 em um distrito de Pequim, segundo o Gizmodo.

Editora Globo

A composição, que tem capacidade para 1.200 passageiros, custa cerca de 10% do valor de um metrô subterrâneo, segundo a empresa chinesa responsável pelo projeto. O trem, diz a empresa, poderia funcionar com trilhos colocados nas laterais de ruas e avenidas já existentes, sem necessidade de grandes escavações e desapropriações de terrenos.

No site da Galileu tem um vídeo de como funciona o trem. Assista!

Será que o projeto dará certo, sem aumentar os riscos de acidentes graves e envolvendo mais pessoas. Se der, é uma boa opção para outros países, como o Brasil, que precisa melhorar o transporte público.

Palestra na FIBoPS

Começou hoje, em São Paulo, a 3ª Fibops, uma feira pró-sustentabilidade, organizada pelo Instituto Mais.

Neste evento acontece o I Congresso Internacional de Boas Práticas Socioambientais, que conta com a participação de especialistas de diversos países, nas áreas: Arquitetura e Construção; Inovações Tecnológicas; Energia, Emissões e Economia; Transporte e Turismo; Agronegócios e Logística; Saneamento e Serviços Ambientais; Moda, Beleza/Saúde e Consumo; e TI Verde.

Apresentei de manhã uma palestra sobre “As OIS e as consequências de seu crescimento”, no Painel Inovações Tecnológicas – As mais avançadas soluções pró-sustentabilidade, que você pode conferir abaixo:

Testando post Bônus – Portfolio

Testando as variaveis deste projeto testando as variaveis deste projeto testando as variaveis deste projeto testando as variaveis deste projeto testando as variaveis deste projeto

Uma Jornada pela Inovação

Lançamento do Fórum de Inovação FGV EAESP UFBA

Na semana passada, o livro acima foi lançado em Salvador, pelo professor e amigo Cláudio Cardoso. Com textos de muitos professores de lá e de cá, a sua leitura é prazerosa e está recheado de casos e experiências interessantes dos vários co-autores. Além de uma pequena contribuição de texto, fiz também a orelha do livro, que abaixo transcrevo, àqueles que se interessam sobre inovação e gostam da Bahia. E quem não gosta?!

por Moysés Simantob

O que a Bahia tem? Tem faróis e belas praias, tem a baiana do acarajé, tem as festas populares, tem patrimônio arquitetônico, tem uma multiculturalidade harmoniosa que alimenta uma das mais ricas indústrias criativas do mundo e tem muito mais.

Se isso tudo não bastasse, agora tem o FIBA – Fórum de Inovação da Bahia.

Acolhido na manjedoura da UFBA, o FIBA é um movimento, uma autêntica rede de entidades, que nasceu para criar mais um espaço de debates sobre o tema inovação, juntando-se às várias outras iniciativas de inovação que têm na Bahia.

O seu foco são as organizações inovadoras.

Se almejamos transformar o Brasil em uma “sociedade inovadora”, sua popularização traz inegáveis benefícios e uma mudança cultural se faz mais que necessária.

Dessa forma, o FIBA ousa se constituir num laboratório vivo para atrair e desenvolver ações inovadoras responsáveis para uma sociedade futura melhor. E como sustentabilidade e inovação são disciplinas indissociáveis será natural que a trajetória do FIBA passe por reflexões como esta “será que o que antecede a inovação não são novos princípios e novos valores?”.

Talvez mais adiante, os criadores do FIBA se refiram è ele cantarolando : “Eu nasci assim, eu cresci assim…”, e seu foco se amplie para as organizações inovadoras sustentáveis na busca de uma verdadeira sociedade inovadora sustentável.

Neste livro, diante deste quadro, o processo de inovação ganha complexidade, porque as idéias para inovação podem vir de diversas fontes, internas e externas à empresa, e entre elas destaca-se a universidade, que pela via da difusão do conhecimento, passa a incorporar a “função de desenvolvimento econômico, por meio de incubadoras, parques tecnológicos e centros de pesquisa cooperativa”.

É nesse berço que o FIBA se instala para, com o vigor de duas instituições brasileiras de “peso”, UFBA e FGV , possibilitar que suas pesquisas forneçam novos aceleradores de geração de riqueza e aumento de competitividade local.

Como ninguém constrói nada sozinho, nesta obra você descobrirá o poder da “Rede de Redes”, formadas por muitas redes de conhecimento e, agora, interligadas, por três Fóruns de Inovação, o de São Paulo , o de Porto Alegre e o da Bahia.

Parece que é assim que se forma uma verdadeira comunidade de interesse, de uma união que ninguém espera: paulistas, gaúchos e baianos trabalhando juntos.

Esta publicação é a primeira contribuição do Fórum de Inovação Bahia (FIBA) na ampliação do debate sobre os desafios das organizações inovadoras, e traz consigo o desejo de inspirar novas publicações sobre o tema na região nordeste do país, bem como, a adesão de novas instituições de pesquisa aos Fóruns de Inovação, ampliando a sua atuação no Brasil.

A Inovação é importante?!

Para o SEBRAE e CNI é

Projetos de inovação terão aportes de R$ 100 milhões

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) anunciaram ontem um programa que prevê aportes superiores a R$ 100 milhões no fomento a projetos de inovação de empresas brasileiras.

Os recursos serão dirigidos a 20 núcleos instalados em federações industriais, no sentido de atrair, preparar e apoiar os gestores no desenvolvimento de projetos inovadores. A expectativa é que a iniciativa resulte na criação de aproximadamente 2,4 mil projetos no curto prazo.

Em convênio, Sebrae e CNI já se comprometeram a aplicar R$ 48 milhões para lançar ações para induzir empresários a investir em inovação, assim como prestar consultoria no desenvolvimento dos projetos. Em complemento, o ministério destinará entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões em recursos voltados ao apoio para a gestão dos projetos de inovação.

Esse aporte virá do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio de um edital com lançamento previsto para a próxima semana. “A ideia é que as empresas possam elaborar um plano de inovação robusto”, disse Luiz Antonio Elias, secretário-executivo do ministério.

Por sua vez, Carlos Alberto Santos, diretor-técnico do Sebrae, apontou que o programa ajudará a desmistificar o significado da inovação, tido como algo muito sofisticado pelas empresas. “No fim, serão alguns bilhões de reais gerados a partir dessa iniciativa”, afirmou.

Segundo o presidente da CNI, Robson Braga Andrade, as empresas brasileiras não podem mais considerar o BNDES como único canal de financiamento, dentro de uma meta do país de crescer mais de 5% nos próximos anos. Ele afirmou que o Brasil precisará de R$ 600 bilhões em créditos para investimentos com essa taxa de crescimento prevista.

Matéria do Valor Econômico – Eduardo Laguna, de São Paulo 29/06/2010

Fan it

O canal de televisão americano NBC achou uma forma inovadora e divertida de marcar presença nas redes sociais, o Fan it, que ajuda a aumentar a fidelidade dos telespectadores.

Usando o Facebook, twitter, foursquare e Myspace, os usuários que promoverem, interagirem e debaterem sobre os programa de TV da emissora ganharão pontos que podem ser trocados por produtos da NBC, previews de shows, produtos virtuais, emblemas e entrada para eventos esportivos, incentivando assim que eles assistam a NBC.com.

Fan It could possibly serve as a precursor for redefining metrics around television viewing audiences. The television ratings system has remained relevantly unchanged since 1950. One company, Nielsen Media.

Research, has always been responsible for audience measurement and those measurements play a significant role in determining network advertising rates. Data from social networks could become an important new element in measuring audience engagement.

If done right, NBC’s initiative could move the industry towards officially recognizing the significance of social media.” Mashable

Skol lança latas falantes!

Época de copa do mundo é o momento em que aparecem ótimas promoções e propagandas, nesse contexto a Skol lançou uma nova promoção inovadora para a copa do mundo.

Entre as latas convencionais da bebida, foram espalhadas latas especiais, que ao serem abertas começam a entoar os hinos da torcida brasileira, elas contém um dispositivo fotossensível que é ligado quando é aberta, sendo que tem o mesmo tamanho e peso que as latas normais.

Essa foi, até agora, uma das idéias mais inovadoras para apoiar o Brasil no mundial.

Inovação Aberta – A Nova Fronteira da Criação de Valor nas Indústrias

Uma provocação sobre inovação, tecnologia e futuro. Apresenta uma reflexão de sociedade e mercado em tempos de web 3.0, onde qualquer um pode inovar.

Explica porque iniciativas em e-commerce não param de crescer e conquistar a confiança dos consumidores virtuais. E que os consumidores da Geração Y devem continuar a conduzir o crescimento tanto da web, quanto dos canais móveis.

Mais que isso, sugere que empresas já estabelecidas e as nascentes terão de estreitar a relação com o consumidor para entendê-lo melhor e deixá-lo colaborar com a construção de novos produtos e serviços. Isso cria um novo modelo de produção, que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas e criar conteúdo ou desenvolver novas tecnologias, fenômeno mundialmente conhecido como crowdsorcing.

Foto de Coimbatore Krishnarao Prahalad Padma Bushan

O argumento final amplia a visão de negócios além de mercados já saturados, fazendo-nos pensar sobre como fazer negócios com 4 bilhões de pessoas pobres do mundo, que representam 2/3 da população mundial, com receita abaixo de US$ 1500/ano.

Por dentro da IDEO

Grande influência da cultura de inovação da Apple, com convivência entre laboratório e escritório, funcionários de idades variadas trabalhando em um ambiente de ‘fertilização cruzada’

Quem mais seria ?

IDEO !!

Economia solidária e inovação são caminhos para o Brasil, diz Sachs

O planejamento de longo prazo, focado em três grandes desafios – consolidação e expansão dos serviços sociais, ampliação da economia solidária e transição para uma economia de baixo carbono – é o grande desafio para o Brasil nesta época pós-crise, na visão do economista e sociólogo Ignacy Sachs. Como superar esses desafios foi o tema da conferência que proferiu no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), dia 25 de novembro.

Segundo o professor emérito da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, França, os serviços sociais que precisam ser desenvolvidos no País incluem, além de educação, saúde e saneamento, os serviços ambientais e a habitação popular, já que o déficit brasileiro nesse setor é da ordem de 8 milhões de moradias. Em relação à economia solidária, Sachs afirma que devem ser incentivadas associações onde o excedente é apropriado por decisões coletivas, como as cooperativas, associações e a sociedade organizada. “O Brasil já tem um mecanismo para isso que são as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips)”, disse.

Em relação à transição para uma economia de baixo carbono, o economista acredita que o Brasil tem uma situação privilegiada, por ter uma matriz energética melhor do que a maior parte do mundo. “O País conta com hidrelétricas, lidera a produção de etanol de cana e tem condições de consertar seu projeto de biodiesel. Além disso, tem tudo para deixar de desmatar as matas nativas e produzir muitas árvores para todo tipo de uso, inclusive o energético”, avalia.

O maior cuidado a ser tomado, na opinião de Sachs, é em relação à competição entre segurança alimentar e segurança energética. Como saída, defende a implantação de sistemas integrados de aproveitamento da biomassa, para alimento e energia, adaptados aos diferentes biomas. Como exemplo, cita a integração entre pecuária e oleaginosas, estas últimas voltadas tanto para a produção de energia como para a alimentação do gado.

Os sistemas integrados serão ainda mais produtivos na medida em que se desenvolvam a segunda geração de bioenergia, baseada no etanol de celulose, no qual todos os resíduos da produção florestal podem ser aproveitados, e a terceira geração, baseada em algas e microalgas. Com um grande litoral, lagoas, lagos de hidrelétricas, a Amazônia e o Pantanal, o País tem tudo para desenvolver projetos que envolvam piscicultura e produção de algas e microalgas.

Segundo Sachs, porém, o país precisa ir além, investindo em tecnologia e inovação para o aproveitamento múltiplo das biomassas, para alimento, adubo, ração animal, material de construção, fármacos e bioprodutos em geral. “É preciso investir no trinômio biodiversidade, biomassa e biotecnologia, esta última voltada para aumentar a produção e identificar novos produtos. Este é um modelo muito menos dependente da energia fóssil”, avalia.

Saiba mais: www.ipam.org.br/revista

Maura Campanili

Uma Nova Proposta de Valor é o Desafio da Empresa Inovadora Sustentável

A velocidade das mudanças climáticas, sociais e tecnológicas tem sido tão vertiginosa que está tornando obsoletas as organizações que não se adequam às novas necessidades. Essa realidade força os administradores a aprender mais rápido, o que exige métodos que permitam representar e avaliar a complexidade cada vez maior do ambiente que os cerca.

Como disse o futurista Peter Schwartz, “os indivíduos e as organizações têm pouco controle sobre as forças ambientais que causam mudanças nas sociedades e nas organizações. Porém, os estrategistas podem descrever uma situação estratégica usando seu conhecimento sobre a natureza e a estrutura do negócio, bem como usando seu conhecimento das metas de longo prazo da empresa e do ambiente no qual ela está imersa”.

Nesse contexto, sobra pouco espaço para organizações departamentalizadas, desenhadas como se fossem máquinas, com processos rigidamente mecânicos e que funcionavam bem para um momento, um mercado e uma expectativa da sociedade que não existem mais.

Conectividade entre ambientes

Atualmente, os negócios exigem a construção de cenários que incluem muito mais conectividade entre o ambiente global (economia, tecnologia, cultura), ambiente de mercado

(consumidores, competidores, fornecedores) e ambiente da empresa (produção, distribuição e comunicação). Somente quem

dominar esses três ambientes entenderá porque, para 87% dos executivos de 133 empresas em 29 países, as mudanças climáticas representam o maior desafio para os negócios nos próximos cinco anos. Ou ainda, como, de 10 mil consumidores ouvidos em 22 países, cerca de 95% alegam disposição para pagar mais por um produto verde, comprovadamente sustentável, mas apenas 12% havia feito isso nos últimos 12 meses anteriores, por falta de oferta de produtos sustentáveis.

Ler esses cenários é fundamental, mas o que cria as condições para uma organização inovadora sustentável é entender a linguagem do novo consumidor. Segundo Jeffrey Immelt, CEO da GE, “quando a sociedade muda de opinião, é melhor estar na vanguarda que na retaguarda”. A criação do valor sustentável, como defende o professor da Universidade Cornell Stuart Hart – especialista em estratégias empresarias para as populações de baixa renda e autor de Capitalismo na Encruzilhada -, segue um modelo onde o planejamento se baseia em considerar sempre cenários presente e futuro nos aspectos interno e externo à empresa.

Questionamentos de resultados

Na prática, significa, por exemplo, tratar a prevenção da poluição com as seguinte perguntas: Onde se localizam os desperdícios e emissões da organização? Podemos baixar custos e riscos através da eliminação de desperdícios? Vencer esses desafios é caminhar para o uso de tecnologias limpas. No plano externo, o questionamento deve levar em conta questões como as implicações para o desenvolvimento de produtos se for assumida a responsabilidade pelo ciclo total de vida dos produtos ou se é possível reforçar a legitimidade e a reputação da organização através do engajamento de mais stakeholders (ou novos grupos de fornecedores, consumidores etc.).

O resultado de um processo como esse é minimizar o processo de resíduos e melhorar a produtividade dos recursos, desenvolvendo novas competências, que levam a saltos inovadores e à descoberta de necessidades não satisfeitas, que podem ser oferecidas pela organização. Por outro lado, se consegue um menor impacto no ciclo de vida do produto e eleva-se a transparência da organização.

Esse caminho não é fácil e óbvio, mas já há iniciativas em todos os setores e tamanhos de empresas. Mesmo que os resultados não apareçam de repente e em todas as áreas simultaneamente, as metas precisam ser encaradas em conjunto e com planejamento de longo prazo.

Maura Campanili e Moysés Simantob

Mangai um Show de Empreendedorismo

Mangai é um restaurante com três unidades na capital paraibana, em Natal e em Brasília.

O espaço é um grande salão que reproduz uma casa típica do interior nordestino, com móveis de madeira rústica, cachos de banana pendurados na parede e com todos os seus funcionários vestidos de Maria Bonita e Lampião.

Seu diferencial não está somente na decoração, mas também no atendimento, os garçons são sempre simpáticos, eficientes e espontâneos, como todos os paraibanos. Para chamá-los levante o chocalho.

O Mangai tornou-se ponto obrigatório para os turistas. Pela diferenciação do atendimento, variedade dos pratos de comidas típicas.

E o que tudo isso tem haver com inovação?

Inovador no modelo de negócio, criativo, dinâmico, experiencial, fazendo seus clientes se sentirem bem.

Sua variedade culinária nos leva a uma experiência gastronômica.

Uma operação Just in time (tudo que se produz se consome no dia, sem sobra) e quando a bandeja com os alimentos que fica mergulha na água, que eles chamam de Titanic, termina alguém grita para a cozinha o pedido da comida e sua quantidade equivalente ao número de pessoas que ainda estão na fila, ou seja, uma produção por demanda.

ISSO É QUE É INOVAÇÃO DE RAIZ NA CULTURA BRASILEIRA!

Visa Innovation Day

No dia 25 de agosto em São Paulo, ocorreu o o VISA Innovation Day com a finalidade de apresentar soluções inovadoras relacionadas a produtos, canais e segurança da informação na indústria financeira.

Prof. Moysés abordou o tema: “INOVAÇÃO EM AÇÃO: guiando a inovação dentro das organizações”, onde enfatizou a importância da organização inovadora atuar dentro de um hub de inovação, criando e explorando oportunidades nas redes sociais que mais crescem na web.

Sua palestra trouxe casos recentes e exclusivos para o público de executivos brasileiros e latino americanos. Enfatizou a necessidade de um planejamento dirigido por cenários, um processo que envolve um conjunto de técnicas, que permitem aos gestores, testar a sensibilidade de seus planos a luz dos eventos externos e das ações internas, apresentando os futuros possíveis e os riscos associados à eles.

Leia mais sobre o evento nestes sites: Info Money, Computer World, eComm

Metodologia da Organização Inovadora da FGV Permitiu a Premiação das 25 Empresas mais Inovadoras do Brasil

por Moysés Simantob

Após 10 anos de pesquisas e estudos em organizações no Brasil, o Fórum de Inovação da Fundação Getulio Vargas consagra sua metodologia de diagnóstico de organização inovadora e cria um marco na mídia brasileira com a premiação das 25 empresas mais inovadoras do Brasil.

O prêmio reconhece iniciativas de estímulo à inovação, a construção do meio inovador interno no ambiente de trabalho, a proposição de novos modelos de negócios e a instalação de processos sistemáticos de inovação entre outros aspectos.

CONHEÇA TODOS OS DETALHES NOS LINKS ABAIXO.

INOVAÇÃO / EMPRESAS – 08/07/2009

Levantamento de Época NEGÓCIOS revela as 25 empresas mais inovadoras do Brasil

Por Época NEGÓCIOS Online

Quais as peculiaridades das empresas inovadoras? Como elas conseguem se reinventar constantemente? A primeira lista anual de Época NEGÓCIOS responde a essas perguntas e destaca as 25 companhias que mais inovam no Brasil. O levantamento, feito em conjunto com a FGV-Eaesp, e com apoio técnico da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e do Great Place To Work (GPTW), constitui uma radiografia dos processos de inovação e aborda aspectos tecnológicos, organizacionais e humanos.

Confira a seguir a cobertura completa do evento de entrega do prêmio As Empresas Mais Inovadoras do Brasil

Galerias de foto

> Clique aqui e veja as fotos de todos os premiados

> Empresários de todos os setores estiveram presentes

Vídeo

> Assista aos melhores momentos da premiação

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Encontro de Inovação Brasil e Suécia

Dia 2 de Junho ocorreu o “Encontro de Inovação Brasil-Suécia” reunindo governantes e empresários de ambos os países.

No período da manhã, Prof. Moysés Simantob apresentou um painel sobre “A Experiência do Fórum de Inovação no Brasil.”

Coordenador do Fórum de Inovação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Simantob afirmou que já está na hora de substituir o mito da criatividade do povo brasileiro por um “processo contínuo de transformar idéias em negócios”. “Se a inovação não estiver no DNA de uma empresa, o que ela poderá produzir [de inovador] em três, quatro, seis meses? Muita confusão” considerou.

O pesquisador fala em “corresponsabilidade no processo de tomada de decisão” como a postura adequada a empresas empreendedoras. Este processo de inovação como polissemia, ou seja uma palavra com diferentes significados e que precisa ser contextualizada. Segundo ele, envolve todos os funcionários de uma organização em um ambiente de contínua criação, seja de processos produtivos, produtos e ferramentas de gestão.

“Para ser inovadora, uma empresa precisa ter visão de longo prazo. Se ela determinar a métrica financeira como método para avaliar investimentos, não vai conseguir retorno. Para ter uma sistemática inovadora é preciso saber articular visão, habilidade, recursos e plano de ação, para gerar mudanças contínuas”, indicou Simantob.

Fonte: Agência Indusnet Fiesp, por Nivaldo Souza

Inovação para Casas Populares

por Milena Mogi

Depois da grande inovação, o carro mais barato do mundo (Nano), o grupo indiano Tata quer vender casas populares de até 43,2 metros quadrados, por preços de US$ 7,8 mil (R$ 16,1 mil) a US$ 13,4 mil (R$ 27,8 mil).

As casas serão feitas para a classe de menor renda, que não tem condições de comprar moradias decentes. Esta inovação acontecerá em Bhosair, na Índia.

“Nós nos demos conta de que existe uma oportunidade na base da pirâmide.”, disse Brotin Banerjee, CEO do braço imobiliário da Tata, à revista americana Time.

As casas serão simples, em dois modelos diferentes: um de tamanho menor, com um cômodo, cozinha e banheiro, e outro, um pouco maior, que terá um pequeno quarto a mais.

A pretensão é construir 4 mil casas na Índia, nos próximos 4 anos. Tata acredita na forte procura por essas residências, apesar da crise imobiliária.

Fonte: Revista Época Negócios do dia 08/05/2009.

Prêmio para Inovação na Escola

por Milena Mogi

Neste ano ocorre a 4ª edição do projeto Prêmio Microsoft Educadores Inovadores. Estão abertas as inscrições para projetos educacionais desenvolvidos por professores e gestores de educação do ensino público municipal ou estadual, ONG’s, fundações e escolas técnicas.

As categorias são: Inovação em Comunidade, Inovação em Colaboração, Inovação em Conteúdo, Educador Inovador – Escolas Técnicas.

Os educadores terão a oportunidade de divulgar seus projetos. Aqueles que apresentarem as melhores propostas serão premiados com um notebook, contendo o sistema operacional da Microsoft Windows Vista e o pacote de aplicativos Office 2007.

Para mais informações: http://www.educadoresinovadores.com.br/

Reciclando Ideias

Enviado por Moysés Simantob

 

 

 

Imagem da inovação como repentina e individual contrasta com a evolução dos saberes, que é gradual e coletiva.

PETER BURKE
 (historiador inglês, autor de “O Que é História Cultural?” (Ed. Zahar))

 

Abaixo está um breve resumo de uma matéria publicada pela Folha de S.Paulo no dia 24 de Maio

Muitas pessoas no mundo hoje, especialmente nos domínios dos negócios e da ciência, se dedicam à inovação. Pensam, lecionam e escrevem sobre as maneiras pelas quais se pode estimular, medir e gerir a inovação.

Como e por que a inovação acontece, perguntam.
Por que existem lugares e momentos históricos que parecem mais favoráveis do que outros à inovação?

Mas o que exatamente é inovação? Suspeito que a visão da era do romantismo sobre a inovação continue a prevalecer ainda hoje.

 

 

De acordo com ela, a inovação é trabalho de um gênio solitário, no entanto existe uma visão alternativa sobre a inovação, da qual eu por acaso compartilho.

De acordo com essa segunda visão, a inovação é gradual em lugar de súbita e coletiva em vez de individual.

 

 

Por isso, em lugar da metáfora da “onda cerebral”, talvez fosse mais esclarecedor usar como metáfora a reciclagem, o reaproveitamento ou o uso improvisado de materiais.

  A reciclagem intelectual é tão importante para a inovação quanto a reciclagem de objetos materiais é para nossa sobrevivência no planeta.

Tradução de Paulo Migliacci.

 

Flash Mobs: Marketing Inovador

por Milena Mogi

Dia 30 de abril na Trafalgar Square, centro de Londres, milhares de pessoas se aglomeraram para participar de um karaokê em massa.

O evento foi organizado por uma empresa de telecomunicações, com a intenção de filmar um comercial. Flash Mobs é o nome dado a essas convocações feitas pela internet para realizar performances artísticas.

Segundo a empresa T-Mobile o evento reuniu mais de 13 mil pessoas com 2 mil microfones espalhados na multidão.

‘Hey Jude’, dos Beatles, e ‘Baby One More Time’, de Britney Spears, foram algumas das músicas cantadas pela multidão.

A Geografia Influencia na Inovação

por Milena Mogi

O Brasil está em sétimo lugar no ranking das empresas que pretendem investir em inovação, segundo os dados da EIU. Entretanto, nos levantamentos da ITFI (The Information Technology & Innovation Foundation), o país tem a antepenúltima colocação entre os países que mais inovam.

Segundo uma análise realizada pela EIU (Economist Intelligent Unit), o local em que uma empresa está situada tem ligação direta com a capacidade de inovação dos seus funcionários.

A pesquisa foi realizada com 200 altos executivos de vários países, conforme as fontes da Revista Época

Negócios, confira abaixo algumas das opiniões destes executivos:

· Equipe – as empresas quando vão escolher para onde ir levam em consideração o acesso a bons profissionais.

· Clientes – 45% dos entrevistados pela EIU, disseram que as inovações de maior sucesso são geradas com base em conversas com clientes. Outros 32% disseram que as ideias surgem do contato com os parceiros de negócios.

· Confiança – Segundo 59% dos executivos entrevistados, Brainstorming ainda é a técnica mais popular para gerar ideias inovadoras, o contato face a face fica com 53%.

· Ambiente – Onde que as pessoas inovam sem medo, diminui a resistência a inovação. Um bom exemplo disto é o Vale do Silício, pois é um local extremamente inovador, as pessoas encorajem-se ao risco.

Precisamos Mais do Jeito de Gente Simples

por Moysés Simantob

 

 

 

Gente simples sabe das coisas porque anda na terra batida com o pé descalço. Sabe o valor da terra. Pisa descalça porque sabe onde pisa. Pisa na terra-mãe que lhe dá o fruto, o sustento e a própria vida. Essa gente sabe sonhar. Sonha simples. Sonha o sonho possível, que atende as suas necessidades básicas. Essa gente não quer mudar o mundo, quer mudar a si mesma, para na terra e da terra viver melhor. Gente simples está em todos os lugares e em muito maior número que a outra gente. Gente simples inova todos os dias. Não porque receba memorandos ou porque alguém diz que é preciso inovar; inova para sobreviver. Improvisa, faz arremedos, ajeita para ver o que funciona, como funciona e se atende as suas necessidades diárias. Esta é a solução que gente simples busca. Não faz business plan, o que mais tarde não levará a lugar algum.

 

 

 

Gente simples não precisa aparecer; usa calça rasgada, os óculos amarrados com durex, e o sapato com a sola furada. E em dia de festa, veste-se feito galã. Sua força está na palavra e na atitude honesta e criadora de riqueza de autossustento. Essa gente não tem conta de investimento e, assim, não se preocupa com crises financeiras.  Já a conhece há anos, porque aprendeu a viver com menos. Gente simples cria coisas novas todos os dias, mas não tem patentes em seu nome. E nem escreve papers de seus achados para somar pontos em seu curriculum. Apenas conta histórias. Gente simples é marcada pelo desejo de produzir uma vida melhor para si e para os seus. Não seriam estas pessoas, então, os reais defensores do bem público?  Não seriam elas que deveriam nos representar no senado e na câmara dos deputados? Gente simples tem vergonha na cara. Pede desculpas quando erra e aprende com o erro cometido, evitando cometê-lo de novo. Gente simples se esforça para não se parecer com essa outra gente que não tem mais sonhos, sonhos que eram apenas de ordem material. Gente simples tem esperança no Brasil, porque são o Brasil. Gente simples, canta, dança e rola na areia da praia. A outra gente é tensa, tem medo até da sombra, porque tem uma dívida impagável; deve a própria alma.  

 

 

Gente simples sabe das coisas, porque suas histórias passam de pai para filho.

 

E, assim, vão construindo a narrativa de uma vida que a gente não quer e não pode esquecer, bem diferente das histórias que a outra gente estampa, a cada dia, de forma repugnante, nas manchetes dos jornais. 

Um Livro sobre Colaboração

por Milena Mogi

 

 

 

O livro “Nós somos mais inteligentes do que eu” (tradução de Juliana Dartora, Bookman, 178 páginas), escrito por Barry Libert e Jon Spector, com a ajuda de colaboradores do mundo todo, fala sobre a inteligência colaborativa das pessoas no desenvolvimento de novas idéias, inovações e melhoria de produtos, o que já vem sendo utilizado em algumas empresas, em decorrência do atual cenário econômico.

A inovação do livro, que foi escrito com a colaboração de uma rede de milhares de voluntários, é que ele não se limita aos temas apresentados, mas traz também exemplos e resultados do trabalho desta inteligência coletiva, como acontece com o Youtube,  a Wikipédia e o MySpace, entre outros sites, provando que “Ninguém sabe tudo sozinho” ( de Etienne Wenger).

 

 

Está uma prévia descrição do livro:

“A colaboração em massa, ou o crowdsourcing, está se desenvolvendo de forma crescente, como evidencia o sucesso da Wikipédia, do Linux, do MySpace e do YouTube. Este livro mostra que o esforço colaborativo de uma comunidade, cujas idéias, compreensões e conhecimento são compartilhados coletivamente, gera resultados superiores do que os de um indivíduo. Muitas empresas já vêm se beneficiando do poder coletivo, mas nem todas obtiveram sucesso. Há muitas ciladas a serem evitadas e obstáculos a serem sobrepostos para cultivar a sabedoria das comunidades. Este livro mostra como fazê-lo.”

Crise Compromete Avanço da Inovação nas Economias

por Abrahão Dejtiar

 

 

Reportagem na Folha de S. Paulo aborda como a crise afetou o desenvolvimento esperado da inovação. A reportagem fala sobre a queda do desenvolvimento e apresenta uma pesquisa realizada pela revista “Economist”, que criou um ranking dos países mais inovadores.

 

Com o turbilhão financeiro, os países tornaram-se menos inovadores e poderão sofrer graves consequências nos próximos cinco anos. Esperava-se um incremento de 6% até 2013 na média do índice de inovação mundial. Essa média foi revista para 2%. Os EUA são os mais afetados, seguidos pelo Reino Unido. O Brasil também piorou. Na contramão, China e Índia se destacam com os melhores desempenhos.

Folha de S. Paulo 24.04.2009

 

O Japão lidera o ranking com nota dez; outros países como os EUA, Reino Unido e o Brasil caíram uma posição na lista. A Líbia, entretanto, ficou em último lugar entre os 82 países avaliados, obtendo nota zero. Os analistas da “Economist” criaram um índice que vai de zero a dez e que corresponde a uma avaliação do ambiente necessário para que se estimulem o conhecimento e os resultados práticos da inovação.

Já os chineses cresceram cinco posições, entre 2006 e 2008, e os indianos subiram duas.

Segundo os dados do U.S. National Science Board, os investimentos em ciência e tecnologia, nos EUA, tiveram redução devido ao atual cenário econômico; nem mesmo a verba destinada à pesquisa  nas universidades escapou aos cortes.

Resultado: o próprio governo teme a  redução da competitividade do país no mercado internacional e a diminuição de mão de obra qualificada.
Na contramão desse movimento, China e Índia registraram os maiores crescimentos.

Folha de S. Paulo 24.04.2009

Como a Inovação pode Contribuir em Momentos de Crise ?

por Moysés Simantob

No livro “Creativity, Inc. : building an inventive organization”, editado pela Harvard Business School Publishing, Jeff Mauzy e Richard Harriman desenham um framework interessante para orientar líderes que queiram fortalecer atitudes criativas frente aos obstáculos gerados pela economia global. Estabelecem etapas claras de construção de um ambiente de criatividade que envolva todos os níveis da empresa na busca pela inovação sistemática.

 

Na semana passada recebi o convite para fazer a moderação da palestra de Richard Harriman, no evento Innovation Conference , organizado pela empresa francesa ALTRAN, na Amcham. As conversas que tive com o coautor deixaram evidente o desafio enfrentado pelas empresas norte-americanas e brasileiras na tentativa de substituir o uso de ferramentas de gestão por um novo repensar organizacional, onde o indivíduo torna-se, de fato, o sujeito da aprendizagem e o responsável pelas mudanças que espera da empresa em que atua. Leia mais no link acima.

Innovation Conference 2009

Nesta quarta-feira, dia 15 de abril, realizou-se um dos maiores eventos brasileiros de inovação, o Innovation Conference 2009, que contou com os palestrantes internacionais Wim Vanhaverbeke, Francesco Pessolano, Darrel Mann e Richard Harriman.

Entre outros assuntos, o evento discutiu as seguintes questões: Qual é o futuro da inovação aberta e colaborativa? Como a inovação sistemática pode trazer vantagem competitiva em problemas de Negócios? Como a inovação pode contribuir em momentos de crises?
Seguem, abaixo, o nome dos palestrantes e moderadores.

 

Palestrantes

Yves de Chaisemartin

Richard Harriman

Francisco Gallo Mejía

Helena Tenório

Rochester Gomes da Costa

Sylvie Leauté

Mauricio Lima

Darrell Mann

Francesco Pessolano

Wim Vanhaverbeke

 

Moderadores  

Patrick Dauga

Moysés Simantob

Alexandre Camargo Fluck

Henrique Machado Barros

Adriano Lima

Dra. Anapatrícia Morales Vilha

Anderson Alves

Innovation Conference 2009


 

Em seu primeiro ano, o evento Innovation Conference, falará sobre inovação e tecnologia, colocando em pauta a seguinte pergunta:

Como reduzir os riscos do processo de Inovação no atual cenário de crise mundial?

Está pergunta será respondida por grandes especialistas do mundo corporativo que demonstrarão o diferencial que a Inovação pode fazer em tempos de crise, aplicando os conceitos de Open Innovation e Inovação Sistemática.

O evento acontecerá no dia 15 de Abril das 08h00 às 18h00 na Câmara Americana de Comércio – SP

Maiores informações no site: www.innovationconference.com.br

Inovação sem Segredos nem Gênios

por Moysés Simantob
«DURANTE OS PERÍODOS DE CRISE, SÓ A CRIATIVIDADE
PODE ‘SAFAR’ A SUA EMPRESA»

Tom Kelley dixit

LIVRO EM DESTAQUE
 The Art of Innovation 

Inovação sem Segredos nem Gênios

segundo o catecismo de Tom Kelley

Uma entrevista com o «evangelista» da IDEO, a mais famosa firma de design industrial dos Estados Unidos. Sobre The Art of Innovation, a «bíblia» lançada este ano (2001)

Por Jorge Nascimento Rodrigues, o Ardina na Web em Palo Alto, Silicon Valley, numa recensão para a revista portuguesa Executive Digest

Falar de inovação com a barriga vazia não resulta. Eu tinha, por isso, preparado o estômago para o desgaste de uma conversa a 75 milhas a hora (não na condução, mas no falar) com o hiper-acelerado Tom Kelley, o irmão mais novo da dupla que dirige a IDEO, a mais galardoada firma de design industrial sedeada na Califórnia.

O segredo para uma boa entrevista foi a NOLA – diminutivo de New Orleans para um simpático restaurante na Ramona Street, em Palo Alto, a dois passos da High Sreet, onde ficam os setes pavilhões daquela empresa «descoberta» pelo guru Tom Peters em 1991, quando este passava longo tempo nos escritórios do The Tom Peters Group, sedeado naquela cidade do Silicon Valley, a escassas centenas de metros da Universidade de Stanford.

Depois de uma boa salada de batata com salsicha temperada com cajun e um «grandpére» – um pudim de maçâ com licor da seiva do carvalho – para sobremesa, as palavras de Tom Kelley, 46 anos, numa tarde quente de Fevereiro (2001) no Silicon Valley, ganharam outro ritmo numa conversa a propósito do livro que acaba de lançar, sugestivamente intitulado de A Arte da Inovação – Lições sobre criatividade baseadas na IDEO, a empresa líder do design industrial da América, um título sem fim, muito ao estilo editorial norte-americano.

O verdadeiro inspirador da obra, autêntico autor na sombra, é o mano mais velho, David. Os princípios expostos neste livro bebem directamente na filosofia e nas práticas criadas por David Kelley desde 1978 na David Kelley Design, que, mais tarde, se viria a chamar IDEO (deram um corte na palavra ideologia), ao absorver a Moggridge Associates, de Londres, a ID Two, de São Francisco, e a Matrix Product Design, vizinha de Palo Alto.

David foi muito marcado pelo ambiente do próprio Silicon Valley há 20 e tal anos atrás e nomeadamente pelos tempos incríveis da juventude da Apple que «infectou» totalmente uma geração de criativos com o seu culto do «user friendly», o seu ambiente de trabalho e a energia de Steve Jobs.

Os manuais de gestão só descobriram a IDEO depois do esfusiante Tom Peters a ter revelado ao mundo no seu polémico Liberation Management – Disorganization for the Nanosecond Nineties, publicado em 1992. A IDEO tornou-se um «case study».

Tom Peters sobre IDEO

Liberation Management tem 9 anos de idade. Uma eternidade em gestão – a seguir a este livro já passaram várias modas. Mas a abordagem que Tom Peters fez do que viu na David Kelley Design (hoje IDEO) no princípio de 1991 continua a ter o seu charme.
Peters resumiu a abordagem nesta sentença, meio a rir, meio a sério – baptizou-a de metodologia «F-L-O-S-S-», do acrónimo original em inglês, criado pelo próprio David Kelley, e que Peters rapidamente apontou no caderninho de notas. Ou seja: Falhe algumas vezes; seja canhoto; vá lá para fora; seja emocional; seja estúpido.
No original criado por Kelley: «The FLOSS approach to Design: Fail sometimes; Left-handed; get OUT there; be Sloppy; be Stupid!».
A forma como descreveu a originalidade da forma de trabalhar na David Kelley Design ainda hoje é válida: alta energia no ambiente de trabalho; colaboração total, um processo horizontal em que todos os que vão trabalhar no projecto são envolvidos desde o início; multidisciplinaridade (não percebem só de arte, nem são só designers, há de tudo); modelização (transformar as ideias em protótipos rapidamente); organização por projecto; variedade da intervenção e na aprendizagem; «polinização» cruzada; liquidação da hierarquia tradicional – o meu chefe pode ser meu subordinado neste projecto e meu chefe naquele e meu «par» no outro.

Peters ficara enamorado – e ainda hoje está – por cinco «coisas normalissimas» do processo diário de criação e inovação naquela empresa de design que deu à luz o primeiro «rato» comercial para a Apple em 1982, que tem um telefone de design original exposto no célebre MOMA (Museu de Arte Moderna) de Nova Iorque (veja IDEO no MOMA aqui), e que já nos anos 90 desenhou as linhas do «assistente pessoal digital» mais famoso, o Palm V.

As tais «coisas normais», que Tom Peters resumiu, são:
1- o funcionamento por equipas «descartáveis» por projecto;
2- a óptica de observar o cliente em primeiro lugar;
3- o método permanente, «normal», de «brainstorming»;
4- o inacreditável e frenético ambiente de trabalho dentro daqueles pavilhões;
5- e uma religião em torno da prototipagem.

Hoje, pode juntar-se-lhe, o uso intensivo («louco mesmo») do correio electrónico internamente – tudo é avisado, pedido, informado, registado por «email», mesmo que o destinatário esteja a duas divisórias do seu lugar.

Com a fama adquirida, a empresa passou a fazer consultoria sobre inovação. O livro agora publicado é o pontapé de saída literário desta «universidade» da inovação. Pretende capitalizar na tendência emergente que defende que a inovação tem vindo a subir para o primeiro lugar na lista de estratégias empresariais – não copie a concorrência, não a tente melhorar, faça diferente. Não imite, inove, lá diz o «slogan» publicitário.

Este livro é para desmitificar o processo criativo. Não falamos de meia dúzia de geniozinhos. Falamos de inovação colectiva. É uma ferramenta de gestão

Mas, inovação ao estilo da IDEO, não é criatividade individual. «Este livro é para desmitificar o processo criativo», diz Tom. A inovação de que aqui se fala é «colectiva», é um processo, uma ferramenta de gestão. Não um toque de geniozinho. «Muita gente crê que os criativos são uma meia duzia de génios. Nós acreditamos no contrário. Todos nós temos um lado criativo. Ele poderá florescer se for desenvolvida uma cultura que o encoraje. Se se criar um ambiente em que ele funcione em colectivo», sublinha o autor.

Uma das «performances» da IDEO foi a inovação em directo feita para o programa televisivo «Nightline» da cadeia ABC, mostrando perante 10 milhões de telespectadores como se cria, numa semana apenas, um novo carrinho de compras de supermercado. O sucesso foi inacreditável e o vídeo do «show» já foi divulgado em 70 milhões de cópias.

Como é que resumiria o essêncial da vossa receita?

TOM KELLEY – Atenção, não gostamos de falar de uma receita. Você vem ainda com o paladar do cajun, mas nós não pregamos nenhuma receita. Bom, mas conhecemos alguns ingredientes (risos).

Tom Peters, aliás, falou neles…

T.K. – Ficou um grande amigo nosso. Mas voltando aos ingredientes: primeiro, a nossa religião em torno do «brainstorming». Não é algo que façamos formalmente, de vez em quando, em momentos especiais. É um processo diário de trabalho. É um método. Depois, usamos sempre a prototipagem, também como processo de trabalho. Em terçeiro lugar, consideramos que o espaço físico de trabalho é fundamental – o seu local de actividade afecta o seu comportamento no trabalho. Quando nos sentimos inconfortáveis, não dá. Não há criatividade que resista a um ambiente constrangido. Quarto: cada coisa é um projecto, e para cada projecto formamos equipas que são «descartáveis», temporárias. Mas as nossas equipas não são comités formais que se reunem à hora x para uma agenda – funcionam em permanência durante o projecto. Finalmente, e não menos importante, toda a inovação começa com o olhar, com o observar das pessoas de carne e osso.

Tem insistido – e o livro é reflexo disso, até nas imagens que usa na abertura de alguns capítulos – que o «design» do local de trabalho é fundamental para acontecer inovação. Porque é que bicicletas no tecto, divisórias repletas de coisas pessoais e troféus de projectos, estas mesas para o «brainstorming» no meio dos corredores, essa quinquilharia toda à mão de semear, este ambiente que parece um jardim-escola, são assim tão importantes?

T.K. – A linguagem do corpo é fundamental e o espaço de trabalho é o ‘espelho’ do que somos. Os americanos foram excelentes na qualidade, na competitividade, depois na reengenharia, ganharam essas «guerras» todas. Mas, na minha observação, muita gente falha numa coisa – não utilizam o local de trabalho como uma ferramenta de gestão, de produtividade, de criatividade.

Este seu livro pretende «reescrever» o conceito de «excelência» empresarial, vinte anos depois?

T.K. – Eu sou um grande fã do Tom Peters e o livro dele sobre a «excelência» – Em Busca da Excelência – na altura foi muito difundido e os princípios que ele lançou popularizaram-se. Ele influênciou o vocabulário, a linguagem dos negócios. Com este meu livro agora, não aponto tão alto. Mas quero que ele influêncie os meios empresariais – isso quero. E que ajude a incutir este espírito da inovação. A excelência dos tempos actuais passa por aí.

Um dos ingredientes de que fala é o da prototipagem física. Fazer as coisas e experientá-las com as mãos é fundamental para o design de «coisas». Num período de simulação por computador e de imagens virtuais, isso não pode soar um pouco a conservadorismo de artesão?

T.K. – A nossa experiência diz-nos que apesar do design cada vez se apoiar mais no digital, mesmo no tridimensional, precisamos de representar as coisas, de algum modo, fisicamente – sublinho FISICAMENTE. O teste tem de ser real.

O consumidor tem de ser observado na realidade – no que faz e não no que diz. Se pega numa coisa e fica confuso, ou se chateia, então o seu design está errado

Esse realismo leva-vos a dar imensa importância ao que chama a estratégia de observação – de olhar o consumidor no dia-a-dia. Quer explicar essa máxima do «olho clínico» em primeiro lugar?

T.K. – O que interessa é o que o consumidor – a pessoa comum – faz e não o que diz. O que lhe possa responder em inquéritos, por mais bem feitas que as perguntas sejam, não é decisivo. O utilizador é que escolhe; nós dizemos utilizador-decisor. Por isso temos de o observar na realidade – como manuseia as coisas, como pega nelas, como as usa e para quê, que dificuldades encontra, com que pormenores se chateia. Por exemplo, se os consumidores, ao pegarem numa coisa, ficam confusos – então o seu design está errado. É você (o designer, o produtor) que está errado e não o consumidor. Quando é muito complicado, não serve. Os produtos têm de ser incrivelmente simples. Essa é uma lição da vida que pode salvar vidas.

Salvar vidas?

T.K. – Sim, veja o caso do desfibrilhador externo que criámos. Ele é para ser usado por gente que não tem qualquer experiência médica num momento de emergência face a alguém que teve um ataque cardíaco. Serve para fazer reanimação cardíaca nesse momento de aflição. Por isso tem de ser simples. Para o testar dei-o à minha filha e ela foi capaz de o usar. Por isso, não admira, que ele já tenha salvo vidas manuseado por gente comum. Nos Estados Unidos já é obrigatória a sua existência a bordo de aviões em voos comerciais de longo curso.

Outro aspecto que salienta é o da criatividade sem génios. O senso comum, julga o contrário. A vossa inovação é feita por quem, então?

T.K. – A nossa ideia central é que a inovação é um acto criativo colectivo – repito COLECTIVO -, e que deve ser tranformado num processo de trabalho. Na América há muito esse mito do geniozinho. Mas Edison tinha imensa gente por detrás dele. Nós procuramos distinguir no livro entre criatividade e inovação. A criatividade pode ser um dom pessoal, mas a inovação está para além disso – e, aliás, pode ser ensinada e aprendida.

Acha que um dia destes vão transformar esse vosso «know how» em torno da inovação num segmento de negócio, num «spin off»?

T.K. – Não creio que o venhamos a fazer como um negócio à parte. Mas já criámos uma linha a que chamamos a IDEO U – U de Universidade.

Como é que avalia práticas de fomento da criatividade individual como a regra dos 15% do tempo para projectos pessoais de investigação na 3M ou dos 30% na Genentech?

T.K. – Não sei se serei a favor disso. Alguns poderão ser mais criativos assim. Admito que sim. Advogaria uma coisa um pouco diferente – creio que poderiamos mandar um dos nossos para Tóquio para estar durante uma semana a pensar num tema.

Funcionamos ao contrário. Apresentamos rapidamente ao cliente vários protótipos, recolhemos a opinião e só depois avançamos

Quando falamos de inovação tendemos a ter a ideia de uma cena deste tipo – os criativos chegam no dia do «dead line» com uma proposta mágica, ao fim de quinze dias, três ou seis meses de trabalho duro e quase secreto. Chegamos ao momento da verdade e gostamos ou não gostamos da proposta, do «lay-out», do modelo. É assim que funciona a IDEO?

T.K. – Não. Não. Nós funcionamos com um processo de prototipagem rápida que o cliente vai avaliando desde o início do processo. O método tradicional é esse que referiu – começar a trabalhar e apresentar no fim. Nós funcionamos ao contrário – apresentamos ao cliente vários protótipos (pelo menos três), vemos o «feedback» dele, e só depois avançamos. Defendemos – e defendemo-nos! – correcções a meio caminho.

Destes 24 anos de vida da IDEO, que inovações que sairam daqui escolheria como as suas cinco preferidas?

T.K. – O «rato» para Apple – nós não inventámos essa «coisa», foi a Xerox, mas conseguimos produzir um comercialmente por 12 dólares (quando custava qualquer coisa como 100 dólares). Uma inovação a que estou emocionalmente muito ligado é o desfibrilhador de que já falei. Também o caso do Palm V para a 3Com. As pessoas ficaram enamoradas deste aparelho – que até era mais caro que os outros Palm, mas adoraram o design e estiveram dispostas a pagar essa diferença. Outro caso que me tocou – o da criação do «laptop» para a GRiD Systems, em 1987, para quem estudámos o sistema de abertura (sim, esse movimento que você está a fazer nesse seu minúsculo portátil). Aliás, a GRiD fez mais dinheiro com a venda da licença do sistema de abertura do que propriamente com a venda dos computadores. Por fim, a máquina fotográfica i-Zone da Polaroid para os putos. Nós estudámos os miúdos e definimos o conceito de uma máquina que poderia ser «cool» para eles. O que funciona para eles são as cores, a forma, o ser engraçado, e sobretudo o servir uma moda de poder colar coisas. A máquina tira fotografias que se transformam em autocolantes instântaneos. Você sabe que é a máquina fotográfica que mais se vendeu?

E a «Audrey» para a 3Com, que acabaram de lançar?

T.K. – É ainda cedo para falar desse novo mundo de aparelhos para a Internet. Desenhámos a «Audrey» para a cozinha e é muito gira, não acha? É uma espécie de «quartel general» na sua cozinha, mas não foi desenhada como um computador. Tem traços de soluções nossas como o Palm ou o Handspring Visor. Aquele pormenor de ter uma caneta (como o Palm) que acende quando você tem «email» para ler, é particularmente genial (risos).

Quais são as tendências emergentes no mundo do design industrial?

T.K. – Olhando para os projectos em que temos estado, diria: continuar com esse tipo de aparelhos adaptáveis à mão; progredir no sentido de aplicações mais pequenas; insistir nos tais aparelhos informacionais – é aqui que se está a investir, mais do que nos tradicionais PC; apostar nos «wearables», a computação transformada em vestuário, particularmente acessórios – veja esta ideia que desenvolvemos com o Media Lab do MIT. Estes anéis que são um telefone portátil. Este é o «celular» do futuro – esqueça esse que usa.

A recessão que já se anuncia nos jornais não preocupa a IDEO?

T.K. – Creio que numa circunstância dessas, as empresas só se poderão ’safar’ de um modo – com a inovação! Não podem cortar em projectos de inovação, pois é aí que está a saída. Não há outra.

15 «DICAS» DE TOM KELLEY

1. COMECE COM OS OLHOS. Vá à fonte – às pessoas concretas. As respostas estão fora do escritório e do estirador. Observe mais do que pergunte. As pessoas nem sempre dizem a verdade ao responder, mesmo que você seja astuto. «Vendo e escutando é o primeiro passo, absolutamente crítico, de uma inovação». Trata-se de «inspiração humana» no sentido literal do termo
2. CAPTE A EMOÇÃO. Ao observar não veja só as «nuances» do comportamento, mas perceba também as motivações e a emoção. É esse conjunto que tem de recriar nas inovações, de modo aos produtos terem personalidade
3. NUNCA COMBATA O INSTINTO HUMANO. Não se arme em Dom Quixote tentando mudar as necessidades primárias das pessoas. «Canalize» o comportamento humano comum para a inovação que tem em mente. Se as pessoas fazem as coisas naturalmente de uma dada forma, porque razão querer obrigá-las a fazer de outro modo?
4. SINTA AS COISAS EM MOVIMENTO. Avalie fisicamente o protótipo. Veja o produto como verbo (em movimento) e não como sujeito (o produto). Por exemplo, o Palm V foi concebido como algo animado na sua mão, como um acto de computação/comunicação e não como mais um «assistente pessoal digital», uma «coisa»
5. SEJA CANHOTO. No fundo, perceba que os melhores produtos são os que têm em conta as diferenças entre as pessoas, não os que homegenizam tudo. Por exemplo, a diferença entre a forma como um miúdo pega numa escova de dentes e um adulto implica escovas de dentes «anatomicamente» diferentes
6. PRODUZA UMA BOA QUANTIDADE DE IDEIAS. Não faça o «brainstorming» para ter a ideia luminosa. Isso não funciona. Deixe sairem muitas ideias
7. MODELIZE. Também não discuta abstractamente – dê forma às ideias como o faz o artesão ou o artista plástico. Transforme a troca de ideias em algo com uma dimensão física – traga outros produtos para cima da mesa que possam sugerir ideias; construa modelos; teste-os você mesmo (a IDEO chama a isto «bodystorming»). Um protótipo que se «sente» vale mais do que um milhão de desenhos
8. COMBATA O MITO DO GÉNIO. A ideia de que a criatividade floresce principalmente em solidão não serve de grande coisa. Até o mais lendário inventor tinha uma equipa. Thomas Edison era o modelo. Transforme a inovação num processo colectivo de trabalho
9. ACABE COM O «ELES». O «eles» é o responsável institucional de tudo – algo indefinido. Na empresa inovadora há o «eu», «tu» e o «nós». O «eles» foi abolido
10. GOSTE DO QUE CRIA. «Nós compramos muitos dos produtos que desenhamos porque gostamos deles de facto». Seja o Palm V de que Tom Kelley é um viciado ou os óculos para esquiar de que há muitos fãs na IDEO
11. O AMBIENTE DE TRABALHO É FUNDAMENTAL. «Se os atletas precisam de locais adequados para treinar, os trabalhadores também para serem criativos». «Os nossos locais de trabalho não se parecem com escritórios, mas mais com jardins-escola». Bicicletas penduradas do tecto (uma invenção criada por um dos designers da IDEO para poupar espaço), ausência total de símbolos de «status», uma visão «igualitarista» do espaço de trabalho
12. ESTEJA ABERTO A SURPRESAS. A ideia nova vem, regra geral, do inesperado. «As descobertas advém regularmente de acontecimentos absolutamente acidentais, do puro acaso, ou de experiências que falharam»
13. PROVA DA VERDADE. É muito difícil adivinhar como um dado produto vai ser usado realmente no mercado. Por isso, faça os reposicionamentos necessários de acordo com as lições da prática e das tendências
14. ROUBE NOUTROS SÍTIOS. Tire ideias de outras áreas e de negócios completamente diferentes. Chama-se a isso «polinização cruzada»
15. «DICA» FINAL. Nunca imite os seus concorrentes

O Papel da Inovação e a Necessidade de Florescimento das OIS – Organizações Inovadoras Sustentáveis no Brasil

por Moysés Simantob

O termo inovação é uma polissemia – palavra que assume diferentes significados e que necessita de um contexto para melhor ser compreendido. Se tomarmos a sua aplicação no contexto das organizações, onde a sua prática é exercida com a finalidade de geração de valor econômico e, mais recentemente, de valor socioambiental, ela assume o papel de qualquer mudança que eleve o desempenho da organização.

Se a ótica for a (re) definição de um novo padrão de competição no mercado que altere as regras do jogo de um setor de negócio, no qual o consumidor perceba valor – por exemplo, uma conveniência que facilite a sua vida ou uma experiência que o emocione e traga mais prazer de viver -, a inovação se revela no design funcional e na simplicidade de uso, como fez a Apple recentemente com o lançamento do Ipod.

Mas a inovação não acontece só dentro de empresas e sua influência não ocorre apenas em mercados. A sua ação se dá também nas ruas, em movimentos populares que fazem surgir uma diversidade de comunidades artísticas, como se pode notar pela popularização e pelo alcance internacional do hip hop e de outros movimentos sociais que levam a música, a arte e o esporte para a periferia das grandes cidades. Eles revelam grande influência em diferentes classes sociais, que estimula um repensar e um redesenho de padrões de comportamento, de consumo e, cada vez mais, de linguagem – quem já não ouviu jovens da classe média repetir a gíria que se consolidou como bordão: `tá ligado´ ? Em resumo: se a música vende, atende uma necessidade do consumidor que a consome e gera valor para quem a produz, mesmo Schumpeter não duvidaria da eficácia deste tipo de inovação.

A organização além de inovadora pode fazer por merecer o selo “inovadora-sustentável” quando a inovação que promove ultrapassa a capacidade de sobreviver, crescer e perpetuar da organização, o que per se já não significa pouco. Inovação cuja finalidade esteja relacionada com políticas e iniciativas que respeitem a sociedade e o meio ambiente. E cuja ação nasça de uma prática deliberada e em base sistemática que permita orientar esforços, recursos e metas para enfrentar os desafios que possam contribuir para avançar na busca de padrões de desenvolvimento sustentável, dentro de uma perspectiva duradoura e consistente. Dessa maneira, ela se torna de fato uma organização alinhada ao desenvolvimento regional, nacional, infranacional, em suma, do planeta.

O desafio para as empresas é perseguir, de acordo com Ignacis Sachs, a sustentabilidade do desenvolvimento, que se desagrega em cinco dimensões: a sustentabilidade social, econômica, ecológica, espacial e cultural. A primeira refere-se à construção de uma sociedade com mais eqüidade, que seja capaz de reduzir as desigualdades sociais e regionais. A sustentabilidade econômica inclui a preocupação com o uso eficiente dos recursos. A sustentabilidade ecológica acontece a partir de ações que visam a aumentar a capacidade de suporte do planeta para fins socialmente válidos, tais como limitação do consumo de combustíveis fósseis e de outros recursos esgotáveis e redução da poluição. A sustentabilidade espacial refere-se à busca de uma configuração rural-urbana equilibrada e uma melhor solução para os assentamentos humanos. A sustentabilidade cultural caracteriza-se pelo respeito que deve ser dado às diferentes culturas e às suas contribuições para a construção de modelos de desenvolvimento apropriados às especificidades de cada ecossistema, cada cultura e cada local.

Assim sendo, as OIS são aquelas empresas que buscam um desenvolvimento socialmente includente, tecnologicamente prudente e economicamente eficiente.

E qual é o desafio para o Brasil, uma nação com um Sistema Nacional de Inovação incompleto e descontínuo, com infra-estrutura tecnológica mínima., que possui ciência e tecnologia mas não a transforma em efetivo sistema de inovação? É justamente o de criar condições para que floresçam no país políticas voltadas basicamente para a difusão da inovação, com forte capacidade doméstica de absorver os avanços técnicos gerados nos sistemas maduros que têm, por sua vez, a capacidade de manter o país próximo à (ou na) fronteira tecnológica internacional.