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As 50 + Inovadoras

As 50 + Inovadoras

A revista Fast Company divulgou a lista das 50 empresas mais inovadoras do mundo.

Como todos os anos empresas conhecidas no mundo inteiro fazem parte da lista, como a primeira colocada Apple, Facebook e Google.

Duas  empresas brasileiras entraram no ranking, a Bug Agentes Biológicos ficou em 33° lugar e Boo-box na 45ª posição geral.

Mas a participação do Brasil não parou por ai, em 2012 a Fast Company fez um ranking especifico para as companhias brasileiras. As  empresas  Bug Agentes Biológicos e Boo-box  estão no topo da lista, que classificou companhias como Petrobrás , Apontador e Grupo EVX, de Eike Batista.

Veja a lista completa e detalhada no site da Fast Company.

Reciclando Ideias

Enviado por Moysés Simantob

 

 

 

Imagem da inovação como repentina e individual contrasta com a evolução dos saberes, que é gradual e coletiva.

PETER BURKE
 (historiador inglês, autor de “O Que é História Cultural?” (Ed. Zahar))

 

Abaixo está um breve resumo de uma matéria publicada pela Folha de S.Paulo no dia 24 de Maio

Muitas pessoas no mundo hoje, especialmente nos domínios dos negócios e da ciência, se dedicam à inovação. Pensam, lecionam e escrevem sobre as maneiras pelas quais se pode estimular, medir e gerir a inovação.

Como e por que a inovação acontece, perguntam.
Por que existem lugares e momentos históricos que parecem mais favoráveis do que outros à inovação?

Mas o que exatamente é inovação? Suspeito que a visão da era do romantismo sobre a inovação continue a prevalecer ainda hoje.

 

 

De acordo com ela, a inovação é trabalho de um gênio solitário, no entanto existe uma visão alternativa sobre a inovação, da qual eu por acaso compartilho.

De acordo com essa segunda visão, a inovação é gradual em lugar de súbita e coletiva em vez de individual.

 

 

Por isso, em lugar da metáfora da “onda cerebral”, talvez fosse mais esclarecedor usar como metáfora a reciclagem, o reaproveitamento ou o uso improvisado de materiais.

  A reciclagem intelectual é tão importante para a inovação quanto a reciclagem de objetos materiais é para nossa sobrevivência no planeta.

Tradução de Paulo Migliacci.

 

A Natureza Coletiva das Idéias

por Moysés Simantob

Em muitos livros, os agradecimentos às contribuições dos colegas que ajudaram a construir uma obra são tão extensos e, em alguns casos, tão enfadonhos, que grande parte das pessoas com quem converso prefere começar já direto pelo primeiro capítulo.

Há, contudo, um texto de agradecimento que me chamou a atenção pelo primor da escrita e pela sensatez do argumento, na questão da autoria. Reproduzo-o entre aspas, abaixo:

“Restou-nos, assim, o problema da autoria. O que vem a ser autoria quando tantas vozes se fazem presentes? Quando fazemos interlocução com tantos autores? Quem somos, o que fizemos? Talvez tudo o que podemos fazer é concordar com Dom Toríbio de Cáceres y Virtudes, personagem do conto de Gabriel Garcia Marquez, Do amor e outros demônios. Conversam ele e o marquês de Casalduero, quando foram surpreendidos pelas badaladas das cinco.

- É horrível – disse o bispo. – Cada hora me ressoa nas entranhas como um tremor de terra.

A frase surpreendeu o marquês, pois era o mesmo que ele pensara quando soaram as quatro. Ao bispo aquilo pareceu uma coincidência natural.

- As idéias não são de ninguém – disse. Com o indicador, desenhou no ar uma série de círculos contínuos, e concluiu:

-Andam voando por aí, como os anjos.

Quiçá, como herdeiros de Bakhtin, não poderia ser de outra forma! Mas vivendo em outras épocas, coloca-se, sim, a necessidade de contabilizar esforços. Trata-se de reconhecer as contribuições e o tempo despendido e de aceitar a responsabilidade pelas idéias formuladas no conjunto dos textos desta coletânea. Acatar a natureza coletiva das idéias não elimina a responsabilidade de cada um por fazê-las circular. Assumo eu, portanto, a responsabilidade pela organização desta coletânea. Deixo público meu reconhecimento pelo empenho e investimento de dois dos meus colaboradores mais próximos – Benedito Medrado e Vera Menegon. Agradeço, ainda, a cuidadosa revisão dos textos feita por Teresa Cecília de Oliveira Ramos, Maria Helena de Carvalho e Rita de Cássia Q. Gorgati.”

SPINK, Mary Jane. Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano – Aproximações teóricas e metodológicas. 3.ed. – São Paulo: Cortez, 2004. p.12 e 13