Posts Tagged ‘estrategias’

Cultura de Inovação

Cultura de Inovação

Nos dias 19 e 20 curti estar na UNICAMP para uma experiência sempre empolgante – discutir com executivos de inovação de empresas como Embraer, Natura, 3M, Siemens, entre outras, a temática da Cultura de Inovação a convite do amigo Professor Ruy Quadros.

Curioso, como depois de 15 anos conversando com executivos sobre esse campo de pesquisa, as questões ainda são as mesmas: qual o papel do CIO? Que mudanças ele promove? Como mobilizar e manter o time energizado? Como lidar com as descontinuidades de budget? Como enfrentar as diferenças entre equipes burocráticas e adhocraticas? Como remunerar e manter equipes de alta performance, etc etc etc…

O bom da história, é perceber o ímpeto dos engajados, a persistência e a luta pra vencer ortodoxias e mesmices que emperram o crescimento das empresas e, o pior, a capacidade imaginativa das pessoas, que é infinita. Aí está uma boa questão: como as empresas podem potencializar inovação como verdadeiro ativo, incluindo-a em seus valores como um bem cultural de todos os brasileiros?

Financiamento coletivo, uma nova forma de mobilização social

Financiamento coletivo, uma nova forma de mobilização social

Já ouviu falar em Crowdfunding?

Imagine que você tem uma boa ideia, mas não sabe como adquirir financiamento para torná-la possível.

O crowdfunding foi criado justamente para resolver esse tipo de barreira. A famosa vaquinha se tornou virtual, trocou de nome e alcançou pessoas do mundo inteiro.

Com o objetivo simples, fazer com que diversas pessoas contribuam com pequenas quantias de dinheiro, viabilizando de forma colaborativa projetos de seu interesse.

No Brasil, os site de crowdfunding mais conhecido é o Cartase, que já arrecadou  mais de 1 milhões de reais em projetos bem sucedidos.

Vale a pena ver o vídeo do Cartase mostrando como os números de projetos cresceram no país.

Outros sites como CARE também estão utilizando plataformas de crowdfunding para ajudar o próximo. Lançaram uma campanha pra a reconstrução da creche de São Gonçalo (RJ) que foi danificada após enchentes.

A campanha já está no ar pelo site Let’s. Confira:

E você,  qual ideia gostaria de ter patrocinada?

Pense Duas Vezes Antes de Comprar

Pense Duas Vezes Antes de Comprar

Imagine uma empresa que, ao invés de pedir que seus clientes comprem mais, faz um apelo para que eles pensem antes de comprar produtos novos. Está é uma iniciativa da marca de roupas esportivas Patagônia, que por incrível que pareça fatura U$ 400 milhões anuais.

A ação vai além de um apelo motivacional, a empresa se uniu ao eBay, para incentivar a compra de roupas usadas da marca, onde o usuário pode comprar roupas novas ou dar lances nos produtos de segunda mão.

Mas esta não é a primeira ação sustentável e social da empresa, em 2005 criaram o programa Common Threads, onde os clientes enviam roupas da marca que não utilizam mais para serem recicladas.

A iniciativa arrecadou cerca de 45 toneladas de roupas, que foram recicladas, transformando-se em 34 toneladas de roupas novas.

“Nós somos a primeira empresa a pedir que os consumidores assumam um compromisso formal e sejam parceiros no esforço de reduzir o consumo e manter seus produtos longe dos aterros ou incineradores”, diz Yvon Chouinard, dono da marca e principal executivo da empresa.”O programa pede que os consumidores deixem de comprar aquilo de que não precisem. Se realmente precisarem, que comprem algo que vá durar muito – e que consertem o que estragar e revendam o que já não usam. Finalmente, que reciclem o que estiver realmente rasgado”. (Revista Pagina 22)

Iniciativas como está mostram a importância do papel e do posicionamento das empresas no ciclo do desenvolvimento sustentável.

Inteligência? O que temos feito dela nas empresas?

No evento realizado na FIESP onde participei como painelista do 3º Seminário Internacional de inteligência Estratégica, o foco do debate foi a “Inteligência Estratégica como ferramenta de gestão do século XXI”.

Quero começar dizendo que entendo inteligência como “uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender idéias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência” (Wikipédia). Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Ao contrário disso, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta – segundo a “Mainstream Science on Intelligence”, seria algo como ‘pegar no ar’, ‘pegar’ ou ‘perceber’” o sentido das coisas.

Também me chama atenção os estudos recentes do professor Daniel Goleman e Howard Gardner que discriminam as inteligências em

O que nos chama a atenção é a predominância da Linguística.

Gosto também de pensar na obra de Edgar Morin, que nos fez ver a diferença entre uma cabeça bem cheia de uma cabeça bem–feita.

Mas, confesso que atualmente o saber organizacional mais se parece com que o antropólogo inglês Peter Burke, que define a administração moderna sendo algo mais próximo de uns conjuntos de atos de pragmatismos, que dentro do campo da ciência, tecnologia, inovação e arte.

O que pra mim faz todo o sentido…

Ainda dentro do contexto do que chamamos de inteligência estratégica, prefiro pensar em termos de criação coletiva de inteligência.

O seu uso me parece bem interessante, em particular, sob a ótica da Inovação Aberta e dos processos de crowdsourcing, esse modelo de produção que utiliza a inteligência, os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo ou desenvolver novas tecnologias (segundo a Wikipédia, a enciclopédia livre.).

Agora, segundo a Professora Marie Reine Boudarel, pensar em inteligência estratégica consiste ainda em integrar fatores como a intensidade da competição, a competição internacional, a necessidade de criação de valor sustentável, ser capaz de mobilizar recursos técnicos, mobilizar conhecimento, mudanças no panorama econômico e os novos níveis de eficiência e produtividade das empresas,  que exigem soluções criativas.

Nesse sentido, quero lembrar que as empresas que desenvolvem uma prática sistemática de Inteligência de mercado têm cada vez mais se apoiaram em Dinâmica de Sistemas no Brasil, mediante a Sociedade Brasileira de Dinâmica de Sistemas - SBDS – uma associação de direito privado sem fins lucrativos, de caráter científico, cultural e multidisciplinar. Com sede aqui na cidade de São Paulo, e que congrega os profissionais das mais variadas áreas para auxiliar no planejamento e gestão na condução de negócios; no estudo e na definição de políticas corporativas e governamentais; no ensino de ciências de escolas de nível fundamental, médio e superior; e em muitas outras áreas de aplicação.


Dinâmica de Sistemas
pode ser entendida, então, como uma linguagem (computacional) para descrever o comportamento de complexos sistemas ao longo do tempo.

Com a ampla difusão dos ambientes computacionais gráficos, popularizou-se desde o início da década de 90, e o uso de softwares e serviços web de Dinâmica de Sistemas. Permitindo a construção e simulação de modelos de diversos tipos de sistemas: corporativos, econômicos, ambientais, físicos, químicos, biológicos, cadeias produtivas, etc.

Lançada com a publicação do livro Industrial Dynamics (Dinâmica Industrial) em 1961, com a autoria de Jay Wright Forrester, seu uso ainda hoje é pouco conhecido.

E para terminar, será preciso falar dos Living labs e das redes sociais corporativas que representam hoje a socialização do k;

Sobre os Living Labs, são ambientes para inovação aberta  em situações da vida real, onde a inovação é orientada para o utilizador que está dentro do processo de co-criação de novos serviços,  produtos e infra-estruturas sociais em um contexto regional. Catalisar a sinergia das PME Redes Colaborativas e Comunidades Virtuais que podem ser Públicas, Privadas e de Parcerias é o seu maior desafio.

Nos últimos anos os Living Labs tornaram-se um poderoso instrumento para a efetiva participação do  usuário em todas as fases da investigação, desenvolvimento e processo de inovação, contribuindo assim para a competitividade e crescimento de novos negócios, sobretudo, com empresas como Nokia, IBM e Ericsson entre outras tantas.

Desenvolvido pelo Professor William Mitchell, MIT, Boston, MediaLab, and School of Architecture and City Planning. Living Labs é uma metodologia de investigação para detectar, protótipar, validar e refinar soluções complexas em contextos múltiplos e envolventes da vida real

Na Europa tem sido mencionada em quatro contextos:

1. Trazer à vida tecnologia desenvolvida em laboratório e que se aplica em ambientes urbanos, seguindo uma abordagem user centric;

2. Desenvolver serviços de mobilidade para os cidadãos em comunidades próximas de tecnologias de mercado. Foco nos processos centrados no utilizador, nas atividades de co-design e co-criação, nas parcerias público-privadas, e na interação entre produtores e utilizadores;

3. Virtualizar um Living Lab como um contexto sensitivo de metodologia de I&D para multi-site e ambiente multi-stakeholder, para efeitos de criação de novos ambientes de trabalho orientados para perspectivas pan-europeias;

4. Desenvolver iniciativas industriais para validar novos serviços de mobilidade, num modelo centrado no utilizador real (Living Lab Finland Research Community e Public Projects of Dimes)

Como tem dito Gil Giardelli, CEO da Permission “As companhias terão de estreitar a relação com o consumidor, não para controlá-lo, mas para entendê-lo melhor e deixá-lo colaborar com a construção dos produtos.”,

Em suma, inteligência estratégica pra mim é soma de liberdade, conectividade e sustentabilidade, e esta última principalmente porque para que tenhamos um futuro comum as organizações terão que ser além de inovadoras, também sustentáveis, como disse Maurice Strong, (que esteve no topo da organização da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992) “Será preciso que a empresa contribua para alcançar um desenvolvimento socialmente includente, tecnologicamente prudente e economicamente eficiente”.

Eis ai um olhar curioso e provocativo sobre o futuro de ambientes organizacionais e um conjunto de previsões arriscadas sobre o que está para acontecer com a fusão das tecnologias, infra-estruturas e a conseqüente transformação das comunicações nas próximas décadas.

Visa Innovation Day

No dia 25 de agosto em São Paulo, ocorreu o o VISA Innovation Day com a finalidade de apresentar soluções inovadoras relacionadas a produtos, canais e segurança da informação na indústria financeira.

Prof. Moysés abordou o tema: “INOVAÇÃO EM AÇÃO: guiando a inovação dentro das organizações”, onde enfatizou a importância da organização inovadora atuar dentro de um hub de inovação, criando e explorando oportunidades nas redes sociais que mais crescem na web.

Sua palestra trouxe casos recentes e exclusivos para o público de executivos brasileiros e latino americanos. Enfatizou a necessidade de um planejamento dirigido por cenários, um processo que envolve um conjunto de técnicas, que permitem aos gestores, testar a sensibilidade de seus planos a luz dos eventos externos e das ações internas, apresentando os futuros possíveis e os riscos associados à eles.

Leia mais sobre o evento nestes sites: Info Money, Computer World, eComm

A Crise Segundo “Einstein”

Enviado por Ana Lucia Mariz

 

 

Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.

A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.

 

 

Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.

 

 

 

 

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia.

Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um.

Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.

 

 

 

 

Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não

 querer lutar para superá-la