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Cultura de Inovação

Cultura de Inovação

Nos dias 19 e 20 curti estar na UNICAMP para uma experiência sempre empolgante – discutir com executivos de inovação de empresas como Embraer, Natura, 3M, Siemens, entre outras, a temática da Cultura de Inovação a convite do amigo Professor Ruy Quadros.

Curioso, como depois de 15 anos conversando com executivos sobre esse campo de pesquisa, as questões ainda são as mesmas: qual o papel do CIO? Que mudanças ele promove? Como mobilizar e manter o time energizado? Como lidar com as descontinuidades de budget? Como enfrentar as diferenças entre equipes burocráticas e adhocraticas? Como remunerar e manter equipes de alta performance, etc etc etc…

O bom da história, é perceber o ímpeto dos engajados, a persistência e a luta pra vencer ortodoxias e mesmices que emperram o crescimento das empresas e, o pior, a capacidade imaginativa das pessoas, que é infinita. Aí está uma boa questão: como as empresas podem potencializar inovação como verdadeiro ativo, incluindo-a em seus valores como um bem cultural de todos os brasileiros?

Festival de Cultura e de Inovação

O 14° Cultura Inglesa Festival que começou nesta semana, trás atrações de diversas áreas artísticas, agitando o circuito cultural da cidade de São Paulo. O ingresso para o festival é um livro novo ou usado, que serão doados para escolas públicas e centros comunitários da cidade de São Paulo.

“Triunfo das cores, do amor e da música sobre os maldosos azuis”… Inspirado em Yellow Submarine, dos Beatles, é fascinante.

Carlos Nunes, artista do Ateliê Fidalga tem um trabalho de pura criatividade, linguagem apurada e execução que faz o complexo parecer mais simples, do que de fato ela é.

Uma história é contada através de uma série de desenhos construídos e determinados por mecanismos que articulam som, luz e cor, seja pela duração ou ritmo de uma música ou, até mesmo, por algum dispositivo eletromecânico como um gravador ou toca discos.”

Se puder, visite também Estudos de Figuras Humanas – Tributo a Francis Bacon

Para saber mais: http://www.culturainglesasp.com.br

Por dentro da IDEO

Grande influência da cultura de inovação da Apple, com convivência entre laboratório e escritório, funcionários de idades variadas trabalhando em um ambiente de ‘fertilização cruzada’

Quem mais seria ?

IDEO !!

Mangai um Show de Empreendedorismo

Mangai é um restaurante com três unidades na capital paraibana, em Natal e em Brasília.

O espaço é um grande salão que reproduz uma casa típica do interior nordestino, com móveis de madeira rústica, cachos de banana pendurados na parede e com todos os seus funcionários vestidos de Maria Bonita e Lampião.

Seu diferencial não está somente na decoração, mas também no atendimento, os garçons são sempre simpáticos, eficientes e espontâneos, como todos os paraibanos. Para chamá-los levante o chocalho.

O Mangai tornou-se ponto obrigatório para os turistas. Pela diferenciação do atendimento, variedade dos pratos de comidas típicas.

E o que tudo isso tem haver com inovação?

Inovador no modelo de negócio, criativo, dinâmico, experiencial, fazendo seus clientes se sentirem bem.

Sua variedade culinária nos leva a uma experiência gastronômica.

Uma operação Just in time (tudo que se produz se consome no dia, sem sobra) e quando a bandeja com os alimentos que fica mergulha na água, que eles chamam de Titanic, termina alguém grita para a cozinha o pedido da comida e sua quantidade equivalente ao número de pessoas que ainda estão na fila, ou seja, uma produção por demanda.

ISSO É QUE É INOVAÇÃO DE RAIZ NA CULTURA BRASILEIRA!

Cultura de Valor nas Empresas

por Jean Bartoli

Faz parte da reflexão do professor Jean Bartoli o tema da cultura organizacional, que se inscreve no conjunto de crenças compartilhadas pelos membros de um grupo. Ainda é objeto de sua reflexão o conceito de valor tratado nas empresas como um conjunto de princípios que definem as bases para os julgamentos a respeito do que está certo e errado e tudo aquilo que influencia as escolhas do grupo.

 

Em seu artigo Cultura de valor nas empresas , escrito para a revista HSM, na seção Pensamento Nacional-Acadêmico, o Prof. Bartoli desenvolve a necessidade de uma maior sensibilidade e consciência que permitam que as empresas enxerguem as conseqüências de longo prazo de suas decisões, bem como o resultado da ação do homem sobre a natureza.

 

Assim como as inovações decisivas demandam uma longa preparação e um longo amadurecimento para acontecerem, novas regras de competição ou de sobrevivência das empresas nascem de experiências vividas pelos membros da organização e de novas crenças de novos líderes.

 

O tempo presente é mais que inspirador para se repensar algumas dessas regras de negócios, fundamentadas em raízes mais profundas, escritas sob a égide de outros tempos e que, agora, pedem revisão.

 

Crises são o efeito de um padrão de pressupostos que um dado grupo inventou e que não funcionou. Esta definição leva à seguinte pergunta: o que pode ser aprendido pelos novos líderes como sendo a maneira correta de perceber, pensar e construir uma nova sociedade, partindo de uma nova cultura de valor nas empresas?

 

“ Cultura….é aquele todo complexo que inclui conhecimento, crença, arte, moral, leis, costumes  e quaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade”.

(Edward Burnett Tylor, 1871, antropólogo inglês. The New Encyclopedia Britannica, volume 16, p. 874)

 

Falar de cultura empresarial, depois de tudo o que foi escrito sobre esse assunto, é um desafio. Contudo o que me anima a escrever é que as empresas hoje, como todas as instituições que adquirem certa hegemonia na  sociedade de seu tempo, correm o risco de passar a considerar o mundo o  palco de suas realizações, sem que avaliem, com suficiente sabedoria, que a ele estão subordinadas e que sobre ele recaem as consequências de suas ações. Por isso, prefiro colocar esse tema em perspectiva: uma reflexão sobre cultura de valor nas empresas deve desenrolar-se simultaneamente em três planos: o do mundo, o da empresa e o da pessoa que interage com a empresa, seja na posição de cliente ou de executivo, fornecedor ou acionista, que são todos, ao mesmo tempo, cidadãos do mundo. Gostaria também de consultar a etimologia das palavras “cultura” e “valor” para reencontrar sua vida e seu vigor, lembrando a advertência do filósofo francês Alain: “não devemos nos contentar com idéias que, embora verdadeiras, tornam-se falsas no momento em que nos contentamos com elas.”

Mais do que uma exposição, esse texto será uma “ruminação”, metáfora usada para o exercício da meditação em muitas tradições espirituais, para que, por meio do sabor das palavras, possamos encontrar um pouco de sabedoria. Pretendo também deixar algumas perguntas e algumas trilhas para que cada um possa continuar o exercício de reflexão e transformar as próprias descobertas em atitudes concretas.