Reciclando Ideias

Enviado por Moysés Simantob

 

 

 

Imagem da inovação como repentina e individual contrasta com a evolução dos saberes, que é gradual e coletiva.

PETER BURKE
 (historiador inglês, autor de “O Que é História Cultural?” (Ed. Zahar))

 

Abaixo está um breve resumo de uma matéria publicada pela Folha de S.Paulo no dia 24 de Maio

Muitas pessoas no mundo hoje, especialmente nos domínios dos negócios e da ciência, se dedicam à inovação. Pensam, lecionam e escrevem sobre as maneiras pelas quais se pode estimular, medir e gerir a inovação.

Como e por que a inovação acontece, perguntam.
Por que existem lugares e momentos históricos que parecem mais favoráveis do que outros à inovação?

Mas o que exatamente é inovação? Suspeito que a visão da era do romantismo sobre a inovação continue a prevalecer ainda hoje.

 

 

De acordo com ela, a inovação é trabalho de um gênio solitário, no entanto existe uma visão alternativa sobre a inovação, da qual eu por acaso compartilho.

De acordo com essa segunda visão, a inovação é gradual em lugar de súbita e coletiva em vez de individual.

 

 

Por isso, em lugar da metáfora da “onda cerebral”, talvez fosse mais esclarecedor usar como metáfora a reciclagem, o reaproveitamento ou o uso improvisado de materiais.

  A reciclagem intelectual é tão importante para a inovação quanto a reciclagem de objetos materiais é para nossa sobrevivência no planeta.

Tradução de Paulo Migliacci.

 

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