Totvs quer se tornar referência mundial

Laércio Cosentino transformou a Totvs na maior empresa de software de gestão do país. Agora tem um desafio ainda maior: ganhar o mundo

Por Rafael Barifouse

Weber Canova e Vicente Goetten, da Totvs, com Claudia Fernandes, diretora de marketing da Editora Globo

Quando fundou a Totvs, em 1983, Laércio Cosentino não só estruturou a companhia como assumiu para si a missão de torná-la líder de mercado. Passados 27 anos, uma série de investimentos e 21 aquisições, Cosentino pode se dizer realizado.

Hoje a Totvs é a maior companhia de software de gestão da América Latina e a sétima do mundo. Após 18 trimestres consecutivos de crescimento de dois dígitos, a empresa ainda caminha para atingir pela primeira vez uma receita anual de mais de R$ 1 bilhão. Com uma  cultura de inovação, que permeia todos os níveis da empresa, a empresa conquistou a 12ª posição do ranking As Empresas Mais Inovadoras do Brasil, uma iniciativa de Época NEGÓCIOS em parceria com a consultoria A.T.Kearney.

Na trajetória da Totvs, inovar teve um peso estratégico. “Hoje somos uma companhia de tecnologia, e inovação é quase uma obrigação para uma organização deste tipo”, afirma Cosentino. Nos últimos anos, a Totvs ampliou seu modelo de negócios para ofertar além de programas de computador, consultoria e suporte de gestão. Atualmente obtém 28% do faturamento de produtos com menos de três anos de mercado.

“A inovação na Totvs depende de cada funcionário. Contribuir com ideias é algo que esperamos de todos”, afirma Weber George Canova, vice-presidente de tecnologia do Grupo Totvs, durante a cerimônia de premiação realizada nesta quinta-feira (09/09), em São Paulo. “Portanto, este prêmio é um reconhecimento não só do meu trabalho ou do Cosentino, mas da empresa inteira.”

Mesmo tendo chegado tão longe, Cosentino não se dá por satisfeito. O executivo, de 50 anos, está à frente do que considera uma nova fase da Totvs, novo nome criado há cinco anos já com os novos planos em mente. “Mudamos a marca para ter um nome forte em mercados internacionais. Queremos ser uma referência global”, diz Consentino. “Acredito que chegaremos lá em quatro anos. Só precisamos abrir mais nossos horizontes.”