Softwell, a nuvem é o limite

Apostando na ideia de que tecnologia precisa ser mais acessível e aberta a desenvolvedores, a empresa baiana está ajudando a economizar tempo e reduzir custos

Por Soraia Yoshida

William da Hora Freire, CEO da Softwell, e Katia Militello, redatora-chefe de Época NEGÓCIOS

Quando o core business da empresa é a própria inovação fica mais fácil implantar mudanças. Mas também aumenta o desafio, ainda mais quando a empresa é brasileira. “Muita gente pensa ‘se a ideia é tão boa assim, por que ninguém pensou nisso antes nos Estados Unidos?’”, diz Wellington Freire, presidente da Softwell, empresa criada em 2006 e que acaba de ser homenageada no prêmio As Empresas Mais Inovadoras do Brasil, uma iniciativa de Época NEGÓCIOS em parceria com a consultoria A.T.Kearney.

Premiada na categoria Pequena Empresa Inovadora, a Softwell criou uma plataforma que facilita a criação de aplicações, o Maker. O produto funciona como um atalho para quem costuma levar horas criando programas. Conclusão: os desenvolvedores conseguem fazer mais em bem menos tempo. “Enquanto uma única funcionalidade de um software pode levar 15 horas para ser criada numa linguagem JavaScript, com o Maker é possível desenhar até quatro funcionalidades do mesmo software por hora”, diz Freire.

Com a consequente redução de custos, o programa se inclui na categoria “software verde”. E por todas essas características a empresa chamou a atenção de grandes clientes como a Vale e a Totvs entre uma lista de 1.100 empresas, e conseguiuuma parceria com a IBM, além de uma venture capital com o IFC, o braço de investimentos para empresas do Banco Mundial.

“Eram mais de 700 empresas inscritas no processo do Banco Mundial e nós ficamos entre as cinco finalistas”, orgulha-se Wellington Freire.

Essa conquista não consta do “road map” da companhia, que estipula as metas da Softwell até 2016 – mas todas as outras estavam previstas e seguem no ritmo de crescimento programado. O que vem por aí é o desenvolvimento de um software que une ferramentas de desenvolvimento colaborativo, loja de aplicativos e redes sociais. “O caminho é a computação em nuvem”, orienta William Freire.

Para ampliar a comunicação de ideias, a empresa conta ainda com um canal aberto a funcionários, clientes, fornecedores e universidades, que participam do processo de inovação, testando o software e sugerindo mudanças em algumas funcionalidades e até mesmo no treinamento dos usuários. Todas as sugestões enviadas ao Softwell Ideation Lab são lidas e passam por um processo de seleção, validação, desenvolvimento, teste e lançamento.

É esse conceito de que a tecnologia precisa ser simples e estar ao alcance de todos que norteia o rumo da Softwell. “Daqui a 20 anos quero estar em um mundo em que a construção de TI seja tão otimizada e simplificada como o uso de um celular hoje”, diz Freire.