O Boticário busca inovação em seus funcionários

Empresa identifica os funcionários mais inovadores para formar um grupo que pensa nos assuntos mais importantes da atualidade – e capaz de criar produtos para eles

Por Marcos Todeschini

Israel Feferman, diretor de pesquisa e desenvolvimento do O Boticário

Mais de 400 ideias inovadoras se tornaram realidade em O Boticário no ano passado. Este terreno fértil de inovação rendeu à companhia a quinta colocação no prêmio As Empresas Mais Inovadoras do Brasil, uma iniciativa deÉpoca NEGÓCIOS em parceria com a consultoriaA.T.Kearney.

O segredo de O Boticário é, por si só, inovador e vai no contra-fluxo do modo como se cria um ciclo de inovação nas empresas. Ao invés de centrar sua atenção em ideias específicas, a empresa se concentra nas tendências que devem perdurar no médio e longo prazo. Consegue, assim, pensar em produtos que tenham a ver com a realidade dos consumidores e possuam longa vida no mercado. Um exemplo disso é o perfume Malbec, extraído dos aromas do vinho – nos últimos anos, a bebida ganhou importância definitiva no gosto dos brasileiros.

Uma equipe de 15 funcionários, de todas as áreas, é convidada a formar um grupo que pensa nos temas mais importantes da atualidade e devem resistir no futuro. “Nós não pensamos em fazer um creme antiidade, mas no processo de envelhecimento da pele e em como o tema ganhou relevância. As pessoas se preocupam com isso”, explica Israel Feferman, diretor de pesquisa e desenvolvimento da empresa.

O grupo se reúne três vezes ao ano, durante uma semana, para debater esses temas. “Entendemos que quando um processo se estabelece desta forma, ele é mais certeiro”, diz Fefferman, que compareceu à cerimônia de Época NEGÓCIOS para receber o prêmio. “Não se trata de apenas fazer um teste, mas de entender e focar-se no contexto em que os consumidores estão inseridos”.