Na Rhodia, pesquisa e resultados trabalham em sintonia

A companhia quer pesquisadores criativos, mas também comprometidos com as necessidades do mercado

Por Raquel Salgado

Thomas Canova, diretor da Rhodia, e Gilberto Corazza, diretor de mercado anunciante da Editora Globo

Esqueça aquela figura do pesquisador que passa horas trancafiado em um laboratório em busca de uma inovação que, depois de concluída, não terá utilidade prática e ficará confinada em livros ou relatórios de pesquisa. Na Rhodia, a área de pesquisa e desenvolvimento também está comprometida com resultados e mais: tem o mesmo peso dentro da empresa que a direção industrial e a comercial.

Esse equilíbrio entre as áreas tem feito faz com que aRhodia consiga transformar as ideias de seus pesquisadores em produtos inovadores e de sucesso. Dois exemplos recentes são: um fio que, transformado em roupa, tem a capacidade de melhorar a circulação sanguínea, e uma blindagem para carro bem mais barata do que as convencionais disponíveis no mercado.

É esse equilíbrio de forças que explica também a boa performance da empresa, que ficou em 7º lugar, no prêmio As Empresas Mais Inovadoras do Brasil, uma iniciativa de Época NEGÓCIOS em parceria com a consultoria A.T.Kearney.

Para dar passos ainda maiores rumo à inovação, a Rhodia decidiu criar um sistema para reduzir os riscos trazidos por esses projetos inovadores. A ideia é que grandes inovações acarretam riscos maiores, mas que podem ser dirimidos se uma série de ações forem tomadas em cada fase da vida de um projeto. “Com esse controle de risco queremos evitar aqueles projeto eternos, que consomem tempo, mas nunca se tornam vendas, muito menos lucro para empresa”, afirma Thomas Canova, diretor de pesquisa e desenvolvimento de fibras da Rhodia.

O sistema é simples. Cada projeto passa por cinco fases, da ideia que deu origem a um produto ou serviço, até sua colocação mercado. Em cada fase é preciso responder a um questionário. Caso as respostas não sejam satisfatórias, um grupo pode barrar a continuação daquele projeto ou então pedir que ajustes sejam feitos. “Hoje somos muito mais tolerantes ao risco, justamente porque ele é também mais controlado”, diz Canova.