Kimberly-Clark busca inovar atendendo às necessidades do consumidor

A empresa adotou a estratégia do livro Oceano Azul para se lançar no consolidado mercado de filtro solares

Por Tatiana Achcar

João Damato, presidente da Kimberly-Clark, e Claudia Fernandes, diretora de marketing da Editora Globo

Para se lançar no bem estabelecido mercado de filtro solares, a Kimberly-Clark mergulhou em investigações com o consumidor. “Queríamos revelar o que nem ele mesmo sabe que precisa”, diz Eduardo Aron, diretor de Cuidados Pessoais.

A empresa adotou a estratégia Oceano Azul e contratou a coautora do livro, Renée Mauborgne, professorado Insead. “É uma maneira de criar inovação de valor e o Brasil é carente nesse quesito. Trazer a estratégia para cá é uma forma de resolver os problemas sociais brasileiros”, disse João Damato, presidente da Kimberly-Clark durante a festa de entrega do prêmio As Empresas Mais Inovadoras do Brasil, uma iniciativa da Época NEGÓCIOS em parceria com a consultoria A.T. Kearney, no qual a empresa ficou na 13ª colocação. Para ele, ser finalista é um orgulho para toda a equipe, que vê seus esforços reconhecidos.

Durante as pesquisas para alavancar filtros solares, a empresa descobriu o problema que vivem os pais na hora de reaplicar o filtro solar nos filhos. Eram negativas, choros e cansativas negociações. Criaram então o sensor solar Turma da Mônica, um adesivo lumino sensível que muda de cor quando chega a hora de passar o filtro solar novamente. Nas fraldas descartáveis, a empresa mirou a classe C e lançou um produto com cinto elástico lavável e que pode ser reutilizado até dez vezes. A invenção usa à risca a fórmula Oceano Azul de aliar boa performance e qualidade a preços populares. A solução reduziu o uso de materiais em 25% e derrubou o preço final em 3 vezes.