Evento de Época NEGÓCIOS reúne empresários e políticos em SP

O prêmio é apontado como estímulo para que a inovação seja difundida em diferentes setores do país

Por Soraia Yoshida

“O meu projeto”, “o próximo projeto”, “o novo projeto”. Essas eram as expressões mais ouvidas no saguão do Teatro Raul Cortez, na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), durante a noite de premiação As Empresas mais Inovadoras do Brasil 2009, da revista Época NEGÓCIOS. A primeira lista anual das empresas mais inovadoras do país, que colocou a Chemtech no topo do ranking, reuniu mais de 200 convidados para prestigiar o talento, a criatividade e determinação de uma cultura que não apenas afeta o modelo de negócio das empresas, como é apontada como o caminho para o crescimento de uma economia mais sólida e geradora de empregos.

“Ao inovar, as empresas mostram que são capazes de transformar uma ideia em algo concreto que movimenta a economia de uma forma diferente e pode mudar paradigamas”, afirma Glauco Arbix, coordenador-geral do Observatório de Inovação e Competitividade do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).

A lista de 25 ganhadores, que você pode conferir na edição de julho da revista Época NEGÓCIOS, é resultado de uma parceria com a FGV-Eaesp e a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). “Este prêmio é um estímulo à criação”, afirmou Celso Lafer, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “A inovação é o horizonte e o futuro do empreendedorismo no Brasil”.

Representando o governador de São Paulo, o secretário de Desenvolvimento Geraldo Alckmin lembrou que as parcerias do Estado com instituições ligadas à pesquisa vem instituindo novos modelos de serviço que colocam a inovação no centro de praticamente todos os projetos. “É a união do setor público e privado criando parcerias cooperadas que apoiam os pesquisadores e geram um aprendizado único”.

A festa funcionou também como um difusor do lema da revista Época NEGÓCIOS: “inspiração para inovar”. Nas conversas que antecederam a entrega dos prêmios, falava-se com muito otimismo sobre o cenário econômico que abre espaço para projetos inovadores, da mesma maneira como se discutiam novas ideias, posturas, iniciativas.

Logo na abertura da premiação, Frederic Kachar, diretor-geral da Editora Globo, afirmou que o processo de inovação afeta diretamente o crescimento de salários e da economia. No Brasil, apenas um terço das empresas praticam com consistência a inovação, mas a expectativa é que a criação do prêmio sirva como estímulo para as empresas que ficaram de fora nesta primeira edição.

Kachar entregou o prêmio mais importante da noite para a carioca Chemtech, especializada em engenharia de software. “Esperamos que este prêmio sirva como inspiração porque o nosso objetivo final é que o país melhore e haja mais espaço e mais oportunidades para a população brasileira”, disse Luiz Eduardo Rubião, presidente da empresa, em seu discurso.

A empresa mais inovadora do Brasil também foi responsável pelo momento mais descontraído da premiação. Ao subir para receber o troféu, Rubião pediu para ”quebrar o protocolo” e chamou sua equipe ao palco. Como um autêntico time de futebol, a turma da Chemtech posou para fotos e foi aplaudida por quem, com todo respeito, sabe quanto inovar faz a diferença.