Estatal que se reinventou

Na Eletronorte, assim como empresas privadas, bons projetos são incentivados e premiados. Mais de R$ 400 mil foram distribuídos aos funcionários

Por Marcos Todeschini

Uma turma de sete funcionários públicos foram uma exceção em meio à esmagadora maioria de executivos da iniciativa privada que compareceram para receber o prêmio das As Empresas Mais Inovadoras do Brasil, realizado por Época NEGÓCIOS. Trata-se do grupo da Eletronorte. A empresa, encarregada pela distribuição de energia para as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

“As empresas públicas deveriam dar o exemplo quando se trata de inovação. E não ser uma exceção neste cenário”, diz Wady Charone, diretor de produção e comercialização da Eletronorte.

Num campo marcado pelo marasmo de novidades como o de energia elétrica, a empresa se destacou por fomentar a geração de ideias entre seus funcionários. Tal qual na iniciativa privada, bons projetos são incentivados e premiados. Mais de R$ 400 mil foram distribuídos aos funcionários – mas por outro lado as ideias premiadas renderam à empresa uma economia de R$ 50 milhões. Charone explica que as pessoas se sentem mais motivadas quando são direcionadas por um prêmio. “As pesquisas mostram que de cada dez pessoas numa empresa, três gostam de novidades, outra três são contra e quatro são indiferentes. Queremos ser mais eficazes com esses indiferentes”, diz.

Esse raciocínio também é aplicado quando se trata de prêmios como o de Época NEGÓCIOS. “O reconhecimento é um dos grandes fatores de motivação para uma empresa e para as pessoas que trabalham nela. Sermos contemplados com um prêmio desses é uma forma de motivar os nossos funcionários”, diz Alvaro Raineri, gerente de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.