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Votorantim cria diálogo entre CSC e Inovação

Votorantim cria diálogo entre CSC e Inovação

27 de janeiro de 2017 foi a data em que a Votorantim inaugurou sua jornada em busca de inovar a área de serviços compartilhados.Com serviços prestados para as empresas do grupo e uma operação em Lima, no Peru, o Centro de Excelência de Curitiba puxou a fila para vender serviços de assessoria financeira, contábil e tributária para o mercado.

Neste dia 27, tive o prazer de fazer uma palestra para mais de 700 pessoas que estavam entusiasmadas com a ideia de poderem trabalhar sob a atmosfera de uma cultura mais inovadora. Neste dia, coloquei meu ponto de vista sobre as semelhanças e diferenças de duas disciplinas (CSC e Inovação), que tem suas práticas sendo utilizadas por empresas desde a década de 70 (lembrando que o economista austríaco Schumpeter já escrevia sobre os pressupostos da diferenciação em mercados competitivos, desde final dos anos 30).

MS VOT 04

Ambas são dependentes de processos contínuos e apresentam um conceito bastante amplo da gestão de negócios e que pode abranger todas as áreas de uma organização, seja ela do porte que for. E que, se bem aplicadas e funcionando adequadamente, produzem vantagens excepcionais para a organização como um todo.

VOT 4 MSClaro que a abertura que se vê em empresas como Starbucks, Netflix e P&G com a adoção de open innovation e pela Natura , GE e Porto Seguro com o corporate venture serão grandes desafios de manter o que funciona bem do status quo atual, enquanto, por outro lado, estes exemplos de grandes empresas vão impor um certo grau de incerteza nas discussões sobre inovação, porque envolvem um grau de avaliação de ideias muito maior do que aquelas que abordam planos operacionais ou previsões orçamentárias costumeiramente conhecidas.

Como eu disse lá no evento, o papel da liderança torna-se crítico para o sucesso, ela vai precisar acentuar o coaching em discussões, encorajando determinados tipos de comportamentos, ampliando as perspectivas dos membros da equipe e alavancando o moral dela. Como eu vi no excelente caso apresentado pelo Marcelo Miranda – presidente da Precon. E o mais importante: lembrar o time que o consumidor é quem está no comando  e assegurar que ele, cliente, seja mantido no foco das atenções e das decisões. Aos líderes e equipes da Votorantim desejo muito sucesso.

VOT MS 5

MS VOT 6

Grupo L2R: Cenários e Tendências de Inovação na Gestão 2016

Grupo L2R: Cenários e Tendências de Inovação na Gestão 2016

Palestra sobre Cenários e Tendências de inovação na Gestão, realizada para o grupo L2R em 15/10/2016.

FIEP Encontro de Mercado 2015

FIEP Encontro de Mercado 2015

Este Encontro de Mercado da FIEP, que tive a honra de abrir como palestrante e participar da construção do cenário 2015, em dois dias de trabalho, conceituou os desafios de crescimento e a busca por maior competitividade. Para mim, ficou claro que a rede de colaboradores em todo o estado do Paraná está pronta para inovar e transformar negócios.

O evento, marcado pela necessidade de interação com o usuário final da indústria, apontou caminhos para novos modos de relacionamento, baseado no método HCD – Human-Centered Design e criou as condições para cada pessoa ligada à Federação pudesse influenciar as indústrias, que e 2015, vão precisar mais do que nunca interferir e mudar aspectos de competição de seu setor.

Sistematizar Facilita Inovação

Sistematizar Facilita Inovação

Matéria interessante na Folha de São Paulo, da qual fui fonte.

Empresas usam de conselho acadêmico a bônus

por MARIANA CARNEIRODE

É preciso abrir a porta e deixar que as ideias entrem. Só assim haverá inovação, afirmam especialistas.

Romeo Busarello, diretor da construtora Tecnisa, conta que a ideia de alugar drones (robôs aéreos) para filmar obras em andamento e enviar vídeos a compradores veio de fora. Hoje, um edifício em Santos é vendido assim.

“Dessa forma, dou uma visão mais autêntica do imóvel ao comprador do que com a filmagem convencional”, diz.

A ideia foi apresentada aos executivos da empresa em dez minutos, no projeto chamado de “fast dating”. Assim também surgiram os geradores movidos a etanol e os halls de entrada em garagem.

“Com o tempo, vimos que ‘brainstorms’ [reuniões para desenvolver ideias] eram mais storms [tempestade] que brain [cérebro]“, diz Busarello. “É muita ideia, mas inovador é quem as torna viáveis.”

Segundo Maximiliano Carlomagno, especialista em inovação da consultoria Innoscience, as empresas têm que saber o que buscam. Ideias que representam pequenas evoluções servem para manter companhias no jogo; já as que trazem novidade ao mercado ou à forma de produzir tendem a levar à liderança.

“Não tem nada a ver com o quanto as empresas investem nem com a técnica”, afirma.

Há dez anos, Ogari Pacheco, presidente e fundador do laboratório Cristália, em Itapira (SP), ouviu uma colega da faculdade respeitada na academia e voltou à universidade para cavar novidades.

O Cristália formou um conselho com acadêmicos de cerca de 20 instituições do país, que traz ao laboratório propostas para novas drogas. Em troca, o pesquisador vira sócio do projeto. O Helleva, concorrente do Viagra desenvolvido no Brasil, nasceu assim. “O conselho é nossa antena captadora de inovação.”

A Tecnisa também tem um comitê com executivos experientes, que avalia ideias para transformar em negócio. Segundo Busarello, há recompensas com bônus.

É o que sugere Carlomagno: “O bônus faz com que a inovação se torne tema constante para os funcionários”, diz. “Afinal, as pessoas só estudam o que cai na prova.”

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/195910-sistematizar-facilita-inovacao.shtml

CASE – Spoolee

CASE – Spoolee

A observação dos problemas do dia a dia é fonte constante de inspiração para soluções inovadoras.

Foi isso, e mais um pedido da sua esposa, que fez com o que o designer industrial saísse com uma solução para todo o tempo que milhares de pessoas perdem diariamente desenrolando seus fones de ouvido.

O produto é muito simples, parece um prendedor de cabelo, onde você enrola o fone de ouvido. Para desenrolar, basta colocar a encaixe no dedo e puxar. Rápido e fácil.

O produto já conseguiu arrecadar, na plataforma de crowdsourcing kickstarter, mais de 3 vezes o montante inicialmente pedido e ainda tem 25 dias para esgotar seu tempo de captação.

Mais informações em:

- https://www.kickstarter.com/projects/1766536296/spoolee-have-fun-managing-your-earbuds?ref=popular
- http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,inventor-cria-maneira-facil-de-guardar-os-fones-de-ouvido,5034,0.htm

Startup Weekend Jundiaí

Startup Weekend Jundiaí

O Startup Weekend é um evento que dura 54 horas ao longo de um fim de semana onde empreendedores, desenvolvedores, designers e entusiastas se unem para compartilhar idéias, formar equipes e criar startups. É o maior conjunto de eventos de startups do mundo, com edições realizadas em quase 700 cidades em todos os continentes. Tudo começa na noite de sexta-feira, com o palco aberto para os participantes compartilharem suas ideias e inspirarem outros a se juntarem a seus times. As mais bem votadas são escolhidas. Durante o sábado e o domingo, os times se focam em encontrar um modelo de negócios e criar um produto viável mínimo, utilizando metodologias e ferramentas como Lean Startup, Business Model Generation e Desenvolvimento de Clientes. Durante a maior parte do tempo haverá mentores convidados à disposição dos participantes. No domingo, os times apresentam o que construíram e recebem feedbacks valiosos de jurados experts. Os melhores são premiados! A cidade de Jundiaí está estruturando sua base de inovação tecnológica e o Startup Weekeend é um importante propulsor para novos empreendedores na cidade.

Fonte: http://www.up.co/communities/brazil/jundiai-brazil/startup-weekend/3951
Fonte: https://www.facebook.com/swjundiai?fref=ts

Ir além do óbvio e trazer inovação de onde menos se espera

Ir além do óbvio e trazer inovação de onde menos se espera

Para transformar espaços das cidades que não oferecem opções viáveis e saudáveis aos cidadãos e tornam-se gargalos logísticos e fontes de estresse, sugerimos olhar ao redor com olhos não viciado e se perguntar “por que não”.

O vídeo abaixo é um ótimo exemplo de como não se ater ao imaginado pode abrir novos espaços de convivência, adaptando-nos a um novo ecossistema social com inovadora infraestrutura urbana. Isso em uma cidade que já transformou um viaduto em parque horizontal.

Mais em E-topia: “Urban Life, Jim–but Not as We Know It”, William Mitchell

Debate sobre competitividade das empresas brasileiras na escola de Negócios Sebrae

Debate sobre competitividade das empresas brasileiras na escola de Negócios Sebrae

Meeting de inovação promoveu ontem, dia 16/09,  um encontro entre os Professores Simantob e Risola, na escola de negócios do SEBRAE-SP.

O tema das palestras: “Inovação: Viés Estratégico ou Necessidade de Sobrevivência?” foi abordado a importância da colaboração para inserção dos clientes e parceiros na formação da estratégia das empresas, criando ambientes inovadores como tem feito as empresas do Vale do Silício nos EUA.

Após as duas palestras, houve o painel sobre “Os Aspectos e Cenários que favorecem e fortalecem a Inovação”, esse contando com a participação também do Prof. Renato Fonseca, que atualmente é gerente da Unidade Desenvolvimento e Inovação do SEBRAE-SP.

Outdoor produz água para consumo

Outdoor produz água para consumo

Lima, no Peru, ganhou um outdoor especial que possui um sistema capaz de absorver as partículas de água presentes na atmosfera.

O equipamento filtra o líquido adquirido, para que a água fique própria para consumo.

Instalada durante uma campanha no ano passado, a estrutura contou com um tanque capaz de armazenar mais de 95 mil litros de água, distribuídos para as pessoas por meio de uma torneira inserida na base da placa de propagandas.

Embora esteja localizada no deserto do Atacama, a capital do Peru é uma das cidades que registram os maiores índices de umidade do ar.

Inovação pela Estratégia Corporativa

Inovação pela Estratégia Corporativa

Artigo Publicado no Portal da FNQ – Fundação Nacional da Qualidade

por Moyses Simantob

Inovação pela Estratégia Corporativa

Como se sabe, estratégia é uma dessas palavras que, inevitavelmente, definimos de uma forma, mas frequentemente a usamos de outra. Fazer da estratégia um padrão de comportamento sistemático, que mobiliza mentes e corações, que depende da adesão de muitas pessoas para se seguir o curso de se manter coerente e consistente ao longo do tempo requer mais que disciplina, é preciso um ato de fé na prática da inovação.

E o que há de novo nesse campo? O método de se pensar e fazer planejamento estratégico mudou. De um modelo mecânico de alta previsibilidade e linearidade para uma combinação de práticas e técnicas mais intuitivas e colaborativas, como o mind mapping, design thinking e o lean startup, que simulam cenários, reorganizam e aceleram o lançamento de produtos e aumentam a capacidade de experimentação e o incentivo ao poder de errar a custo baixo.

A grande transformação, que noto nas empresas onde trabalho, está no abandono da abordagem top-down da estratégia para colocar em seu lugar as muitas vozes representativas internas e externas. Em termos práticos, o desafio é tornar o planejamento estratégico o grande programa de inovação, que desenvolve e implementa rapidamente ideias originais que comprovadamente adicionam valor, com grande mobilização de pessoas das mais variadas áreas.

Essa inovação na forma de formular e implementar estratégias depende de diferentes frentes, não necessariamente sequenciais, e que se conectam entre si.

A frente de preparação compreende a amplitude inicial de pessoas que serão engajadas no processo de democratização da estratégia e na definição do horizonte de visão (5 a 20 anos, conforme o modelo de negócio). A definição do escopo da reflexão estratégica, mercados-alvo, tendências sociais, tecnologias disruptivas, entrevistas com clientes, stakeholders e, enfim, a construção de cenários.

Duas frentes de formulação, análise SWOT e mapa estratégico, que alinham a missão da empresa às perspectivas financeira, ao processo, ao mercado e ao aprendizado/inovação. É isso que permite a priorização dos projetos estratégicos, que divido em projetos de crescimento – geradores de caixa e projetos estruturantes – de apoio gerencial e suporte técnico.

A frente final é a implementação estratégica, aqui, o principal desafio é encontrar, treinar e manter boas pessoas para formar os times de projetos e, uma vez as equipes formadas, mantê-las estimuladas, reconhecidas e alinhadas aos propósitos estratégicos e interesses gerais da companhia. Esses líderes têm autoridade hierárquica, mas a experiência ensina que tudo funciona melhor quando a hierarquia é intelectual.

Um presidente de empresa, um dia desses, disse “sentar em um grupo de trabalho de um projeto estratégico requer uma atitude de alguém que tem um compromisso com o objetivo do grupo e não com a sua área”. Gosto disso.

Ainda na frente da implementação, o método que adoto costuma desdobrar as estratégias em projetos estratégicos de inovação, por meio da co-criação com clientes e outros parceiros-chave de negócios. O método, baseado no modelo dos Stage&Gates (S&G), conhecido como o modelo do funil, assegura que só evoluam os projetos estratégicos que criem alto valor.

A solução S&G serve para o filtro de projetos estratégicos, peneirando aqueles mais apropriados aos objetivos da empresa e que estejam relacionados às limitações a que ela está sujeita em termos de recursos, prazos, mercado. Um projeto estratégico de inovação precisa sobreviver a cinco gates de aprovação até o ponto de serem implementados com êxito. A análise é feita por uma banca eclética – alta gerência, especialistas, acadêmicos, clientes e parceiros.

Uso fichas e templates que criam conteúdos dos projetos para apresentação nos gates com base nos princípios do Hoshin Kanri. Cada equipe de projeto se prepara, por um mês, para submetê-lo à banca e, em um único dia, cada equipe tem 15 minutos de apresentação oral, seguindo técnicas de preparação de pitching. Munidos de templates “A3”, as equipes apresentam seu projeto nos padrões previstos para cada gate. A banca terá 15 minutos para comentários e feedbacks. Todos os grupos de projetos assistem a tudo e isso traz muita integração, sinergia e autoeducação.

A frente da implementação tem se mostrado desafiadora aos gestores de negócios porque ela exige disciplina, dedicação, paciência com o desempenho das equipes. Por essa razão, ao término dos cinco gates, todos os grupos são convidados a levarem seus A3 à sala de cockpit, inspirada no modelo do Prof. Patrick M. Georges, onde as equipes se reunirão periodicamente para otimizar seu processo de gerenciamento da estratégia e tomada de decisão.

Muitos executivos e empresários se consideram inovadores por terem lançado um produto de sucesso no mercado, mas se esquecem de dar continuidade ao processo – e acabam vivendo constantes picos e vales. Ninguém consegue viver muito tempo sob as glórias de uma inovação passada.

Empresas brasileiras, maduras e novatas, que pude conhecer melhor como jurado do primeiro ranking brasileiro de empresas inovadoras, tornaram-se vitrines internacionais na busca deliberada e organizada de mudanças e na capacidade de incorporar a inovação como uma competência organizacional. Como eles, não espere o “beijo da musa”, a descentralização do processo de formulação e a execução da inovação pela estratégia tem se mostrado um meio eficaz de criar valor e satisfação nova e diferente, organizada e sistemática, em qualquer organização.

link do artigo publicado: http://www.fnq.org.br/informe-se/artigos-e-entrevistas/artigos/inovacao-pela-estrategia-corporativa

Design Thinking: Conhecendo melhor

Design Thinking: Conhecendo melhor

Hoje vamos ver um case de sucesso criado pela empresa americana Rice to Riches, que usando muito do que o design thinking passa, criou uma experiência nova para vender seus produtos.

O grande ponto de atenção do design thinking é usar uma abordagem compreensiva para pensar e refletir e também questionar. Assim ele é uma arma poderosa para planejamento e tomada de decisão.

Veja mais um pedaço da nossa pílula de DT.

Design Thinking: Conhecendo melhor

Design Thinking: Conhecendo melhor

O Design Thinking tem uma abordagem que prega um ambiente diferente do que estamos acostumados a ver nos escritórios de hoje. Na apresentação abaixo você verá alguns ambientes diferentes e que unem as pessoas realmente como um time. Além disso, parte importante é a busca pela igualdade intelectual que pode ( mas não deveria) ser uma barreira dentro do ambiente de trabalho.

Na obra “O Mestre Ignorante” alguns pontos são expostos para mostrar que não devemos parar de nos educar nunca. É por meio dessas experiências individuais existem coisas extraordinárias nas ruas.

Design Thinking: conhecendo melhor.

Na pílula de hoje, o conceito que está na apresentação abaixo mostra que o design thinking pode ser usado para tirar as empresas de uma longa data de inércia. A aplicação do DT dentro das organizações traz um assunto que pode ser recorrente ou atual e entrega um novo ponto de vista. Ao invés de aceitar e concordar com práticas já usadas e ultrapassadas o DT vai dar uma nova perspectiva na busca de soluções.

Design Thinking: conhecendo melhor.

Os três “motores” que vamos mostrar nessa próxima pílula de DT vão ajudar você entender onde inovação acontece e também deixar claro a presença da incerteza como variável constante. Esses motores vão ajudar você a formular as perguntas certas, criar uma hipótese alinhada e focar em um produto final.

Tecnologia

Viabilidade

Desejo

Veja a apresentação a seguir para entender um pouco mais sobre a função desses motores e como a união deles vai gerar bons frutos.

Design Thinking: Conhecendo melhor.

Bom dia!

Na terceira pílula que preparamos sobre DT vocês vão ver alguns produtos que foram concebidos usando essa abordagem. Também veja logo abaixo um videocase sobre como moradores de uma comunidade pobre conseguiram usar ferramentas simples para resolver um grande problema. O mais legal é que de uma simples iniciativa, a ONG agora está presente em vários outros países.

Design Thinking: Conhecendo melhor

Nessa segunda pílula vamos mostrar mais um conceito que envolve a prática do Design Thinking para criar soluções. Esse conceito é: A importância de cada indivíduo para buscar uma solução viável e criativa.
Um ponto crucial para desenvolver bem essa técnica é criar uma equipe multidisciplinar que seja altamente qualificada, cada um usando seus melhores atributos para atingir um objetivo em comum. O mais importante não é a formação dessas pessoas, mas sim a capacidade de agregar no time por meio de suas experiências. Sua formação é importante sim, porém com profissionais que não venham das mesmas áreas teremos uma visão mais completa sobre o problema.
Na apresentação que segue você verá o exemplo da cantora Kate Nash, que por meio de sua percepção sobre o abuso nos valores decidiu realizar um show público.

Design Thinking: Conhecendo melhor.

Quando falamos de design, geralmente associamos  uma categoria que nasceu para criar objetos elegantes e embelezar o mundo ao nosso redor. Design é isso também, mas  não se limita só a essas funções. A proposta de pensar usando o design pode ser estratégica, inovadora e também uma forma de incentivar o uso da criatividade nas organizações.

Design Thinkers são arquitetos sociais que trabalham para buscar um mundo melhor ao invés de se contentar fazendo apenas a roda girar. Usando essa abordagem, podemos aplica-la para identificar uma ampla variedade de problemas e criar uma solução para os mesmos.

A partir de hoje vamos postar aqui conceitos a respeito da técnica de Design Thinking e também alguns de seus desdobramentos que envolvem conhecimento, mundo, ambiente de trabalho, experiências e muito mais.

Neste primeiro post, vou dividir com vocês alguns dos conceitos e exemplos tratados em aula recente na escola Insper e num curso para empreendedores Endeavor.

Boa leitura.

Vá de Bike em Londres

Vá de Bike em Londres

A re:route criou um novo aplicativo para iPhone! Mas não é um app de jogo, foto ou chat, este é dedicado à saúde humana e ambiental, em Londres. Como funciona?

1) Baixe o aplicativo no iPhone

2) Não use carro, transporte-se de bicicleta ou caminhando

3) Acumule pontos e gaste em estabelecimentos de sua preferência (marcas como Marks&Spencer, Cineworld, Haven Holidays e outras já aderiram ao projeto)

O slogan é engraçado e simples: “Fazer parte é tão fácil como 1-2-3”!! (Tradução de “Taking part is as easy as 1-2-3”)

Não vale tentar enganar o app, pois contém GPS e timer para garantir suas “rotas verdes”.

Instagram – Too cool for school!

Instagram – Too cool for school!

O aplicativo está cada vez mais popular, inclusive ultrapassou o Twitter em seguidores. As Redes Sociais são utilizadas pelos mais diversos tipo de propaganda, e agora o “Insta” virou foco de algumas empresas que querem variar o Facebook, por ser tão lotado.

Alguns publicitários investiram e acreditaram na força do aplicativo e estão envolvendo os usuários e seus produtos. Segue abaixo as cinco campanhas mais populares, que invadiram milhares de smartphones por ai:

Lançamento do carro Ford

A tradicional empresa se apropriou da tendência das redes sociais e fez uma campanha diferente do Novo Fiesta, mostrando seu lado inovador. Por meio de fotos, hashtags e muita criatividade, o resultado surtiu efeito!

Menu Instagram

O Comodo NYC elaborou uma tática para os indecisos em relação ao pedido no restaurante. Basta tirar fotos dos pratos e marcá-los no aplicativo – facilitando a vida do consumidor e fazendo uma boa publicidade do estabelecimento.

Fotos do Lollapalooza

Um grande mosaico de fotos tiradas e marcadas no festival Lollapalooza formaram um painel publicitário da marca Ray Ban, com os dizeres “NEVER HIDE”.

Novo clipe de “The Vaccines”

A Sony, sabendo que gravar vídeos é caro, realizou por meio de crowdsourcing o vídeo clipe da banda “The Vaccines” pelo Instragram, aplicativo comumente utilizado para fotos. O sucesso foi imediato!

Campanha de marca de sapatos ganha MUITOS “likes”

Imagine-se caminhando no parque e, ao deparar-se com uma placa e um sino, você ganha um sapato novo e perfeito para o tamanho do seu pé.

A Aldo, loja israelense fez isso, para aquelas internautas que mandavam fotos de seu sapato do momento. A surpresa foi grande e atingiu positivamente muitas mulheres.

Fonte: http://www.simplyzesty.com/social-media/5-brilliant-creative-campaigns-that-used-instagram/

Cultura de Inovação

Cultura de Inovação

Nos dias 19 e 20 curti estar na UNICAMP para uma experiência sempre empolgante – discutir com executivos de inovação de empresas como Embraer, Natura, 3M, Siemens, entre outras, a temática da Cultura de Inovação a convite do amigo Professor Ruy Quadros.

Curioso, como depois de 15 anos conversando com executivos sobre esse campo de pesquisa, as questões ainda são as mesmas: qual o papel do CIO? Que mudanças ele promove? Como mobilizar e manter o time energizado? Como lidar com as descontinuidades de budget? Como enfrentar as diferenças entre equipes burocráticas e adhocraticas? Como remunerar e manter equipes de alta performance, etc etc etc…

O bom da história, é perceber o ímpeto dos engajados, a persistência e a luta pra vencer ortodoxias e mesmices que emperram o crescimento das empresas e, o pior, a capacidade imaginativa das pessoas, que é infinita. Aí está uma boa questão: como as empresas podem potencializar inovação como verdadeiro ativo, incluindo-a em seus valores como um bem cultural de todos os brasileiros?

PALESTRA SOBRE “COMO A SUSTENTABILIDADE PODE GERAR RESULTADOS PARA O SEU NEGÓCIO?”

PALESTRA SOBRE “COMO A SUSTENTABILIDADE PODE GERAR RESULTADOS PARA O SEU NEGÓCIO?”

CONFIRA ABAIXO O CONVITE DA PALESTRA A SER REALIZADA NO MÊS DE JUNHO, EM BLUMENAU:

As 50 + Inovadoras

As 50 + Inovadoras

A revista Fast Company divulgou a lista das 50 empresas mais inovadoras do mundo.

Como todos os anos empresas conhecidas no mundo inteiro fazem parte da lista, como a primeira colocada Apple, Facebook e Google.

Duas  empresas brasileiras entraram no ranking, a Bug Agentes Biológicos ficou em 33° lugar e Boo-box na 45ª posição geral.

Mas a participação do Brasil não parou por ai, em 2012 a Fast Company fez um ranking especifico para as companhias brasileiras. As  empresas  Bug Agentes Biológicos e Boo-box  estão no topo da lista, que classificou companhias como Petrobrás , Apontador e Grupo EVX, de Eike Batista.

Veja a lista completa e detalhada no site da Fast Company.

Financiamento coletivo, uma nova forma de mobilização social

Financiamento coletivo, uma nova forma de mobilização social

Já ouviu falar em Crowdfunding?

Imagine que você tem uma boa ideia, mas não sabe como adquirir financiamento para torná-la possível.

O crowdfunding foi criado justamente para resolver esse tipo de barreira. A famosa vaquinha se tornou virtual, trocou de nome e alcançou pessoas do mundo inteiro.

Com o objetivo simples, fazer com que diversas pessoas contribuam com pequenas quantias de dinheiro, viabilizando de forma colaborativa projetos de seu interesse.

No Brasil, os site de crowdfunding mais conhecido é o Cartase, que já arrecadou  mais de 1 milhões de reais em projetos bem sucedidos.

Vale a pena ver o vídeo do Cartase mostrando como os números de projetos cresceram no país.

Outros sites como CARE também estão utilizando plataformas de crowdfunding para ajudar o próximo. Lançaram uma campanha pra a reconstrução da creche de São Gonçalo (RJ) que foi danificada após enchentes.

A campanha já está no ar pelo site Let’s. Confira:

E você,  qual ideia gostaria de ter patrocinada?

Quebrando o paradigma na educação

Quebrando o paradigma na educação

“Universidade dos pés descalços”

Em Rajasthan, na Índia, o educador Bunker Roy criou uma universidade para homens e mulheres da comunidade rural aperfeiçoarem suas habilidades, muitos dos moradores são analfabetos, mas sabem do que a comunidade precisa.

O que fica dessa experiência é a crença nas potencialidades locais, independentemente da formação cientifica.

Valorização dos saberes locais e ter a vontade de disseminar conhecimento pelo mundo tornam a universidade de pés descalços uma inspiração para continuar a inovar na educação.

Vale a pena assistir a palestra de Bunker Roy para o TED.

10 milhões de usuários e 60% são mulheres

10 milhões de usuários e 60% são mulheres

Conheça o Pinterest.

O Pinterest decolou no final de 2011, já chegou a 10 milhões de usuários e pretende fazer muito sucesso em 2012.

A rede social já é queridinha entre as mulheres que dominam seu público, com quase 60%, portanto, marcas como a GAP já descobriram a nova ferramenta.

A proposta do Pinterest é funcionar como um mural, onde você coloca conteúdos visuais como fotos e vídeos, seus seguidores pode comentar, compartilhar e “curtir” suas publicações.

Como toda rede social você pode seguir quem posta conteúdos de sua preferência, que na maioria das vezes são trocas de opiniões, ideia e dicas.

Para quem gosta de compartilhar os conteúdos interessantes que acha na web, provavelmente o Pinterest será uma boa opção.

Pense Duas Vezes Antes de Comprar

Pense Duas Vezes Antes de Comprar

Imagine uma empresa que, ao invés de pedir que seus clientes comprem mais, faz um apelo para que eles pensem antes de comprar produtos novos. Está é uma iniciativa da marca de roupas esportivas Patagônia, que por incrível que pareça fatura U$ 400 milhões anuais.

A ação vai além de um apelo motivacional, a empresa se uniu ao eBay, para incentivar a compra de roupas usadas da marca, onde o usuário pode comprar roupas novas ou dar lances nos produtos de segunda mão.

Mas esta não é a primeira ação sustentável e social da empresa, em 2005 criaram o programa Common Threads, onde os clientes enviam roupas da marca que não utilizam mais para serem recicladas.

A iniciativa arrecadou cerca de 45 toneladas de roupas, que foram recicladas, transformando-se em 34 toneladas de roupas novas.

“Nós somos a primeira empresa a pedir que os consumidores assumam um compromisso formal e sejam parceiros no esforço de reduzir o consumo e manter seus produtos longe dos aterros ou incineradores”, diz Yvon Chouinard, dono da marca e principal executivo da empresa.”O programa pede que os consumidores deixem de comprar aquilo de que não precisem. Se realmente precisarem, que comprem algo que vá durar muito – e que consertem o que estragar e revendam o que já não usam. Finalmente, que reciclem o que estiver realmente rasgado”. (Revista Pagina 22)

Iniciativas como está mostram a importância do papel e do posicionamento das empresas no ciclo do desenvolvimento sustentável.

Um Litro de Luz

Um Litro de Luz

A fundação MyShelter está fazendo algo diferente, algo que nos faz acreditar que ainda há uma saída para problemas simples que nunca foram resolvidos.

Atualmente milhões de filipinos ainda não tem acesso a qualquer tipo de luz dentro de seus lares, por isso, foi criado o projeto Isang Litrong Liwanag (um litro de Luz), que foi desenvolvido por estudantes do MIT.

A ideia é  original, uma garrafa de plástico com água sanitária instalada em um telhado de metal, refratando a luz solar para dentro da casa.

Inovações simples, que podem ajudar a mudar o mundo.

Festival de Ideias para uma Sociedade mais Humana

Festival de Ideias para uma Sociedade mais Humana

Imagine um projeto de inovação colaborativa, um site que utiliza a regra que várias cabeças pensam melhor que uma e podem fazer a diferença.

O site “Festival de Ideias” premia as melhores soluções para problemas urbanos como: Violência, desastres naturais e mobilidade, e o projeto é uma iniciativa do Centro Ruth Cardoso.

A primeira fase de inscrição já está encerrada com 345 ideias cadastradas e 234 inscritas, agora é a vez do publico opinar e aperfeiçoar a solução, para a terceira fase será em São Paulo, onde 20 ideias serão apresentadas, discutidas e passarão pela plataforma de crowdfunding Catarse.me. Os três ganhadores serão premiados com 10.00 reais.

Segundo Bruno Ayres, empreendedor social e conselheiro do Centro Ruth Cardoso, as idéias privilegiadas serão as que não envolvam grandes orçamentos ou precisem de ajuda do governo, para que a comunidade coloque a mão na massa.

E você, já pensou em como sua participação pode ser importante para ajudar a viver em uma cidade mais humana?

O Futuro Compartilhável das Cidades

O Futuro Compartilhável das Cidades

Alex Steffen, jornalista e ativista, acredita no desenvolvimento sustentável e a urbanização como solução para os problemas climáticos, por isso seu última participação no TED teve como tema ” O futuro compartilhável das cidades”.

Projetos de bairros ecológicos podem expandir o acesso coletivo as necessidades da população, reduzindo o tempo gasto com transportes como o carro.

Segundo Steffen, quando as pessoas vivem juntas, elas emitem menos carbono e menos poluição. As coisas são mais facilmente obtidas, e mais facilmente compartilhadas.

Seguindo uma linha parecida, o diretor de desenho urbano da Prefeitura de Nova York, Alexandros Washburn, acredita que “o pedestre é o mais importante. Caminhar é a atividade mais importante na cidade. Tanto pelo lado cultural como pela sustentabilidade.”

Mas para que isso seja possível são necessárias algumas mudanças, os prédios devem ser construídos nas calçadas, os primeiros andares devem ter lojas e janelas, para que as pessoas sintam que a rua está aberta.

Portanto, devemos olhar para os pedestres daqui pra frente, não somente nos meios de transporte coletivo, público ou alternativo, como as ciclovias.

Facebook quer a Comunidade do Futebol

Facebook quer a Comunidade do Futebol

Imagine assistir jogos de futebol através do Facebook, interagir com seus amigos em tempo real, sem ter que mudar de ambiente.  No dia 17 de agosto o Esporte Interativo tornou isso possível.

A primeira transmissão via Facebook foi à decisão da Supercopa da Espanha, Barcelona x Real Madrid.

Quando se fala de comunidade o que se pretende e exatamente a ideia de reunir pessoas em torno do que e comum a elas e, com esse recurso, acho que o Facebook saiu na frente, mais uma vez.

Thirty Conversations on Design

Thirty Conversations on Design

Todos os anos o projeto Thirty Conversations on Design convida 30 profissionais do design mundial para responder duas perguntas:

“Dê um único exemplo de design que mais te inspira.” e “Qual problema o design poderia resolver?”

Com breves vídeos, o projeto também apresenta algumas questões que precisam ser resolvidas no mundo, como: Água, Transporte e Educação.

Tesco Homeplus

Tesco Homeplus

A maioria das pessoas perde muito tempo dentro dos transportes públicos, pensando no cotidiano dos coreanos, a empresa Tesco/Homeplus criou um novo modelo de loja virtual, até ai nenhuma novidade… mas e se essa loja for dentro do metrô de Seul e as compras forem feitas através de smartphones?!?!?!

Uma idéia simples, um painel com imagem de uma gôndola e diversos produtos acompanhados do QR Codes, com essa nova forma de interação com o cliente, as vendas online aumentaram 130% além dos 10 mil acessos pelo celular.

Vale à pena assistir o vídeo:

Imagine uma animação feita com 350 mil folhas post-it

Imagine uma animação feita com 350 mil folhas post-it

Show!!

Uma ideia simples, trabalhosa na execução, mas que gera um grande impacto.

Esta foi a ação feita pela marca Melissa, que contou com 25 animadores e durou 5 meses de execução.

Historypin – Histórias Colaborativas

Historypin – Histórias Colaborativas

Imagine ver no álbum de foto de várias pessoas a construção histórica de onde você mora ou de lugares que você já visitou.

Por meio do crowdsource o site HistoryPin criou um aplicativo móvel que utiliza o Google Street para colocar fotografias antigas em localizações atuais.

A pesquisa pode ser feita por localização ou por data em que as fotos foram tiradas, podendo optar por colocar as fotos antigas sobrepostas às imagens atuais do local.

Para entender melhor a ferramenta, vale a pena assistir o vídeo:

Qualquer pessoa pode enviar suas fotos para o site, podendo colocar um comentário ou a história da foto e das pessoas que estão nela. O próximo passo é adicionar a opção de colocar vídeos e áudios.

Com a iniciativa de criar uma história colaborativa o HistoyrPin ganhou o 2011 Webby for Best Charitable Organization/Non-Profit

“Historypin was born out of us wanting to use the power of historical content … collective memory, to bring people together across different generations, across cultural divides, in different neighborhoods and within families, and to have that be unleashed through massive participation,” disse Nick Stanhope, CEO da Historypin.

Para criar 2.500 invenções por ano, mude o ambiente corporativo!

Para criar 2.500 invenções por ano, mude o ambiente corporativo!

Tornar o ambiente de trabalho mais divertido virou uma tendência no mundo corporativo, cada vez mais empresas aderem a esta novidade.

O escritório da companhia de desenvolvimento de produtos Davison, localizado na cidade de Pittsburgo, nos Estados Unidos, levou o nome de INVENTIONLAND.

O espaço com cerca de 7 mil m², mais parece um parque de diversões, com casas na árvore, navio pirata,  uma bota, cupcakes e pirulitos gigantes.

O escritório é tão diferente que diversas escolas (do jardim de infância a faculdade), empresas e outros grupos se cadastram para fazer um tour pelo local.

Tudo isso para que seus 250 funcionários sintam-se motivados para criar as 2.500 invenções que são lançadas todos os anos nas lojas como Wal-Mart, FAO Schwarz, entre outras.

The Story of Cap & Trade

The Story of Cap & Trade

Annie Leonard, a ambientalista americana, conhecida pelo projeto  “The Story Of Stuff”  (A história das coisas) lança o vídeo “The story of Cap & Trade”, uma discussão sobre a venda de carbono e a tentativa de grandes corporações de conter a emissão de carbono no mundo.

Experiência Virtual x Experiência Real

Experiência Virtual x Experiência Real

Você sempre quis visitar Roma, Paris ou Taj Mahal?

Passeios virtuais que conhecemos não parecem “real”, mas como os avanços tecnológicos mudarão isso?

Uma empresa chamada Tour Wrist desenvolveu um aplicativo que modificará a experiência em Tour online, através de interfaces de toque, tablets e realidade aumentada.

O vídeo abaixo explica como a ferramenta funciona:

“If you’ve ever played with Google Earth, you zoom in and get this sensation of being able to go anywhere — but eventually you stop going back because it doesn’t let you do anything,” explica Charles Armstrong, CEO da TourWrist. “Our goal is to give you the opportunity to actually explore these places.”

Fonte: http://www.fastcodesign.com

No momento a ferramenta só oferece panoramas de 360º, entretanto, em breve será lançado o recurso chamado Hot Spots, onde o usuário será capaz de olhar em todas as direções, ir para frente e para trás, tornando a experiência o mais real possível.

Seu grande diferencial em relação ao Google Street View está na possibilidade de se fazer tours em qualquer tipo de lugar, como cafés, museus, academias, e até mesmo carros.

Só um detalhe: Por melhor que seja um aplicativo virtual, ele não é capaz de substituir a experiência real.

Ghost Productions – mostra de forma inovadora as novas tecnologias da medicina

Ghost Productions – mostra de forma inovadora as novas tecnologias da medicina

A GhOst Productions construiu um vídeo para mostrar de forma divertida seu trabalho que são animações médicas, inovando na área de vídeos que possam ajudar a melhorar a vida das pessoas.

Nesta animação o personagem quebra quase todos os ossos do corpo e faz uma cirurgia para repará-los.

No stress

No stress

A cena mais comum nos restaurantes de São Paulo é a fila de espera para arrumar uma mesa. Pensando neste problema a startup argentina Restorando.com criou um aplicativo que controla em tempo real as mesas disponíveis nos restaurantes.

Os primeiros testes foram feitos em Buenos Aires, mas a base será em São Paulo, onde cerca de 100 restaurantes já estão testando o sistema.

TV ISAE Brasil

TV ISAE Brasil

Dei uma entrevista para a TV ISAE Brasil, com o tema inovação, sustentabilidade e como criar um ambiente favorável a novas ideias.

Fonte: www.isaebrasil.com.br/tvisae

Social Media Revolution 2011

Social Media Revolution 2011

Eric Qualman do Socialnomics, lançou a versão 2011 do vídeo “Social Media Revolution”.

O vídeo trás dados e estatísticas interessantes sobre as redes sociais, por isso, se tornou um dos sucessos do Youtube, com 3 milhões de views, desde o seu lançamento.

A Primeira Constituição Colaborativa

A Primeira Constituição Colaborativa

Criar uma Constituição colaborativa foi a ideia da Islândia para que toda a população possa acompanhar as alterações da atual Constituição, que está em vigor desde 1944, e sugerir novas cláusulas.

Para que o projeto fosse possível, o Conselho Constitucional criou uma página no Facebook, como principal meio de comunicação, entretanto, foram usados diversos tipos de Redes Sociais como Twitter, Flickr e Youtube, para engajar e estimular a população a participar do projeto.

O documento ficará pronto no final do ano e será a primeira Constituição colaborativa do mundo.

Fonte: http://www.midiassociais.net/2011/06/islandia-usa-facebook-para-escrever-constituicao-colaborativa/
http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5187106-EI12884,00-Islandia+usa+Facebook+para+escrever+nova+Constituicao.html

O Consumo Colaborativo

O Consumo Colaborativo

O consumo colaborativo é a nova realidade de mercado. Com a idéia de gastar menos, comprar mais e principalmente ajudar na preservação do planeta. Ao invés de comprar, trocar ou alugar bens de consumo, este fenômeno vem crescendo em todo o mundo e agora no Brasil.

A tendência do consumo colaborativo cresce em torno da teoria dos 3Rs (três erres): redução do consumo de resíduos, reutilização dos produtos e reciclagem ao final da vida útil. A transformação do bem em serviço é o que faz a proposta ser tão atraente para a expansão do pensamento de que “o que é seu, também é nosso”. (Fonte: Info)

No livro Consumo Colaborativo (Collaborative Consumption), a escritora e consultora Rachel Borsman e o empreendedor Roo Rogers definem o Consumo Colaborativo  como “refere-se à expansão das práticas de compartilhamento, troca, empréstimo, intercâmbio, aluguel e doação, reinventados por meio da tecnologia de rede em uma escala e de uma maneira sem precedentes”.

Aqui no Brasil encontramos alguns sites que oferecem serviços de aluguel fracionado de carros Zazcar, bazar vitural Enjoei, um espaço de coworking da The Hub e o INIO (I Need, I Offer) onde todo o sistema de trocas é feito pelo Facebook, que atualmente conta com  1.100 pessoas cadastradas.

Outro serviço brasileiro é o DescolAí, que possibilita não apenas trocar bens, mas também alugá-los.

“O DescolaAí nasceu quando, olhando a quantidade de lixo que estamos coletando via TerraCycle, começamos a nos perguntar como evitar a geração de resíduos. Fui atrás de projetos internacionais, mas nenhum atendia as necessidades do projeto para o Brasil. Isso porque o brasileiro é desconfiado, então o maior investimento do projeto até agora está no desenvolvimento da tecnologia aplicada, para darmos total segurança para os usuários”, diz Guilherme Brammer, presidente do TerraCycle no Brasil e criador do site DescolaAí.

Portanto, a idéia não é deixar de usar os produtos, mas sim, possuir menos e compartilhar mais.

wi-Go – Projeto Social com o Kinect

wi-Go – Projeto Social com o Kinect

O universitário português Luis Carlos de Matos criou o projeto wi-Go, utilizando a tecnologia Kinect, da Microsoft.

A idéia do projeto wi-Go é transformar carrinho de supermercado em um robô, utilizando um carrinho elétrico com um notebook e um Kinect, para que ele siga fielmente a pessoa enquanto ela anda pelas prateleiras fazendo as compras.

O projeto visa simplificar o ato de ir às compras para pessoas com dificuldades motoras, gestantes, cadeirantes e idosos.

O vídeo abaixo é uma demonstração de como o projeto funcionará dentro de um supermercado.

Fontes: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI238943-17770,00.html

http://www.tecmundo.com.br/10516-wi-go-carrinho-de-compras-com-kinect-que-segue-cadeirantes-pelo-supermercado.htm

Green Design: a experiência humana é ilimitada.

Green Design: a experiência humana é ilimitada.

Escola nas Filipinas é a 1º construída com garrafas PET usadas.

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/escola-nas-filipinas-e-construida-com-garrafas-pet-usadas

Até 2020, aldeia de Kamikatsu, em Shikoku, no Japão, quer zerar produção de lixo.

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/ate-2020-aldeia-japonesa-quer-zerar-producao-de-lixo/

Pontes rodoviárias são fonte de energia na Itália capazes de produzir eletricidade para cerca de 15 mil casas da região.

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/pontes-rodoviarias-sao-fonte-de-energia-na-italia/

Estes exemplos não são apenas inovações. São inovações com uma preocupação social. De cuidado, preservação e uso racional das fontes naturais de energia e de recursos utilizados pela civilização humana.

Em outras palavras : green design. A possibilidade humana de desenhar, redesenhar, significar e resignificar padrões que todos nós acreditamos imutáveis. Uma ponte liga um extremo ao outro, como ela poderia gerar energia? Os designers propõem reformar a ponte, instalando em toda a sua estrutura de sustentação 26 turbinas eólicas, capazes de produzir energia. Além disso, os 22 quilômetros de pista serão revestidos com painéis solares, que também poderão gerar eletricidade. Como pontes estão constantemente expostas ao sol e ao vento, a previsão é de que se  produza cerca de 40 milhões de kW/h por ano para a região de Calábria, onde está localizada.

Se você acredita que a nossa capacidade é ilimitada para criar e recriar tudo que nos cerca, bem-vindo à Acqua Green Design. Você veio ao lugar certo. Sente-se, desfrute nossas idéias e, quando quiser, divida conosco suas experiências.

Green Nation Fest

Green Nation Fest

Num ambiente colaborativo, o site GreenNation foi criado para unir profissionais, pesquisadores, artistas, estudantes e todos aqueles que produzem conteúdo com a temática: ambiente,  sustentabilidade e questões que envolvam o futuro do planeta.

O primeiro evento promovido pelo o site será o GreenNationFest, em novembro de 2011. A idéia é lançar um concurso cultural com foco nas causas ambientais para sensibilizar as pessoas por meio da arte e do entretenimento.

O concurso será dividido por categorias, como: vídeos, blogs, fotografia e twitter.

O GreenNationFest é uma organização do  Centro de Informação, Cultura e Meio Ambiente, o CIMA: ONG que, há mais de 20 anos, desenvolve ações na área de cultura, educação e meio ambiente em parceria com instituições privadas, governamentais e multilaterais.

Top 20 Trends in 2011

“Vote, Match and Unite: MyVoterNation”

“Vote, Match and Unite: MyVoterNation”

A rede social MyVoterNation poderia ser apenas mais uma entre as várias plataformas criadas na web, mas seu diferencial está na forma que ela integra os usuários.

MyVoterNation é uma plataforma de reflexão social, onde os usuários podem votar sobre temas atuais dos EUA e debater com congressistas, outros eleitores que votarão na eleição de 2012, política internacional etc. Os usuários podem organizar os conteúdos por assunto, tornando mais fácil a interação em torno de crenças e valores acerca de questões sociais. Quando alguém posta um comentário sobre um dos assuntos da rede social, naturalmente cria condições para outras pessoas serem  recrutadas para opinar, debater e votar.

Mais uma maneira democrática de trazer questões relevantes ao alcance da população.

O Design na Construção de Identidade de Marca

O Design na Construção de Identidade de Marca

Praticamente todo brasileiro usa, já usou e conhece aquelas sandálias clássicas, as Havaianas, que de sandália de operário foi reinventada para conquistar consumidores no mundo todo e de todas as classes sociais.

Pelo processo do Design Thinking, a marca trouxe novos conceitos, pensando no consumidor e descobrindo o que agrega valor à ele. Apostou na criação de personalidade em seus produtos com estampas e cores, entretanto, sem deixar seus atributos: como não ter cheiro, não deformar e suas tiras que não soltam.

Até não tem muita novidade, no entanto, o processo de Design Thinking não modificou apenas suas sandálias, também ajudou na criação de um novo produto, desenvolvido em parceria com a IDEO, a intenção era criar uma linha de bolsas que compartilhassem a ousadia das suas sandálias.

Para criar as bolsas, primeiramente, a IDEO buscou entender a essência da marca, entrevistando brasileiros de origens demográficas e socioeconômicas diversas, encontrando pontos em comum entre eles – todos tinham um espírito vibrante e apreciação pela simplicidade, autenticidade, diversão, alegria e prezavam o conforto físico.

Ao invés de gerar apenas idéias, a IDEO resolveu fazer séries de Handstorms, gerando protótipos de bolsas, de vários formatos e materiais, e a avaliação era feita conforme a personalidade da marca. Chegando a um estilo de bolsa simples, sem complicações, desencanada, sempre mantendo sua conexão com a identidade brasileira da marca.

Um Marketing Brilhante para Sustentabilidade

Um Marketing Brilhante para Sustentabilidade

Um Flash Mobs brilhante para um tema clássico. Uma idéia inteligente para chamar a atenção para uma causa muito importante, a quantidade de lixo fabricada no mundo.

Wishcraft – Criamos Bolsas Coletando Lixo Reciclável

Wishcraft – Criamos Bolsas Coletando Lixo Reciclável

Uma forma diferente e sustentável de manter e atrair novos alunos para a escola, a escola particular Cavite Institute, nas Filipinas, criou um projeto inovador, ao invés de pagar as mensalidades com dinheiro, os alunos que não tem condições financeiras podem pagar com lixo.

No Programa “Wishcraft” (siga em inglês de Criamos Bolsas Coletando Lixo Reciclável e Gerado com Frequência) as bolsas de estudos ou os descontos variam conforme a quantidade e o tipo de material reciclável, isto ajuda que estudantes de áreas carentes também possam ter acesso a um ensino de qualidade.

Muitos alunos que podem pagar as mensalidades trazem os lixos da sua casa para doar e alguns estudantes até convidam seus vizinhos e parentes para ajudarem nas coletas destinadas ao pagamento dos seus estudos, tornando o programa colaborativo.

O programa proporciona  acesso a educação, permitindo que crianças e adolescentes que apresentam diferenças sociais possam ter um futuro melhor e conscientizando-os da importância de cuidar do meio-ambiente.

Mais uma iniciativa inovadora para tratar de um dos problemas mais pungentes da sociedade atual.

We All Want to Be Young

We All Want to Be Young

O filme ‘We All Want to Be Young’ é o resultado de diversos estudos realizados pela BOX1824 nos últimos 5 anos. A BOX1824 é uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo.

Este filme possui licença aberta pelo Creative Commons.

Roteiro e direção: Lena Maciel, Lucas Liedke e Rony Rodrigues.

Fonte: box1824.com.br

A onda agora são os cibercéticos ou sempre fomos assim?!

A onda agora são os cibercéticos ou sempre fomos assim?!

Será que estamos vivendo uma era de comunicação tão frenética que chega a parecer doentio? Segundo a socióloga, Sherry Turkle, professora de Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia no Programa Ciência, Tecnologia e Sociedade do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), tudo isso nos torna menos humano e mais depende das tecnologias.

“Um comportamento que se tornou comum ainda é capaz de expressar os problemas que outrora nos levaram a vê-lo como patológico” Sherry Turkle em seu novo livro, “Alone Together” .

Sherry Turkle defende a tese de que essas novas formas de comunicação, Facebook, Twitter e mensagens instantâneas, nos dão a falsa impressão de uma comunicação mais eficaz, no entanto, elas acabam com as interações na vida real, tornando as pessoas cada vez mais solitárias.

Entretanto há outro lado da história, as redes sociais tornaram possível a comunicação entre pessoas que vivem em lugares geograficamente e socialmente diferentes, diminuindo as distâncias existentes no mundo real.

Essa comunicação rápida trouxe as empresas para mais perto do consumidor, nesta “nova era” eles querem ser ouvidos e terem seus problemas resolvidos o mais rápido possível.

Um bom exemplo disto é o caso do Oswaldo Borelli, que utilizou o Youtube e o Twitter para fazer uma crítica sobre a empresa Brastemp, o vídeo rapidamente se disseminou na WEB fazendo que a palavra Brastemp chegasse aos  Trend Topics mundiais do Twitter, a empresa publicou uma nota no seu site pedindo desculpas pelo ocorrido.

No vídeo ele explica toda sua história com a Brastemp:

É por essas e outras que um bom relacionamento nas redes sociais e na vida, depende da capacidade de perceber, compreender, refletir, questionar, agir e transformar. Pra mim, a criação de conhecimento nas redes, como na vida, vai passar sempre por conflitos criativos, por improvisação e liberdade de comunicação.

No fundo, não existe uma nova onda, padrões antigos estão sendo levados para as redes sociais, confirmando a hipótese que o ser humano é plural, ambíguo, paradoxal e cheio de dúvidas.

Apple atinge marca de 10 bilhões de downloads de aplicativos

Apple atinge marca de 10 bilhões de downloads de aplicativos

Apple informou que sua loja virtual atingiu a marca de 10 bilhões de downloads de aplicativos desenvolvidos para seus produtos. O patamar foi atingido em um momento em que a companhia espera que os iPhone e iPad fiquem ainda mais populares com a inclusão, a partir de fevereiro, do Verizon Wireless como operadora.

A companhia já vendeu milhões de iPhones desde o lançamento do produto em 2007 e continua a expandir o uso de aplicativos com o tablet iPad. A loja virtual de aplicativos da Apple atraiu milhares de programadores de software. A loja possui agora mais de 300 mil programas diferentes que podem ser utilizados no iPhone e no iPad. As informações são da Associated Press.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

Sustentabilidade com Diversão

Sustentabilidade com Diversão

Arquitetos vão transformar incineradora de lixo em pista de esqui!

Coisa de primeiro mundo!!!

O escritório BIG Architects foi selecionado para construir uma fábrica incineradora de lixo que vai gerar energia limpa para Copenhagen, na Dinamarca. Até aí nada de novo. Mas, dado à localidade do país – quase próximo do pólo norte – os arquitetos resolveram inovar, com um projeto que deve atrair mais turismo para a cidade.

Eles vão construir uma fábrica que, no inverno, vai servir também como pista de esqui. O telhado será um declive, com diversos níveis para quem quiser esquiar, construído com um material sintético reciclado. O acesso ferá feito através de um elevador ao longo da chaminé da fábrica.

O local deve começar a funcionar – tanto para produzir energia, como para esquiar – em 2016. Até lá, em uma área industrial da capital da Dinamarca, os arquitetos terão a tarefa de lidar com 650 milhões de dólares, para aplicar em tecnologias no tratamento de lixo e no ambiente de diversão.

Fonte: Revista Exame (http://exame.abril.com.br/negocios/inovacao/galerias/design/arquitetos-vao-transformar-incineradora-de-lixo-em-pista-de-esqui)

Crowdsourcing pela Paz e Educação

Crowdsourcing pela Paz e Educação

A PLAYING FOR CHANGE FOUNDATION É DEDICADA A CONECTAR O MUNDO ATRAVÉS DA MÚSICA, DISPONIBILIZANDO RECURSOS PARA MÚSICOS E SUAS COMUNIDADES AO REDOR DO MUNDO.

Uma década atrás, um pequeno grupo de documentaristas partiu com um sonho para criar um filme enraizado na música das ruas. Não somente este sonho foi realizado, ele desabrochou como uma sensação global chamado Playing For Change . Incluindo músicos de todos os níveis de renome, o movimento  tocou as vidas de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Enquanto viaja pelo mundo filmando e gravando músicos, o grupo tornou-se intimamente envolvido com a música e as pessoas de cada comunidade visitada. Embora muitas dessas comunidades têm recursos limitados e um padrão de vida modesto, as pessoas que nelas vivem  são  cheias de calor, generosidade e, acima de tudo,  estão ligados por uma linha comum: a música.

O Playing For Change Foundation nasceu e fez sua missão de assegurar que qualquer pessoa com o desejo de receber uma educação musical tenha  a oportunidade de fazê-lo. A Playing For Change Foundation dedica-se à idéia fundamental de que a paz e asmudanças sociais são possíveis por meio  da linguagem universal da música.

Fonte: http://playingforchange.org/ – tradução livre

Primeiro Vídeo Criado

O Vídeo Mais Recente com Participação de vários Músicos Brasileiros

Save as WWF, save a tree

Save as WWF, save a tree

Quantas vezes já fizemos impressões desnecessárias de arquivos que nem usamos mais?

Foi pensando nisso que a WWF desenvolveu o projeto “Save as WWF, save a tree”, que criou um formato de arquivo próprio, o .WWF, ecologicamente correto, qualquer arquivo neste formato não pode ser impresso e quem recebê-lo também  terá  a opção “imprimir” bloqueada do mesmo.

A WWF sempre com iniciativas criativas para melhorar a conscientização.

Canal Rural neutraliza 442 toneladas de CO2 em ação inédita

Canal Rural neutraliza 442 toneladas de CO2 em ação inédita

Ação “Baixe uma Semente” neutralizou o carbono emitido por profissionais de agências, e sorteou entre os participantes uma viagem ao resort Tiwa, no Amazonas

Dirigida aos profissionais do mercado publicitário, a ação “Baixe Uma Semente”, promovida pelo Canal Rural para neutralizar emissões de dióxido de carbono (CO2), chegou ao final. Foram plantadas 1.105 sementes virtuais nas oito semanas de campanha – o que significa que 2.210 árvores reais serão plantadas no município de Prado Ferreira, no interior do Paraná. Cerca de 600 profissionais do mercado publicitário e de marketing baixaram suas sementes e neutralizaram suas emissões semanais de CO2.

De acordo com estimativas da consultoria Max Ambiental, cada profissional do setor emite uma média semanal de 500 kg de carbono, que podem ser neutralizados com o plantio de duas árvores. Assim, durante as oito semanas que durou a campanha, para cada semente virtual baixada do site www.baixeumasemente.com.br, o canal planta duas espécies da Mata Atlântica.

A campanha, que teve como slogan “Com um clique, o Canal Rural neutraliza sua semana”, ofereceu também prêmios aos profissionais e agências participantes. O vencedor da viagem ao Tiwa Amazonas Ecoresort em Manaus foi Georlei Haddad, gerente de marketing da Dow AgroScience, que escreveu a frase que foi escolhida pelo júri como a mais criativa sobre o tema “Sustentabilidade e Inovação”.

Já a empresa com maior número de sementes plantadas durante a ação foi a RN Comunicação Total, que foi premiada com um workday sobre inovação e sustentabilidade com Moysés Simantob, professor da FGV-EAESP e coordenador do Fórum de Inovação (FGV). O professor Moysés Simantob é co-autor dos livros “Organizações Inovadoras”, “Guia Valor de Inovação nas Empresas” e coorganizador das séries “Organizações Inovadoras Sustentáveis” e “Organizações Inovadoras do Setor Financeiro”. Atua em projetos internacionais em parceria com professores da London Business School.

Pioneiro na conquista do selo CarbonoNeutro®, o Canal Rural tem o objetivo de atrair mais uma vez a atenção para formas inovadoras de disseminar a prática de ações de sustentáveis. “Em 2008, o Canal Rural foi a primeira emissora de TV brasileira a neutralizar suas emissões de carbono. A preocupação com sustentabilidade está em nosso DNA, até mesmo em função do foco de nossa programação”, afirma Nilson Moysés, diretor de Mercado do Canal Rural.

As árvores plantadas ao longo da campanha farão parte de um projeto socioambiental, fruto de uma parceria com a consultoria Max Ambiental e com a Gerar, uma OSCIP que desenvolve ações sociais, culturais e ambientais.

Fonte: Núcleo RBS de Divulgação

Apresentação à Edição Brasileira

Apresentação à Edição Brasileira

Apresentação à Edição Brasileira

A compreensão histórica que temos da área de Design é geralmente relacionada à criação de objetos com uma forma e estética diferenciadas. Esse conceito, que durante muito tempo dominou a área, limita o escopo e os resultados possíveis através do uso do Design como diferencial competitivo. Atualmente, alguns autores e empresas entendem o Design como uma função que envolve um caráter empreendedor e estratégico, dentro ou fora de uma organização. Essa visão permite, por exemplo, desenvolver a noção de valor além do produto, buscando a agregação de valor de distintas maneiras, como por meio de serviços e experiências diferenciadas. Essa perspectiva pode ser associada a empresas, ou mesmo a cidades. Perceber um território, por exemplo, como um espaço a ser projetado para maior agregação de valor para uma determinada região caracteriza-se como Design Territorial. Projetar esses serviços, essas experiências e comunicá-las, é papel do designer. A partir desse novo contexto, faz-se necessário ampliar não apenas o conceito, mas o escopo de atuação e a compreensão da área nas diferentes organizações. O design passa a ser fator estratégico para as empresas
É dentro desse espaço em que está inserido o livro Gestão de Design, uma das principais obras na área, escrito pela professora e pesquisadora Brigitte Borja de Mozota. Além de apresentar um panorama histórico e sistêmica da área de Design como um todo, o livro explora os relacionamentos da área com elementos fundamentais para a competitividade: marketing, inovação e estratégia. Além disso, discute diretamente conceitos e métodos relacionados a gestão do Design e, em especial, sua administração estratégica. Dessa forma, amplia sua aplicabilidade, passando de elemento operacional no cotidiano empresarial para fator estratégico sobre sua competitividade.
Uma característica importante do livro é o uso de casos para ilustrar os diferentes níveis de aplicação do design. Inúmeros são os casos internacionais apresentados pela autora, como por exemplo, as empresas Alessi, BMW, Braun, Philips, IBM, Renault, Motorola, Nike, Nissan, PRADA, Ralph Lauren, RCA Thomson, Shell e SONY.
Entretanto, a versão em Português, possui ainda um conjunto de casos desenvolvidos por pesquisadores da área de Design no Brasil. Esses casos ilustram a aplicação dos seus conceitos em organizações localizadas no Brasil e constituem, por tanto, uma base de dados diferenciada para a compreensão do papel do Design em organizações com as características que temos em nosso país. Cabe salientar que, embora os casos sejam reais e apresentem uma forte relação com o uso do design, a maioria deles foi escrita exclusivamente para o presente livro.

Convém ainda reforçar dois pontos. O primeiro deles, é a relevância internacional do presente livro. Compreendido como uma das principais obras sobre o tema, a obra possui versões em diversos idiomas, o que amplia sua inserção e permite um compartilhamento e ampliação maior de conteúdos e práticas. Além disso, a autora é uma das pioneiras na produção de conhecimento na área de Gestão de Design, com o lançamento da primeira obra sobre o tema em 1990. É uma figura expoente dentro da principal organização internacional de difusão do conhecimento em Gestão de Design, o Design Management Institute, tendo coordenado o conselho de pesquisa da instituição. Possui expressiva produção acadêmica atuando como docente e pesquisadora em distintos fóruns da área, como a European Academy of Design e Design Management Europe Award, bem como atuando com diretora de pesquisa da Parsons Paris School of Art + Design e docente da Université Paris Ouest.

Esperamos que todos tenham uma excelente leitura e que sejam agentes do processo de consolidação da área de Design, em nosso país, como área estratégica e associada a ampliação de nossos diferenciais competitivos em escala local e global.

Moysés Simantob (Fundação Getúlio Vargas – São Paulo)
Gustavo Severo de Borba (Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS)
Filipe Campelo Xavier da Costa (Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS)

Batelco – Infinity

Batelco – Infinity

Simplesmente fantástico esse comercial para a empresa de telecomunicações Batelco de Bahrain, que tenta levar para o ‘mundo real’ todos os desejos que as pessoas possuem.

São mais de três minutos de cenas impressionantes dignas de grandes produções hollywoodianas:

Fonte: comunicadores.info

A companhia de energia elétrica que abriu uma academia

A companhia de energia elétrica que abriu uma academia

Verdade seja dita: ninguém pensa em companhias de energia elétrica. Você só lembra que ela existe em duas situacões: quando falta luz ou quando chega a conta. E geralmente a lembrança vem acompanhada de adjetivos nada elogiosos.

É aqui que entra a bacaneza dessa ação lá da Suécia. Os caras fizeram uma academia de ginástica onde você produz sua própria energia correndo ou pedalando. Tem mais: toda a energia que você produz é deduzida da sua conta no fim do mês.

Pra divulgar isso eles fizeram o serviço completo: Twitter, Facebook, aplicativo mobile. Aliás, eles fizeram mais.

Já que o assunto é energia, eles estenderam a produção para energy drinks e energy bars. Não acho que seria o suficiente para me levar rotineiramente para uma academia. Mas que é uma bela idéia para fazer as pessoas se envolverem um pouco mais com a produto, isso é.

A criação (que não é exatamente nova e ganhou o Future Lions da AKQA no ano passado) é da Berghs School Of Communication da Suécia.

Fonte: Via brainstorm9

The Fun theory

The Fun theory

Uma maneira criativa de superar as barreiras cognitivas

A Volkswagen criou uma iniciativa inusitada, o The Fun Theory Project, para tornar a vida das pessoas mais “fun”.  Como? Subir numa escada pode ser chato para algumas pessoas, mas e se a escada se tornasse teclas de um piano?! Uma abordagem emocional e divertida de superar os  bloqueios do campo cognitivo.

Uma inovação social que gerou resultados de conscientização na população sobre a questão ambiental. Acima, redução no uso energia e abaixo, reciclagem de embalagens.

É possível uma empresa viver com esta marca?

É possível uma empresa viver com esta marca?

Comentei na Revista IstoÉ sobre lições aprendidas no caso BP.

Assim como a petrolífera BP, responsável por cenas como a desta página, grandes corporações investem alto em profissionais com uma missão cada vez mais importante: limpar sua imagem do ponto de vista socioambiental

TRAGÉDIA
Pelicano sujo de petróleo no Golfo do México:
imagem da BP ficou abalada para sempre

A sigla BP estará para sempre associada à imagem de animais cobertos de petróleo, agonizando durante a maior tragédia ambiental dos Estados Unidos. Em abril, um poço da petrolífera explodiu no Golfo do México. O fato foi sucedido por um vazamento que durou três meses. Apesar de não sofrer com imagens sendo exibidas por tanto tempo, o caso da Nike também é emblemático. Ainda é difícil não ligar a marca a pessoas trabalhando em condições precárias em fábricas na Ásia, desde que denúncias começaram a pipocar em meados dos anos 90. Evitar um grande prejuízo à imagem é um dos motivos
pelos quais as empresas investem cada vez mais em políticas de responsabilidade ambiental e social. “Temos que dissociar nosso crescimento de recursos naturais não renováveis”, disse à ISTOÉ Hannah Jones, VP de inovação e negócio sustentável da Nike, em visita recente ao Brasil.

Graças a Hannah, que chegou à empresa em 1998, a Nike vem se destacando em projetos sociais, melhorias nas condições trabalhistas de seus prestadores de serviço e no uso responsável de matérias-primas – a empresa não compra couro de produtores da Amazônia, por exemplo. “Embora ainda não se possa dizer que seja um caso exemplar, a Nike está fazendo a parte dela”, analisa Moysés Alberto Simantob, professor de inovação e sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas.

MUDANÇA Hannah
Jones, da Nike: melhoria nas condições de
trabalho é uma das suas prioridades

A BP está pagando caro por tratar a sustentabilidade como mera ferramenta de marketing. Seu valor de mercado caiu pela metade desde o acidente. Em 2000, a empresa mudou o significado de sua sigla de British Petroleum (petróleo britânico) para Beyond Petroleum (além de petróleo). A campanha, orçada em torno de US$ 200 milhões, queria enfatizar que a petrolífera investiria pesadamente em fontes de energia alternativas. Um estudo posterior, no entanto, mostrou que apenas 1% dos investimentos da BP era voltado para energia solar, enquanto 93% continuavam na matriz de sempre: petróleo.

Segundo Simantob, o caso da BP ensina algumas lições. Uma delas é que a sustentabilidade deve ser uma política de longo prazo. “Ficou provado que não havia um plano de contingência em caso de acidente”, diz o especialista. Outra, é que a credibilidade da empresa perante os investidores fica profundamente abalada depois de um acontecimento desse porte. Para sanar parte do problema, a relações-públicas Anne Womack-Kolton, que já trabalhou para o ex-vice-presidente americano Dick Cheney, foi contratada em junho com a complicada missão de tornar a empresa mais bem-vista aos olhos da opinião pública.

A prova de que mesmo empresas que realizam atividades de grande impacto ambiental podem ter uma imagem mais “verde” é a mineradora Vale. Apesar de suas escavações para extração de ferro, níquel, bauxita e manganês usarem máquinas pesadas movidas a combustíveis fósseis, a empresa tem bons indicadores de sustentabilidade. Um exemplo são os US$ 720 milhões que serão investidos até 2012 para a criação de três centros de pesquisa de tecnologias limpas. Já a previsão de investimentos na área social neste ano é de US$ 170 milhões. Vale, Nike e BP são três casos que mostram diferentes estágios da compreensão pelas empresas da importância da sustentabilidade. “Estamos todos apenas no começo de uma jornada”, define Hannah, da Nike.

Inovação Social

Inovação Social

É preciso uma transformação social para resolver os problemas, como: exclusão social, democracia, participação cívica e falta de qualidade de vida, mas para isso é necessário modificar os modelos atuais.

A Inovação Social ajuda a encontrar novas soluções com parcerias público-privadas que pretendem estimular descobertas de técnicas e metodologias que favoreçam uma mudança social e o desenvolvimento sustentável.

Utilizar a criatividade do setor privado e dos empreendedores sociais para criar uma idéia de como melhorar o serviço público que é prestado atualmente.

Estas transformações também podem ser desenvolvidas com a ajuda da comunidade, encontrando no cotidiano, formas simples de melhoria das condições de vida.

O empreendedorismo social acredita que coisas novas e eficientes podem gerar um aumente na produtividade nos setores públicos e de caridade, muitos destes empreendedores são conhecidos até hoje por suas inovações sociais.

Muhammad Yunus é um bom exemplo disto, sempre que possível utilizo e indico seus livros e cases nas minhas aulas, palestras e clientes, Yunus é fundador do Grameen Bank, que foi ganhador do prêmio Nobel da paz.

Também temos um exemplo nacional, a Teia MG, com o objetivo disseminar os conhecimentos sobre empreendedorismo, tecnologia e Inovação,  apresentando a comunidade meios de construir um conhecimento coletivo através da web colaborativa.

Graves problemas sociais têm sido resolvidos por projetos inovadores, no entanto, os resultados gerados não são os esperados, mesmo com o grande fluxo de boas idéias.

FIEMG – Empresas debatem sustentabilidade e inovação

FIEMG – Empresas debatem sustentabilidade e inovação

Cerca de 130 pessoas, entre empresários, dirigentes de classe, integrantes do Poder Público e colaboradores de empresas de diferentes segmentos do Vale do Aço participaram nesta terça-feira, 14, do Seminário de Responsabilidade Social Empresarial promovido pela Fiemg Regional Vale do Aço e Comitê de Responsabilidade Social Empresarial na Fundação ArcelorMittal Acesita, em Timóteo.

Com o tema “Sustentabilidade, Governança e Inovação”, o seminário, que teve a abertura do presidente da Fiemg, Luciano Araújo, contou com a palestra de Moysés Simantob, co-fundador e atual coordenador executivo do Fórum de Inovação da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP) e co-autor do Guia Valor Econômico de Sustentabilidade nas Empresas.

Engenheira Mecânica pela Escola Politécnica da USP, Mestre em Administração pela FEA/USP, com treinamento como docente pela Harvard Business School, Cristina Fedato, que é instrutora da rede Ethos/Uniethos e consultora de empresas para Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa, discorreu sobre o tema “Gestão da Sustentabilidade na Cadeia de Valor”.

Para o presidente da Fundação ArcelorMittal Acesita, Anfilófio Salles, o seminário regional é uma oportunidade de as empresas e seus colaboradores conhecerem temas atuais sem precisar se deslocar aos grandes centros. “Se um evento desses ocorresse em Belo Horizonte, dificilmente os empresários e seus funcionários teriam como participar. E acontecendo aqui é uma possibilidade de multiplicar. É uma importante ação da Fiemg no intuito de disseminar esse conhecimento nas regionais”, frisa.

Coordenadora do Núcleo de Responsabilidade Social do Sistema Fiemg, Marisa Seoane Resende, destacou que o seminário busca refletir por meio de exemplos práticos e também servir de inspiração. “O envolvimento das empresas do Vale do Aço é muito bom. A gente tem um público de pessoas que trabalham nas empresas muito significativo. Isso demonstra um envolvimento não só no Seminário, mas também em outras ações, como o Dia V e o Comitê de Responsabilidade Social.”

Realizado a cada dois anos nas regionais da Fiemg, os eventos locais são uma espécie de “aquecimento” para o seminário internacional que sempre ocorre em Belo Horizonte. Além de Moysés Simantob e Cristina Fedato, o público conferiu uma mesa de debates sobre o tema “A nova era da Responsabilidade Social mútua e o papel do consumidor”, com Fabián Echegaray, da Market Analysis, e Márcio Reis, do Instituto Akatu. Já a representante do Sesi e Centro de Integração e Apoio ao Portador de Deficiência, Jackeline Figueiredo Barbosa Gomes, discorreu sobre “Inclusão social no ambiente de trabalho”.

Patrocinado pela Fiemg, Sesi, Usiminas, ArcelorMittal Inox Brasil e Mendes Júnior, o Seminário de Responsabilidade Social Empresarial do Vale do Aço teve o apoio da Ebec e do Instituto Cenibra.

Um asfalto mais sustentável

Um asfalto mais sustentável

O projeto ainda não está pronto, há diversos pontos que ainda precisam ser modificados, mas a idéia do engenheiro elétrico Scott Brusaw, de Sagle, Idaho (EUA) poderá trazer mudanças na forma de captação de energia solar.

Brusaw acredita que substituir o asfalto comum por célula solar em estradas é o caminho para a energia renovável. Entretanto, as células não suportam o peso e o impacto dos caminhões e outros veículos, por isso precisam ser reforçadas e encontrar uma forma de melhorar a aderência do pneu no vidro, as células precisam ter a textura de um asfalto.

Se os painéis realmente derem certo será capaz de produzir cerca de 7,6 quilowatts-hora de energia diária e esta energia permitirá a recarga de veículos elétricos nas estradas.

Fonte: Revista Galileu

O Futuro da Competição: aprender a inovar cada vez mais rápido

O Futuro da Competição: aprender a inovar cada vez mais rápido

Num contexto mais complexo de planejamento e diante da velocidade das mudanças econômicas, tecnológicas, sociais e ambientais os administradores tem sido forçados a aprender cada vez mais rápido. Tal aprendizado exige métodos que permitam representar e avaliar a complexidade cada vez maior do ambiente que nos cerca. A gestão sistemática da inovação é um dos métodos capaz de criar tal aceleração.

Isso pôde ser notado na recente premiação das Empresas mais Inovadoras do Brasil, onde como jurado do prêmio, pude observar a experiência das fábricas da Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, de onde saem a cada mês mais de meio milhão de geladeiras, freezers, fogões, microondas, condicionadores de ar, aspiradores de pó e purificadores de água. Segundo José Aurélio Drummond, presidente da Whirlpool para o Brasil e América Latina, “uma parcela importante dessa produção, estimada pelo mercado em mais de 80%, está relacionada a produtos lançados nos últimos três anos. Somente no ano passado, a empresa apresentou ao mercado 160 novos itens, média de três por semana. E deve encerrar 2010 com 200 novidades no portfólio. Desse total, boa parte entra na seleta categoria de produtos inovadores. Essa cultura de inovação rendeu à Whirlpool o primeiro lugar no ranking do prêmio Empresas mais Inovadoras do Brasil, uma iniciativa de Época NEGÓCIOS em parceria com a consultoria AT Kearney.

Brasileiro Inovador

Brasileiro Inovador

“Fluid” é um novo conceito em displays OLEDs flexíveis da Philips, a proposta é que seja um novo modelo de smartphone, que já são compactos e agora serão flexíveis.

O projeto foi feito pelo designer brasileiro Dinard da Matav, com suas ideias de como serão os celulares do futuro.

Um telefone que parece uma pulseira, com sua composição de OLED a tela exibe o máximo em qualidade de imagem, além de ter diversas funções de smartphone também servirá como acessório de moda.

Ainda é um celular-conceito, o projeto não tem planos confirmados para sair do papel, mas já mostra uma potencial inovação.

Design Thinking 2010

Design Thinking 2010

Vou ministrar junto com o prof. Gustavo Borba o Workshop Design Thinking na Unisinos 2010. Tenho certeza que será novamente uma ótima experiência, em 2009 postei aqui no blog dois vídeos com depoimentos dos participantes falando sobre suas experiências e impressões.

O curso será realizado nos dias 10 e 11 de novembro na Unisinos, Porto Alegre.

MPEs e as mídias sociais no futuro

MPEs e as mídias sociais no futuro

Saiu uma matéria no site Mashable sobre como as pequenas empresas usarão as mídias sociais no futuro e como isso ainda é desconhecido e incerto.

Algumas ferramentas já provaram serem úteis, como o facebook e o twitter, mas como ganhar dinheiro com elas? Principalmente quando o assunto é pequena empresa, que precisa de muito mais do que um bom relacionamento com o cliente.

As empresas precisam atrair os consumidores com ações divertidas, que comecem com o compartilhamento, colocando a marca de forma sutil.

Todas essas novidades também modificarão a forma que as empresas farão marketing, ele precisará ficar mais criativo e dinâmico, isso não significa que os modelos tradicionais vão desaparecer, mas a sua função mudará.

Leia a matéria na integra

China tem projeto de trem que anda por cima de carros

Composição é mais barata que metrô e é projetada para ser instalada quatro metros acima da via de circulação

por Redação Galileu

Para conter o avanço do caos no trânsito sem arcar com os grandes investimentos necessários para a construção do metrô subterrâneo, uma empresa chinesa projetou um trem suspenso com espaço para que os carros passem por baixo. O projeto, batizado de “3D Express Coach” é da Huashi Future Parking Equipment, da cidade chinesa de Shenzhen.

O trem, movido a energia elétrica e solar, teria velocidade média de 40 km/h, podendo chegar a uma velocidade máxima de 60 km/h. Segundo o projeto, a composição terá 6 metros de largura e será suspensa a cerca de 4 metros de altura para que carros com até 2 metros de altura passem sob o trem. O “3D Express Coach” pode ser aprovado no fim de agosto e deve começar a ser construído ainda no final de 2010 em um distrito de Pequim, segundo o Gizmodo.

Editora Globo

A composição, que tem capacidade para 1.200 passageiros, custa cerca de 10% do valor de um metrô subterrâneo, segundo a empresa chinesa responsável pelo projeto. O trem, diz a empresa, poderia funcionar com trilhos colocados nas laterais de ruas e avenidas já existentes, sem necessidade de grandes escavações e desapropriações de terrenos.

No site da Galileu tem um vídeo de como funciona o trem. Assista!

Será que o projeto dará certo, sem aumentar os riscos de acidentes graves e envolvendo mais pessoas. Se der, é uma boa opção para outros países, como o Brasil, que precisa melhorar o transporte público.

Pilhas mais sustentáveis

Imagine uma pilha que pode ser recarregada por vibrações. Acabou a pilha do controle remoto? É só sacudi-lo para recarregar. A empresa japonesa Brother Industries inventou este um novo tipo de pilha recarregável, substituindo as comuns, que atualmente são um grande problema para o meio ambiente, produzindo uma grande quantidade de lixo tóxico.

Fonte: Tech-On

Crowdsource musical

Dado Villa-lobos e Marcelo Bonfá, criaram um site que, com a ajuda dos fãs, pretende unificar todo o material existente sobre a banda Legião Urbana.

A grande questão era como lançar algo novo sobre uma banda que acabou há 15 anos, portanto, a pergunta que norteou o início dos trabalhos foi: “o que é a Legião Urbana nos dias de hoje?”.

Não havia ninguém melhor que os fãs, que ainda mantém vivas as músicas e as histórias, para responder esta questão. Então idéia foi criar um site com conteúdos colaborativos, onde qualquer pessoa, cadastrada, pode publicar algo inédito sobre o Legião Urbana.

Na seção Volume Máximo, os usuários são convidados a mandarem suas versões das canções, como uma forma de homenagem a banda.

Reunir todo este material era um sonho de Renato Russo, que sempre quis fazer um Box com todas as músicas, fotos, vídeos e entrevistas da banda.

Agora o site se tornou uma ponto de encontro para os fãs, uma referência bibliográfica e uma grande central de documentação a respeito de uma das maiores banda da história do rock brasileiro.

Palestra na FIBoPS

Começou hoje, em São Paulo, a 3ª Fibops, uma feira pró-sustentabilidade, organizada pelo Instituto Mais.

Neste evento acontece o I Congresso Internacional de Boas Práticas Socioambientais, que conta com a participação de especialistas de diversos países, nas áreas: Arquitetura e Construção; Inovações Tecnológicas; Energia, Emissões e Economia; Transporte e Turismo; Agronegócios e Logística; Saneamento e Serviços Ambientais; Moda, Beleza/Saúde e Consumo; e TI Verde.

Apresentei de manhã uma palestra sobre “As OIS e as consequências de seu crescimento”, no Painel Inovações Tecnológicas – As mais avançadas soluções pró-sustentabilidade, que você pode conferir abaixo:

O Futuro do Consumo

Ir ao supermercado e não passar horas na fila, esta é uma das vantagens das etiquetas inteligentes, também conhecidas como RFID (identificação por rádio freqüência), que substituirá os códigos de barra por uma forma mais simples e com um custo inferior de rastrear e registrar os produtos.

As etiquetas RFID se comunicarão com um leitor eletrônico e registrarão os itens do carrinho quase que instantaneamente.

“As etiquetas RFID, tecnologia até então limitada a rastrear gado, farão em breve a mesma coisa com trilhões de produtos de consumo pelo mundo. Os fabricantes saberão a localização de cada produto do momento em que é feito, até quando for usado e jogado fora.” HowStuffWorks Brasil

Segundo a IBM, as etiquetas RFID devem estar presentes em mais de 33 bilhões de produtos no mundo até o fim deste ano. A empresa prevê que em 2020, haverá 1 bilhão de transistores para cada habitante da Terra, cada um deles custando um décimo-milionésimo de centavo.

Design para uma vida melhor

A nova invenção da Booble Store é a Water Bobble, uma garrafa que filtra a água enquanto você consome.

Na onda dos produtos sustentáveis, evita o desperdício de águas engarrafas de plástico, com seu design inteligente o filtro remove o cloro e contaminantes orgânicos provenientes da água de torneira.

Plástico é reciclado e livre de BPA (Bisphenol-A).

Como funciona a garrafa?

Fontes:

http://www.thedieline.com/blog/2010/02/water-bobble.html

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI153085-17770,00-GARRAFA+FILTRA+AGUA+ENQUANTO+VOCE+BEBE.html

http://www.waterbobble.com/#/Bobble-Water-Products

Uma Jornada pela Inovação

Lançamento do Fórum de Inovação FGV EAESP UFBA

Na semana passada, o livro acima foi lançado em Salvador, pelo professor e amigo Cláudio Cardoso. Com textos de muitos professores de lá e de cá, a sua leitura é prazerosa e está recheado de casos e experiências interessantes dos vários co-autores. Além de uma pequena contribuição de texto, fiz também a orelha do livro, que abaixo transcrevo, àqueles que se interessam sobre inovação e gostam da Bahia. E quem não gosta?!

por Moysés Simantob

O que a Bahia tem? Tem faróis e belas praias, tem a baiana do acarajé, tem as festas populares, tem patrimônio arquitetônico, tem uma multiculturalidade harmoniosa que alimenta uma das mais ricas indústrias criativas do mundo e tem muito mais.

Se isso tudo não bastasse, agora tem o FIBA – Fórum de Inovação da Bahia.

Acolhido na manjedoura da UFBA, o FIBA é um movimento, uma autêntica rede de entidades, que nasceu para criar mais um espaço de debates sobre o tema inovação, juntando-se às várias outras iniciativas de inovação que têm na Bahia.

O seu foco são as organizações inovadoras.

Se almejamos transformar o Brasil em uma “sociedade inovadora”, sua popularização traz inegáveis benefícios e uma mudança cultural se faz mais que necessária.

Dessa forma, o FIBA ousa se constituir num laboratório vivo para atrair e desenvolver ações inovadoras responsáveis para uma sociedade futura melhor. E como sustentabilidade e inovação são disciplinas indissociáveis será natural que a trajetória do FIBA passe por reflexões como esta “será que o que antecede a inovação não são novos princípios e novos valores?”.

Talvez mais adiante, os criadores do FIBA se refiram è ele cantarolando : “Eu nasci assim, eu cresci assim…”, e seu foco se amplie para as organizações inovadoras sustentáveis na busca de uma verdadeira sociedade inovadora sustentável.

Neste livro, diante deste quadro, o processo de inovação ganha complexidade, porque as idéias para inovação podem vir de diversas fontes, internas e externas à empresa, e entre elas destaca-se a universidade, que pela via da difusão do conhecimento, passa a incorporar a “função de desenvolvimento econômico, por meio de incubadoras, parques tecnológicos e centros de pesquisa cooperativa”.

É nesse berço que o FIBA se instala para, com o vigor de duas instituições brasileiras de “peso”, UFBA e FGV , possibilitar que suas pesquisas forneçam novos aceleradores de geração de riqueza e aumento de competitividade local.

Como ninguém constrói nada sozinho, nesta obra você descobrirá o poder da “Rede de Redes”, formadas por muitas redes de conhecimento e, agora, interligadas, por três Fóruns de Inovação, o de São Paulo , o de Porto Alegre e o da Bahia.

Parece que é assim que se forma uma verdadeira comunidade de interesse, de uma união que ninguém espera: paulistas, gaúchos e baianos trabalhando juntos.

Esta publicação é a primeira contribuição do Fórum de Inovação Bahia (FIBA) na ampliação do debate sobre os desafios das organizações inovadoras, e traz consigo o desejo de inspirar novas publicações sobre o tema na região nordeste do país, bem como, a adesão de novas instituições de pesquisa aos Fóruns de Inovação, ampliando a sua atuação no Brasil.

De LAO-TSÉ para todos os Dungas de plantão…

“ Se eu deixar de interferir nas pessoas,

elas se encarregarão de si mesmas.

Se eu deixar de comandar as pessoas,

elas se comportarão por si mesmas.

Se eu deixar de pregar às pessoas,

elas se aperfeiçoarão por si mesmas.

Se eu deixar de me impor às pessoas,

elas se tornarão elas mesmas! “

(Lao-Tsé, “ Tao Te King” , 600 a.c)

HackFwd – Incubadora que incentiva ideias sustentáveis

A HackFwd é uma incubadora de projetos que usa a internet de um modo inovador. Atuando na União Européia, a HackFwd procura por ideias sustentáveis que façam do mundo um lugar melhor.

Todos os projetos podem ser acompanhados e comentados pela internet. A idéia é que novos projetos surjam inspirados naqueles que estão em execução, e que os erros feitos por uns não sejam repetidos por outros, é um sistema de aprendizado rápido e coletivo.

A Inovação é importante?!

Para o SEBRAE e CNI é

Projetos de inovação terão aportes de R$ 100 milhões

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) anunciaram ontem um programa que prevê aportes superiores a R$ 100 milhões no fomento a projetos de inovação de empresas brasileiras.

Os recursos serão dirigidos a 20 núcleos instalados em federações industriais, no sentido de atrair, preparar e apoiar os gestores no desenvolvimento de projetos inovadores. A expectativa é que a iniciativa resulte na criação de aproximadamente 2,4 mil projetos no curto prazo.

Em convênio, Sebrae e CNI já se comprometeram a aplicar R$ 48 milhões para lançar ações para induzir empresários a investir em inovação, assim como prestar consultoria no desenvolvimento dos projetos. Em complemento, o ministério destinará entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões em recursos voltados ao apoio para a gestão dos projetos de inovação.

Esse aporte virá do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio de um edital com lançamento previsto para a próxima semana. “A ideia é que as empresas possam elaborar um plano de inovação robusto”, disse Luiz Antonio Elias, secretário-executivo do ministério.

Por sua vez, Carlos Alberto Santos, diretor-técnico do Sebrae, apontou que o programa ajudará a desmistificar o significado da inovação, tido como algo muito sofisticado pelas empresas. “No fim, serão alguns bilhões de reais gerados a partir dessa iniciativa”, afirmou.

Segundo o presidente da CNI, Robson Braga Andrade, as empresas brasileiras não podem mais considerar o BNDES como único canal de financiamento, dentro de uma meta do país de crescer mais de 5% nos próximos anos. Ele afirmou que o Brasil precisará de R$ 600 bilhões em créditos para investimentos com essa taxa de crescimento prevista.

Matéria do Valor Econômico – Eduardo Laguna, de São Paulo 29/06/2010

O Boca a Boca online

Muitas empresas têm assumido o risco de tornar-se pública com objetivo de estreitar o contato com seus consumidores. De forma fácil e rápida as empresas têm utilizado as redes sociais para propagar informações de seu interesse.

As pequenas empresas também encontraram um caminho para utilizar as mídias sociais para alavancar seus negócios.

Na semana passada abri o jornal e li a coluna do Julio Vasconcellos que falava exatamente sobre isso e não pude deixar de escrever algo.

Um dos casos mencionados na matéria era sobre o DeliCake, uma loja especializada em Cupcakes, que nunca esteve tão na moda como nos dias de hoje. O dono do estabelecimento antes de terminar os bolinhos, já twitta informando em quanto tempo eles estarão à venda.

A DeliCake percebeu que o Twitter é um canal de vendas e relacionamento com o cliente. A inovação contextualizada no canal de vendas do produto estabelece uma nova forma de vender e manter o contato com seu cliente, uma empresa não pode apenas vender por vender, é necessário estabelecer o relacionamento com o consumidor, afinal tudo que falarem sobre sua empresa será visto por milhares de pessoas.

Saber que hora o produto sai e quais são os sabores que estarão disponíveis é uma forma diferenciada de tratar o cliente.

As mídias sociais são uma forma barata de divulgação, mas é preciso lembrar que elas são como uma comunidade, e sua empresa faz parte dela, portanto você precisa dar valor para ela, suas ações de comunicação na Web não podem ser chatas e entediantes.

Fan it

O canal de televisão americano NBC achou uma forma inovadora e divertida de marcar presença nas redes sociais, o Fan it, que ajuda a aumentar a fidelidade dos telespectadores.

Usando o Facebook, twitter, foursquare e Myspace, os usuários que promoverem, interagirem e debaterem sobre os programa de TV da emissora ganharão pontos que podem ser trocados por produtos da NBC, previews de shows, produtos virtuais, emblemas e entrada para eventos esportivos, incentivando assim que eles assistam a NBC.com.

Fan It could possibly serve as a precursor for redefining metrics around television viewing audiences. The television ratings system has remained relevantly unchanged since 1950. One company, Nielsen Media.

Research, has always been responsible for audience measurement and those measurements play a significant role in determining network advertising rates. Data from social networks could become an important new element in measuring audience engagement.

If done right, NBC’s initiative could move the industry towards officially recognizing the significance of social media.” Mashable

Skol lança latas falantes!

Época de copa do mundo é o momento em que aparecem ótimas promoções e propagandas, nesse contexto a Skol lançou uma nova promoção inovadora para a copa do mundo.

Entre as latas convencionais da bebida, foram espalhadas latas especiais, que ao serem abertas começam a entoar os hinos da torcida brasileira, elas contém um dispositivo fotossensível que é ligado quando é aberta, sendo que tem o mesmo tamanho e peso que as latas normais.

Essa foi, até agora, uma das idéias mais inovadoras para apoiar o Brasil no mundial.

Você está preparado? Social Media Revolution 2!!

Um dos vídeos sobre mídia social mais assistido do youtube lança sua segunda versão, o Social Media Revolution 2 com dados atualizados da web social.

O vídeo é inspirado no livro e blog Socialnomics de Erik Qualman.

Vale a pena conferir as atualizações!

“Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!”

Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul cada seleção terá seu ônibus personalizado, isso todo mundo já sabe, mas este ano a FIFA trouxe uma inovação, todos os ônibus terão uma frase estampada nos ônibus.

Mas qual é a Inovação? A inovação vem da forma que as frases foram escolhidas, os torcedores entravam no site da entidade e votavam na sua favorita.

Os  torcedores brasileiros ficaram tão empolgados com a ação que começaram uma brincadeira no Twitter, criando frases engraçadas com o a hashtag #frasesdeonibusdaselecao.

Uma experiência bem-sucedida de crowdsourcing.

O veículo da Seleção Brasileira estará estampado pela seguinte frase: “Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!”.

A frase brasileira é sem duvida a mais divertida, sem patriotismo, é claro.

Confira abaixo as frases das outras seleções:

África do Sul: Uma nação, orgulhosamente unida sob um arco-íris
Alemanha: Na estrada para ganhar a Copa!
Argélia: Estrela e a lua crescente com um objetivo: Vitória!
Argentina: Última parada: a glória
Austrália: Ouse Sonhar, Avance Austrália
Brasil: Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!
Camarões: Os Leões Indomáveis estão de volta
Chile: Vermelho é o sangue do meu coração, Chile campeão
Coreia do Norte: 1966 de novo! Vitória para a Coreia do Norte!
Coreia do Sul: Os Gritos dos Vermelhos, República da Coreia Unida
Costa do Marfim: Elefantes, vamos lutar pela vitória!
Dinamarca: Tudo o que você precisa é uma seleção dinamarquesa e um sonho
Eslováquia: Façam tremer o gramado verde! Vamos Eslováquia!
Eslovênia: Com 11 corações valentes até o fim
Espanha: Esperança é meu caminho, vitória é meu destino
Estados Unidos: Vida, Liberdade e a busca pela Vitória!
França: Todos juntos por um novo sonho em azul
Gana: A esperança da África
Grécia: A Grécia está em todos os lugares!
Holanda: Não tema os cinco grandes, tema os 11 laranjas
Honduras: Um país, uma paixão, 5 estrelas no coração!
Inglaterra: Jogando com orgulho e glória
Itália: O nosso azul no céu africano!
Japão: O espírito Samurai nunca morre! Vitória para o Japão!
México: É hora de um novo campeão!
Nigéria: Super Águias e supertorcedores, estamos unidos
Nova Zelândia: Chutando ao estilo Kiwi
Paraguai: O leão Guarani ruge na África do Sul
Portugal: Um sonho, uma ambição… Portugal campeão!
Sérvia: Joguem com o coração, liderem com um sorriso!
Suíça: Vamos, Suíça!
Uruguai: O sol brilha sobre nós! Vamos, Uruguai!

Inovação Aberta – A Nova Fronteira da Criação de Valor nas Indústrias

Uma provocação sobre inovação, tecnologia e futuro. Apresenta uma reflexão de sociedade e mercado em tempos de web 3.0, onde qualquer um pode inovar.

Explica porque iniciativas em e-commerce não param de crescer e conquistar a confiança dos consumidores virtuais. E que os consumidores da Geração Y devem continuar a conduzir o crescimento tanto da web, quanto dos canais móveis.

Mais que isso, sugere que empresas já estabelecidas e as nascentes terão de estreitar a relação com o consumidor para entendê-lo melhor e deixá-lo colaborar com a construção de novos produtos e serviços. Isso cria um novo modelo de produção, que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas e criar conteúdo ou desenvolver novas tecnologias, fenômeno mundialmente conhecido como crowdsorcing.

Foto de Coimbatore Krishnarao Prahalad Padma Bushan

O argumento final amplia a visão de negócios além de mercados já saturados, fazendo-nos pensar sobre como fazer negócios com 4 bilhões de pessoas pobres do mundo, que representam 2/3 da população mundial, com receita abaixo de US$ 1500/ano.

Festival de Cultura e de Inovação

O 14° Cultura Inglesa Festival que começou nesta semana, trás atrações de diversas áreas artísticas, agitando o circuito cultural da cidade de São Paulo. O ingresso para o festival é um livro novo ou usado, que serão doados para escolas públicas e centros comunitários da cidade de São Paulo.

“Triunfo das cores, do amor e da música sobre os maldosos azuis”… Inspirado em Yellow Submarine, dos Beatles, é fascinante.

Carlos Nunes, artista do Ateliê Fidalga tem um trabalho de pura criatividade, linguagem apurada e execução que faz o complexo parecer mais simples, do que de fato ela é.

Uma história é contada através de uma série de desenhos construídos e determinados por mecanismos que articulam som, luz e cor, seja pela duração ou ritmo de uma música ou, até mesmo, por algum dispositivo eletromecânico como um gravador ou toca discos.”

Se puder, visite também Estudos de Figuras Humanas – Tributo a Francis Bacon

Para saber mais: http://www.culturainglesasp.com.br

Como a Internet Móvel Interfere nas Mídias Sociais?

O crescimento da internet via mobile era previsível, mesmo assim os números são incríveis!

De Janeiro de 2009 para Janeiro de 2010 o número de acessos por smartphones cresceu mais de 10% e o número de acessos ao facebook mobile aumentou mais de duas vezes.

O acesso a rede mobile tem sido predominantemente para postar ou comentar nas redes sociais ou em blogs, se tornando mais sociável do que usuários da internet fixa.

A pergunta que se pode fazer é: que significado tem para nossa vida saber tudo e ver tudo?
Por um lado, a comunicação instantânea tornam velhas as notícias da manha, uma vez que, são debatidas, comentadas, desdobradas, ampliadas, enfim, enriquecidas por outros textos, que podem ser lidos em qualquer idioma,  sons, gráficos, fotografias, vídeos e, quem sabe, em breve, aromas.

Por outro, perde-se o rigor da pesquisa, da fonte qualificada, o que nos faz mergulhar num oceano de “achismos” e opiniões leigas e pouco elaboradas.

Mas há um fato extraordinário nisso tudo que é a liberdade de acesso ao conhecimento, cientifico ou popular, na palma da mão, aqui e agora, para o bem ou para o mal, para os crentes ou para os descrentes. A liberdade cresce e a censura emudece, o acesso à internet traz um novo sentido da vida em comunidade global e, ao mesmo tempo, é impotente na inclusão de indivíduos condenados a estar de fora da rede, estes talvez serão os novos analfabetos funcionais , ampliando a defazagem tecnológica e as possibilidades de conhecimentos, de relacionamentos  como processos globais , com efeitos que influenciam os atos da nossa própria existência.


Lembrando John Cage, “eu não posso entender por que as pessoas ficam assustadas com as novas ideias, eu fico com medo das velhas”.

Por dentro da IDEO

Grande influência da cultura de inovação da Apple, com convivência entre laboratório e escritório, funcionários de idades variadas trabalhando em um ambiente de ‘fertilização cruzada’

Quem mais seria ?

IDEO !!

Crie o seu Próprio Radar de Tendências

Para quem gosta de listas de tendências vai se fartar com essa criada pela JWT intelligence. O relatório“100 things to watch in 2010″ (100 coisas para se ver em 2010) traz um apanhado de diversos assuntos, que devemos  ficar atentos neste ano:

Todas estas macrotendências, e outras mais, que nos cercam e às nossas organizações, nos fazem pensar e, algumas delas, mais que outras, pode ter um maior impacto (positivo ou negativo) sobre nossas vidas, dentro e fora das organizações. Podemos ser surpreendidos por outras mudanças que não estão entre as listadas no estudo da JWT.

O que é importante é que você se atente à elas e, se puder, crie um debate contínuo com suas equipes, para chegar, por consenso é sempre mais rico, sobre as mais importantes que poderão afetar os seus negócios.

Fonte: JWT Intelligence

Sample Lab, uma loja onde tudo é grátis

Comentado por Moysés Simantob

Inovação, como a da Sample Lab, em um novo modelo de negócio comercialmente bem sucedido traz pra mim sempre a mesma reação: por que não pensamos nisso antes ?! Se acreditarmos no poder da inovação pra mudar velhos conceitos, talvez, um dia, a gente não se surpreenda mais com a velocidade das mudanças… é imaginação pra inovar e excelência pra executar!! Show!!

Na Sample Lab, loja que nasceu em Harajuku, um bairro de Tóquio repleto de adolescentes, os clientes podem testar diversos produtos e ganhar até cinco itens grátis a cada visita – de tudo, desde velas, macarrão e creme para o rosto a um ocasional jogo de videogame no valor de U$50.

A loja de “amostras” onde tudo é grátis atrai 700 visitantes por dia. Como a Sample Lab pode deixar de cobrar por qualquer item em estoque?

A loja tem como público-alvo os Trysumers, expressão que resulta da combinação de Try (experimentar, em inglês) e consumers (consumidores), pessoas que, antes de comprar, desejam testar e experimentar o produto; se aproveitando do Tryvertising (Try + Advertising), a disseminação de informações sobre novos produtos por quem já os usou.

Ao contrário do que era de se esperar, a Sample Lab tem uma alta receita mensal, composta por:

  1. Cobrança pela entrada. A entrada na loja só é permitida para “membros”, que pagam $13 em taxas de inscrição e anuidades. Com 47 mil membros, o Sample Lab está tão na moda que os adolescentes precisam fazer reserva com uma semana de antecedência.
  2. Cobrança de uma taxa de “aluguel” de espaço na prateleira. Em virtude da popularidade da loja, as empresas dão ao Sample Lab produtos de graça e chegam a pagar U$ 2.000 para estocar um item durante duas semanas.
  3. Cobrança pelo feedback. Ao oferecer produtos grátis, o Sample Lab transforma a maioria de seus membros em um grupo de foco. Os adolescentes preenchem levantamentos específicos a um produto no papel, online ou através do celular. As empresas pagam U$4.000 pelos dados.

Um modelo realmente inovador de modelo de negócios. Com o grande sucesso que obteve, a Sample Lab abriu uma rede de franquias disponível para diversos países ao redor do mundo.

Fonte: Grátis, o futuro dos preços

A matéria acima foi retirada do site: http://www.inovatividade.com

Curso de Design Thinking [Impressões + Experiências]

Depoimentos dos Participantes do Curso de Design Thinking, realizado em Dezembro/2009.

Novas Tecnologias e Redes Sociais: Oportunidade para Inovação e Inclusão

As vendas on-line atingiram R$ 4,8 bilhões no primeiro semestre de 2009, um aumento de 27% em relação a 2008, e espera-se que, ao final deste mês de dezembro, esse total chegue a R$ 10,5 bilhões. Esses números mostram que o e-commerce não para de crescer e conquistar a confiança dos consumidores virtuais.

Essas vendas são impulsionadas principalmente pela chamada “geração Y”, formada por jovens entre 20 e 30 anos, que cresceram navegando na internet e familiarizados com diversas tecnologias. Vivem conectados e são aptos a utilizar várias plataformas. Mas são consumidores conservadores: usam o cartão de crédito com parcimônia e geralmente fazem compras de valores baixos. Essa geração é, sobretudo, a primeira a incorporar as redes sociais como forma de interação e contato.

Essas redes sociais, que já fazem parte da rotina de 45% das pessoas, são utilizadas por 72% dos que têm entre 18 e 24 anos. Para a geração posterior que está chegando, esse peso tende a ser ainda maior. Entre os brasileiros de 10 a 17 anos, 29% preferem falar com amigos, família ou colegas por meio da internet do que pessoalmente. Para todas essas pessoas, sempre ávidas pelo novo, as novidades estão no Twitter, YouTube, Facebook, MySpace, entre outras redes sociais, através das quais se comunicam e se informam.

Muitas empresas já descobriram este filão e utilizam a interatividade em seus websites para se comunicar com os consumidores. O My Starbucks Ideas é um projeto interativo da Starbucks que pede a ajuda dos clientes para definir o futuro da empresa. Através do site, qualquer um pode sugerir ideias, votar nas melhores e discutir com outros consumidores as melhores propostas. As ideias são organizadas em categorias, ranqueadas através de votação popular e acumulam pontos. A empresa colocou uma equipe, que inclui o vice-presidente de marketing, para se dedicar a análise das ideias, comentar e responder individualmente cada proposta no blog do projeto.

Mas outras empresas foram além no uso da tecnologia. A padaria britânica AlbionCafé começou a usar um aparelho conhecido como Baker Tweet, que avisa em tempo real – e pelo Twitter – assim que sai um pão ou um bolo, na hora. Já o tênis com Nike Plus registra dados sobre a corrida no Ipod e, ao descarregá-los no site, o usuário acompanha e compara seu desempenho. Essa cultura de convergência está influenciando também o que lemos e assistimos na TV. A série Lost, por exemplo, se desdobrou em livros, revistas, jogos para internet, videogames como PlayStation 3 e episódios extras só para celular. No site do programa, é possível ouvir podcast com elenco e ler a biografia de cada personagem. Os internautas também dão palpites sobre a história e estão ajudando os autores a encontrar uma saída para um final convincente para o complicado enredo da série.

Nanopagamento

O uso das novas tecnologias e das redes sociais pode ser uma oportunidade também para negócios na base da pirâmide. Para C.K. Prahalad e Stuart L. Hart – que, em 2002, escreveram o histórico artigo Fortuna na Base da Pirâmide -, os pobres representam uma nova oportunidade de serviços e, para fazer negócios com esses 4 bilhões de pessoas do mundo (que representam dois terços da população mundial, com receita abaixo de US$ 1.500 ao ano), serão necessárias inovações radicais em tecnologia e no modelo de negócios das empresas.

Inspiradas nas ideias do economista de Bangladesh Muhammad Yunus, criador do microcrédito, uma dessas inovações é a empresa social: aquela que obtém rendimentos com seus produtos e serviços, mas não paga dividendos aos acionistas e não visa o maior lucro possível, como fazem as empresas. Dedica-se à criação de produtos e serviços que beneficiem a população, combatendo problemas sociais como a pobreza e a poluição ou melhorando o sistema de saúde e a educação.

Outra frente de oportunidades (que também pode ser complementar às empresas sociais) são os micro ou nanopagamentos, que significam cobrar muito barato, mas de muita gente, como por exemplo cobrar R$ 0,10 por um serviço ou bem na web. Uma pesquisa do Ibope mostrou que o total de brasileiros com mais de 16 anos com acesso à internet em qualquer ambiente (casa, trabalho, escolas, universidades e outros locais) era de 62,3 milhões em 2008, o que mostra o potencial desse mercado, que avança em todas as classes sociais.

Na Ásia, os nanopagamentos vêm gerando grandes lucros em redes sociais há anos. A chinesa Tencent amealhou, em 2007, uma receita de US$ 523 milhões (quatro vezes a mais que o Facebook), num país em que o salário médio é muito menor do que nos EUA. Na China, as crianças podem adicionar créditos em suas contas do Tencent via celular ou comprando em lojas reais. Sistemas similares existem para usuários do japonês Mixi e do coreano Cyworld.

Para que esse modelo de sucesso seja repetido nas redes sociais, é necessário um meio de pagamento eletrônico estável, confiável e fácil de usar. E parece que um sistema assim não está longe. Segundo o Nieman Journalism Lab (www.niemanlab.org), projeto e blog da Universidade de Harvard, a Google está desenvolvendo uma nova plataforma própria de transação de pequenos valores monetários, que estará disponível no próximo ano. O sistema deverá ser uma extensão do Google Checkout para o futuro. A ideia é viabilizar pagamentos de centavos até vários dólares ao agregar compras entre e comerciantes.

Moysés Simantob e Maura Campanili

Economia solidária e inovação são caminhos para o Brasil, diz Sachs

O planejamento de longo prazo, focado em três grandes desafios – consolidação e expansão dos serviços sociais, ampliação da economia solidária e transição para uma economia de baixo carbono – é o grande desafio para o Brasil nesta época pós-crise, na visão do economista e sociólogo Ignacy Sachs. Como superar esses desafios foi o tema da conferência que proferiu no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), dia 25 de novembro.

Segundo o professor emérito da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, França, os serviços sociais que precisam ser desenvolvidos no País incluem, além de educação, saúde e saneamento, os serviços ambientais e a habitação popular, já que o déficit brasileiro nesse setor é da ordem de 8 milhões de moradias. Em relação à economia solidária, Sachs afirma que devem ser incentivadas associações onde o excedente é apropriado por decisões coletivas, como as cooperativas, associações e a sociedade organizada. “O Brasil já tem um mecanismo para isso que são as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips)”, disse.

Em relação à transição para uma economia de baixo carbono, o economista acredita que o Brasil tem uma situação privilegiada, por ter uma matriz energética melhor do que a maior parte do mundo. “O País conta com hidrelétricas, lidera a produção de etanol de cana e tem condições de consertar seu projeto de biodiesel. Além disso, tem tudo para deixar de desmatar as matas nativas e produzir muitas árvores para todo tipo de uso, inclusive o energético”, avalia.

O maior cuidado a ser tomado, na opinião de Sachs, é em relação à competição entre segurança alimentar e segurança energética. Como saída, defende a implantação de sistemas integrados de aproveitamento da biomassa, para alimento e energia, adaptados aos diferentes biomas. Como exemplo, cita a integração entre pecuária e oleaginosas, estas últimas voltadas tanto para a produção de energia como para a alimentação do gado.

Os sistemas integrados serão ainda mais produtivos na medida em que se desenvolvam a segunda geração de bioenergia, baseada no etanol de celulose, no qual todos os resíduos da produção florestal podem ser aproveitados, e a terceira geração, baseada em algas e microalgas. Com um grande litoral, lagoas, lagos de hidrelétricas, a Amazônia e o Pantanal, o País tem tudo para desenvolver projetos que envolvam piscicultura e produção de algas e microalgas.

Segundo Sachs, porém, o país precisa ir além, investindo em tecnologia e inovação para o aproveitamento múltiplo das biomassas, para alimento, adubo, ração animal, material de construção, fármacos e bioprodutos em geral. “É preciso investir no trinômio biodiversidade, biomassa e biotecnologia, esta última voltada para aumentar a produção e identificar novos produtos. Este é um modelo muito menos dependente da energia fóssil”, avalia.

Saiba mais: www.ipam.org.br/revista

Maura Campanili

Por que temos medo da inovação?

Nem a invenção da imprensa, por Gutemberg, mudou tanto o livro quanto promete o e-reader, aparelho para ler livros no formato digital. Desta vez, a inovação não é apenas uma questão de escala e acessibilidade (coisa que a tipografia já fez, deixando “desempregados” muitos monges copiadores naquele finalzinho da Idade Média). Esse novo livro (ou seriam livros?) tira de cena o papel! E, parece claro que, apesar da onda nostálgica que toda inovação traz, todo mundo logo vai se adaptar. OK, há até hoje quem não abra mão da máquina de escrever ou só pague contas na agência bancária, mas são espécies em extinção e não há Ibama que resolva.

Problemas como maleabilidade, peso, possibilidade de voltar facilmente as páginas, fazer anotações, já estão sendo resolvidas. Há, no entanto, outros tipos de relações mantidas com os livros que ainda carecem de solução (não estamos dizendo que elas não virão, apenas que ainda não as temos): livros também são feitos para amar e colecionar – o que fazer com as estantes empoeiradas que atravancam espaço, mas que são motivos de orgulho para quem as cultiva? Como encontrar um livro, do qual não sabemos nem o nome nem o autor, mas guardamos a lembrança de forma, tamanho e cor? E como ficarão dos “ratos” de livraria? Aquelas pessoas que passam horas se deliciando com quilômetros de estantes ou pilhas intermináveis em sebos abarrotados?

Ambientalmente correto, em época de crise climática, essa máquina de ler pode facilitar a vida de quem estuda e precisa lidar com uma infinidade de títulos – com os quais nem sempre tem afinidade e, portanto, por que iria querer guardás-lo? -, os quais precisa encontrar e ler em prazos reduzidos. Muitos falam nos perigos da pirataria eletrônica, mas, convenhamos, quem já viu um xérox sabe que essa não é exatamente uma novidade na área editorial.

Kindle da Amazon é capaz de armazenar 1.500 arquivos digitalizados e pesa somente 290g.

Por outro lado, tudo o que depende de energia dá uma certa insegurança. Livros podem ser queimados, molhados, rasgados, mas com um pouco de cuidado, podem sobreviver por milênios. Já uma bateria fraca pode interromper o deleite de saber o final de um romance eletrizante que se está lendo na beira do mar. Ou acabar com uma das únicas alternativas que temos em um dia de chuva quando acaba a luz.

Artigo do colunista Luís Antônio Giron, no site da Época, no último dia 12 de outubro, “O kindle e a fome de ler – Como o e-reader tira a iniciativa do leitor e o transforma em mascote virtual”, destrincha muitos desses prós e contras e os comentários que gerou trazem todos os questionamentos comuns ao novo. Suas conseqüências reais, porém, só o tempo dirá: o rádio sobreviveu muitíssimo bem à TV, por outro lado, ninguém que tenha eletricidade à disposição prefere a luz de velas (a não ser que queira um ambiente romântico…). O futuro do livro impresso como o conhecemos hoje ainda está para ser escrito. Os únicos que, com certeza, perderão espaço são as traças e os cupins.

Maura Campanili e Moysés Simantob

Eco4Planet

Imagine que suas buscas na internet podem ajudar o planeta. No GoogleEco4Planet” a cada 50 mil buscas realizadas por meio da ferramenta, uma árvore é plantada. Na página principal é possível ver o número de acessos e quantas árvores já foram plantadas.

E tem mais, ao entrar no site, seu fundo da tela é preto, nem parece o Google, mas essa mudança visa economizar 20% da energia do monitor. Seu objetivo principal é diminuir a emissão de gás carbônico durante nossas atividades diárias.

Inteligência? O que temos feito dela nas empresas?

No evento realizado na FIESP onde participei como painelista do 3º Seminário Internacional de inteligência Estratégica, o foco do debate foi a “Inteligência Estratégica como ferramenta de gestão do século XXI”.

Quero começar dizendo que entendo inteligência como “uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender idéias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência” (Wikipédia). Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Ao contrário disso, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta – segundo a “Mainstream Science on Intelligence”, seria algo como ‘pegar no ar’, ‘pegar’ ou ‘perceber’” o sentido das coisas.

Também me chama atenção os estudos recentes do professor Daniel Goleman e Howard Gardner que discriminam as inteligências em

O que nos chama a atenção é a predominância da Linguística.

Gosto também de pensar na obra de Edgar Morin, que nos fez ver a diferença entre uma cabeça bem cheia de uma cabeça bem–feita.

Mas, confesso que atualmente o saber organizacional mais se parece com que o antropólogo inglês Peter Burke, que define a administração moderna sendo algo mais próximo de uns conjuntos de atos de pragmatismos, que dentro do campo da ciência, tecnologia, inovação e arte.

O que pra mim faz todo o sentido…

Ainda dentro do contexto do que chamamos de inteligência estratégica, prefiro pensar em termos de criação coletiva de inteligência.

O seu uso me parece bem interessante, em particular, sob a ótica da Inovação Aberta e dos processos de crowdsourcing, esse modelo de produção que utiliza a inteligência, os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo ou desenvolver novas tecnologias (segundo a Wikipédia, a enciclopédia livre.).

Agora, segundo a Professora Marie Reine Boudarel, pensar em inteligência estratégica consiste ainda em integrar fatores como a intensidade da competição, a competição internacional, a necessidade de criação de valor sustentável, ser capaz de mobilizar recursos técnicos, mobilizar conhecimento, mudanças no panorama econômico e os novos níveis de eficiência e produtividade das empresas,  que exigem soluções criativas.

Nesse sentido, quero lembrar que as empresas que desenvolvem uma prática sistemática de Inteligência de mercado têm cada vez mais se apoiaram em Dinâmica de Sistemas no Brasil, mediante a Sociedade Brasileira de Dinâmica de Sistemas - SBDS – uma associação de direito privado sem fins lucrativos, de caráter científico, cultural e multidisciplinar. Com sede aqui na cidade de São Paulo, e que congrega os profissionais das mais variadas áreas para auxiliar no planejamento e gestão na condução de negócios; no estudo e na definição de políticas corporativas e governamentais; no ensino de ciências de escolas de nível fundamental, médio e superior; e em muitas outras áreas de aplicação.


Dinâmica de Sistemas
pode ser entendida, então, como uma linguagem (computacional) para descrever o comportamento de complexos sistemas ao longo do tempo.

Com a ampla difusão dos ambientes computacionais gráficos, popularizou-se desde o início da década de 90, e o uso de softwares e serviços web de Dinâmica de Sistemas. Permitindo a construção e simulação de modelos de diversos tipos de sistemas: corporativos, econômicos, ambientais, físicos, químicos, biológicos, cadeias produtivas, etc.

Lançada com a publicação do livro Industrial Dynamics (Dinâmica Industrial) em 1961, com a autoria de Jay Wright Forrester, seu uso ainda hoje é pouco conhecido.

E para terminar, será preciso falar dos Living labs e das redes sociais corporativas que representam hoje a socialização do k;

Sobre os Living Labs, são ambientes para inovação aberta  em situações da vida real, onde a inovação é orientada para o utilizador que está dentro do processo de co-criação de novos serviços,  produtos e infra-estruturas sociais em um contexto regional. Catalisar a sinergia das PME Redes Colaborativas e Comunidades Virtuais que podem ser Públicas, Privadas e de Parcerias é o seu maior desafio.

Nos últimos anos os Living Labs tornaram-se um poderoso instrumento para a efetiva participação do  usuário em todas as fases da investigação, desenvolvimento e processo de inovação, contribuindo assim para a competitividade e crescimento de novos negócios, sobretudo, com empresas como Nokia, IBM e Ericsson entre outras tantas.

Desenvolvido pelo Professor William Mitchell, MIT, Boston, MediaLab, and School of Architecture and City Planning. Living Labs é uma metodologia de investigação para detectar, protótipar, validar e refinar soluções complexas em contextos múltiplos e envolventes da vida real

Na Europa tem sido mencionada em quatro contextos:

1. Trazer à vida tecnologia desenvolvida em laboratório e que se aplica em ambientes urbanos, seguindo uma abordagem user centric;

2. Desenvolver serviços de mobilidade para os cidadãos em comunidades próximas de tecnologias de mercado. Foco nos processos centrados no utilizador, nas atividades de co-design e co-criação, nas parcerias público-privadas, e na interação entre produtores e utilizadores;

3. Virtualizar um Living Lab como um contexto sensitivo de metodologia de I&D para multi-site e ambiente multi-stakeholder, para efeitos de criação de novos ambientes de trabalho orientados para perspectivas pan-europeias;

4. Desenvolver iniciativas industriais para validar novos serviços de mobilidade, num modelo centrado no utilizador real (Living Lab Finland Research Community e Public Projects of Dimes)

Como tem dito Gil Giardelli, CEO da Permission “As companhias terão de estreitar a relação com o consumidor, não para controlá-lo, mas para entendê-lo melhor e deixá-lo colaborar com a construção dos produtos.”,

Em suma, inteligência estratégica pra mim é soma de liberdade, conectividade e sustentabilidade, e esta última principalmente porque para que tenhamos um futuro comum as organizações terão que ser além de inovadoras, também sustentáveis, como disse Maurice Strong, (que esteve no topo da organização da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992) “Será preciso que a empresa contribua para alcançar um desenvolvimento socialmente includente, tecnologicamente prudente e economicamente eficiente”.

Eis ai um olhar curioso e provocativo sobre o futuro de ambientes organizacionais e um conjunto de previsões arriscadas sobre o que está para acontecer com a fusão das tecnologias, infra-estruturas e a conseqüente transformação das comunicações nas próximas décadas.

Uma Nova Proposta de Valor é o Desafio da Empresa Inovadora Sustentável

A velocidade das mudanças climáticas, sociais e tecnológicas tem sido tão vertiginosa que está tornando obsoletas as organizações que não se adequam às novas necessidades. Essa realidade força os administradores a aprender mais rápido, o que exige métodos que permitam representar e avaliar a complexidade cada vez maior do ambiente que os cerca.

Como disse o futurista Peter Schwartz, “os indivíduos e as organizações têm pouco controle sobre as forças ambientais que causam mudanças nas sociedades e nas organizações. Porém, os estrategistas podem descrever uma situação estratégica usando seu conhecimento sobre a natureza e a estrutura do negócio, bem como usando seu conhecimento das metas de longo prazo da empresa e do ambiente no qual ela está imersa”.

Nesse contexto, sobra pouco espaço para organizações departamentalizadas, desenhadas como se fossem máquinas, com processos rigidamente mecânicos e que funcionavam bem para um momento, um mercado e uma expectativa da sociedade que não existem mais.

Conectividade entre ambientes

Atualmente, os negócios exigem a construção de cenários que incluem muito mais conectividade entre o ambiente global (economia, tecnologia, cultura), ambiente de mercado

(consumidores, competidores, fornecedores) e ambiente da empresa (produção, distribuição e comunicação). Somente quem

dominar esses três ambientes entenderá porque, para 87% dos executivos de 133 empresas em 29 países, as mudanças climáticas representam o maior desafio para os negócios nos próximos cinco anos. Ou ainda, como, de 10 mil consumidores ouvidos em 22 países, cerca de 95% alegam disposição para pagar mais por um produto verde, comprovadamente sustentável, mas apenas 12% havia feito isso nos últimos 12 meses anteriores, por falta de oferta de produtos sustentáveis.

Ler esses cenários é fundamental, mas o que cria as condições para uma organização inovadora sustentável é entender a linguagem do novo consumidor. Segundo Jeffrey Immelt, CEO da GE, “quando a sociedade muda de opinião, é melhor estar na vanguarda que na retaguarda”. A criação do valor sustentável, como defende o professor da Universidade Cornell Stuart Hart – especialista em estratégias empresarias para as populações de baixa renda e autor de Capitalismo na Encruzilhada -, segue um modelo onde o planejamento se baseia em considerar sempre cenários presente e futuro nos aspectos interno e externo à empresa.

Questionamentos de resultados

Na prática, significa, por exemplo, tratar a prevenção da poluição com as seguinte perguntas: Onde se localizam os desperdícios e emissões da organização? Podemos baixar custos e riscos através da eliminação de desperdícios? Vencer esses desafios é caminhar para o uso de tecnologias limpas. No plano externo, o questionamento deve levar em conta questões como as implicações para o desenvolvimento de produtos se for assumida a responsabilidade pelo ciclo total de vida dos produtos ou se é possível reforçar a legitimidade e a reputação da organização através do engajamento de mais stakeholders (ou novos grupos de fornecedores, consumidores etc.).

O resultado de um processo como esse é minimizar o processo de resíduos e melhorar a produtividade dos recursos, desenvolvendo novas competências, que levam a saltos inovadores e à descoberta de necessidades não satisfeitas, que podem ser oferecidas pela organização. Por outro lado, se consegue um menor impacto no ciclo de vida do produto e eleva-se a transparência da organização.

Esse caminho não é fácil e óbvio, mas já há iniciativas em todos os setores e tamanhos de empresas. Mesmo que os resultados não apareçam de repente e em todas as áreas simultaneamente, as metas precisam ser encaradas em conjunto e com planejamento de longo prazo.

Maura Campanili e Moysés Simantob

Mangai um Show de Empreendedorismo

Mangai é um restaurante com três unidades na capital paraibana, em Natal e em Brasília.

O espaço é um grande salão que reproduz uma casa típica do interior nordestino, com móveis de madeira rústica, cachos de banana pendurados na parede e com todos os seus funcionários vestidos de Maria Bonita e Lampião.

Seu diferencial não está somente na decoração, mas também no atendimento, os garçons são sempre simpáticos, eficientes e espontâneos, como todos os paraibanos. Para chamá-los levante o chocalho.

O Mangai tornou-se ponto obrigatório para os turistas. Pela diferenciação do atendimento, variedade dos pratos de comidas típicas.

E o que tudo isso tem haver com inovação?

Inovador no modelo de negócio, criativo, dinâmico, experiencial, fazendo seus clientes se sentirem bem.

Sua variedade culinária nos leva a uma experiência gastronômica.

Uma operação Just in time (tudo que se produz se consome no dia, sem sobra) e quando a bandeja com os alimentos que fica mergulha na água, que eles chamam de Titanic, termina alguém grita para a cozinha o pedido da comida e sua quantidade equivalente ao número de pessoas que ainda estão na fila, ou seja, uma produção por demanda.

ISSO É QUE É INOVAÇÃO DE RAIZ NA CULTURA BRASILEIRA!

Visa Innovation Day

No dia 25 de agosto em São Paulo, ocorreu o o VISA Innovation Day com a finalidade de apresentar soluções inovadoras relacionadas a produtos, canais e segurança da informação na indústria financeira.

Prof. Moysés abordou o tema: “INOVAÇÃO EM AÇÃO: guiando a inovação dentro das organizações”, onde enfatizou a importância da organização inovadora atuar dentro de um hub de inovação, criando e explorando oportunidades nas redes sociais que mais crescem na web.

Sua palestra trouxe casos recentes e exclusivos para o público de executivos brasileiros e latino americanos. Enfatizou a necessidade de um planejamento dirigido por cenários, um processo que envolve um conjunto de técnicas, que permitem aos gestores, testar a sensibilidade de seus planos a luz dos eventos externos e das ações internas, apresentando os futuros possíveis e os riscos associados à eles.

Leia mais sobre o evento nestes sites: Info Money, Computer World, eComm

Brasil nem X, nem Y – Geração XY

Em nosso País é possível criar o seu próprio modelo, chamado pela especialista de Geração XY. Leia mais sobre o assunto.
A chegada da geração Y ao mundo corporativo americano já suscitou centenas de análises no Brasil sobre os melhores métodos para atrair e reter os talentos dessa safra. Não abriu, contudo, espaço para uma questão essencial e anterior: temos no País realmente contingente significativo de profissionais da geração Y, da mesma maneira característica que há nos EUA? A resposta é não.
Jovens entre 20 e 30 anos com grande potencial de liderança, os Y são ambiciosos, buscam dedicar-se a projetos que representem suas causas, reconhecimento e evolução rápida na carreira. Ao mesmo tempo, não lidam bem com restrições e se pautam pelo imediatismo: sem resultados palpáveis para seus projetos, tendem a dispersar.

As características têm fundamento na própria formação dos indivíduos Y. Eles contam com um perfil diferenciado frente à média: têm fluência em diversos idiomas, foram educados para desenvolver espírito empreendedor, contam com boa formação escolar e contabilizam períodos de vivência no exterior. São muitos. Nos EUA e em algumas regiões do Brasil.

Sua abrangência no País, porém, é menor do que a série de avaliações sobre a geração Y permite supor. Basta olharmos para as diversas regiões do Brasil que, mergulhadas recentemente num cenário de estabilidade e desenvolvimento, começaram a produzir agora os primeiros representantes de uma geração anterior, a X.

Marcada por profissionais extremamente pragmáticos, a safra dos X reúne executivos cujas ações são orientadas pelo senso de oportunidade. São ágeis no aprendizado e bons empregados, daquele tipo que, em alguns segmentos, merecem o chamamento de “pé de bois”. Não é à toa. Eles têm como foco construir uma carreira sólida – muitas vezes, o que acontecerá numa só empresa que lhes dará diversas oportunidades – por meio da qual possam ascender socialmente e conquistar bens e posição econômica que seus pais nunca atingiram.

Para isso, dedicam-se ao trabalho e ao crescimento econômico, acumulam riquezas, planejam suas previdências – em grande parte por temer que seu futuro fique à mercê de incertezas econômicas que abalaram a vida daqueles que foram seus exemplos.

Foi em meio à dedicação ao trabalho e ao crescimento econômico dos profissionais da geração X que nasceram os jovens que hoje formam a safra dos Y. Eles são, em muitos casos, os filhos que assistiram aos pais trabalharem demais, sofrer com estresse, dedicar pouco tempo a temas não-corporativos e acumular riquezas para financiar a estabilidade e a elevada qualidade de educação dos herdeiros.

Em resumo, é possível dizer que boa parte da relação dos X com trabalho e dinheiro é o que molda hoje a postura dos Y frente à carreira, assim como o desejo deles por algo atrelado a valores, crenças e mais qualidade de vida.

O que observamos cada vez mais em nossos jovens talentos é que eles se apropriam do que realmente faz sentido para sua trajetória profissional. Se antes os modelos, adequados ou inadequados, e os modismos, adaptados ou não adaptados, ditavam o comportamento de muitos destes jovens, hoje eles olham para seus interesses e características e, cada vez mais cedo, buscam alinhar suas expectativas pessoas às profissionais. Isso é um sinal de maturidade, uma vez que, muitos profissionais só se dão conta que podem fazer escolhas em uma fase bem posterior de vida e carreira.

Há muitos e muitos casos de homens e mulheres no Brasil que, parte da geração X, criaram empreendimentos únicos ou apoiaram suas empresas, como executivos, a trilhar o caminho do crescimento. É um erro, porém, considerar que agora a principal fonte de novos executivos para a estrutura corporativa brasileira serão seus filhos, os jovens e tecnológicos Y. Eles ainda são poucos quando se consideram toda a população e o potencial brasileiro.

É aí que reside a sabedoria de algumas empresas que, de nacionais transformaram-se em globais: ao perceber que, como um País recém inserido no quadro de maior desenvolvimento, o Brasil é uma fonte maior de profissionais da geração X, elas pautaram seu crescimento em estratégias que gerem oportunidades para estes profissionais.

São companhias que oferecem aos seus funcionários desafios locais e internacionais, sabendo o que é mais importante a este publico e sem renegar os jovens Y com o qual eventualmente contam. Enfim, são as empresas que estão formatando um modelo de gestão baseado na população brasileira e em suas características específicas. É a sabedoria de saber que o País não replica o modelo das gerações americano, mas pode criar o seu próprio. Sem X ou Y. Somos X e Y.

Por Fátima Rosseto (Leadership Development Director da DBM Brasil, consultoria especializada em gestão do capital humano em momentos de transição)
HSM Online

Microsoft está de Olho no Brasil

O novo site de busca da Microsoft, o Bing, foi lançado dia 1º de maio deste ano. O buscador traz algumas novidades que não serão notadas na versão brasileira, que, por sua vez, mais parece uma versão melhorada do Live Search, antiga ferramenta de busca da empresa.

Entretanto, a Microsoft está de olho no Brasil com buscador Bing.

“O Brasil é prioritário para a Microsoft e, por isso, acredito que estamos perto do lançamento do buscador por aqui”, diz Carolina Aranha, gerente geral da divisão on-line da Microsoft no país.

Os diferenciais do Bing em relação ao Google são apenas 3: Programas de viagens, Restaurantes e Compras.

Para quem não conhece, vale a pena dar uma conferida, nestas inovações.

A formação dos profissionais de inovação é tema no Open Innovation Seminar

“A importância na formação dos profissionais de inovação está na possibilidade do talento brasileiro em atuar em distintas dimensões, para criar novas oportunidades de negócios com o  estrondoso sucesso das novas tecnologias e redes sociais (orkut, facebook, twitter) por aqui existentes, em descobrir novos modelos de negócios colaborativos, que constroem novas riquezas e, sobretudo, na transformação do conhecimento acadêmico em novos produtos e serviços, incentivados pela crescente indústria de  private equity e pelo fomento governamental com incentivo de financiamento (capital de risco e crédito), subvenção e incentivos fiscais.

Em poucas palavras: talentos qualificados, integrados com universidades e empresas, incentivados pelo intraempreendedorismo e por políticas públicas consistentes, formam algumas das condições necessárias para uma maior competitividade das empresas brasileiras e, em conseqüência, um maior desenvolvimento do país no cenário internacional.”

Twitter Já !

Ao se utilizar pela primeira vez o Twitter, a impressão que se tem é  de ser mais um site de rede social. Mas algumas empresas e usuários têm provado o contrário disto, tornando o site uma ferramenta de discussão, debates, novidades mais rápidas que a mídia comum, e aproximando  as empresas de seus clientes.

A consultoria britânica Brand Republic fez um levantamento das marcas mais comentadas no site.

O Twarketing mostra algumas das empresas que apostam no poder do Twitter,  como  os exemplos abaixo:

Kodak

Utiliza o twitter para promover o blog da marca, abrindo espaço para discussão com os seguidores.

Dell e Starbucks

Trazem as ultimas novidades e promoções da empresa em seu perfil.

Southwest e Whole Foods

Criam um vinculo com seus clientes através do site, com participação ativa nas discussões.

Você já Twitou hoje? Encontre-me lá! http://twitter.com/moyses_simantob

Fonte: Site Twarketing.com

Metodologia da Organização Inovadora da FGV Permitiu a Premiação das 25 Empresas mais Inovadoras do Brasil

por Moysés Simantob

Após 10 anos de pesquisas e estudos em organizações no Brasil, o Fórum de Inovação da Fundação Getulio Vargas consagra sua metodologia de diagnóstico de organização inovadora e cria um marco na mídia brasileira com a premiação das 25 empresas mais inovadoras do Brasil.

O prêmio reconhece iniciativas de estímulo à inovação, a construção do meio inovador interno no ambiente de trabalho, a proposição de novos modelos de negócios e a instalação de processos sistemáticos de inovação entre outros aspectos.

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INOVAÇÃO / EMPRESAS – 08/07/2009

Levantamento de Época NEGÓCIOS revela as 25 empresas mais inovadoras do Brasil

Por Época NEGÓCIOS Online

Quais as peculiaridades das empresas inovadoras? Como elas conseguem se reinventar constantemente? A primeira lista anual de Época NEGÓCIOS responde a essas perguntas e destaca as 25 companhias que mais inovam no Brasil. O levantamento, feito em conjunto com a FGV-Eaesp, e com apoio técnico da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e do Great Place To Work (GPTW), constitui uma radiografia dos processos de inovação e aborda aspectos tecnológicos, organizacionais e humanos.

Confira a seguir a cobertura completa do evento de entrega do prêmio As Empresas Mais Inovadoras do Brasil

Galerias de foto

> Clique aqui e veja as fotos de todos os premiados

> Empresários de todos os setores estiveram presentes

Vídeo

> Assista aos melhores momentos da premiação

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Encontro de Inovação Brasil e Suécia

Dia 2 de Junho ocorreu o “Encontro de Inovação Brasil-Suécia” reunindo governantes e empresários de ambos os países.

No período da manhã, Prof. Moysés Simantob apresentou um painel sobre “A Experiência do Fórum de Inovação no Brasil.”

Coordenador do Fórum de Inovação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Simantob afirmou que já está na hora de substituir o mito da criatividade do povo brasileiro por um “processo contínuo de transformar idéias em negócios”. “Se a inovação não estiver no DNA de uma empresa, o que ela poderá produzir [de inovador] em três, quatro, seis meses? Muita confusão” considerou.

O pesquisador fala em “corresponsabilidade no processo de tomada de decisão” como a postura adequada a empresas empreendedoras. Este processo de inovação como polissemia, ou seja uma palavra com diferentes significados e que precisa ser contextualizada. Segundo ele, envolve todos os funcionários de uma organização em um ambiente de contínua criação, seja de processos produtivos, produtos e ferramentas de gestão.

“Para ser inovadora, uma empresa precisa ter visão de longo prazo. Se ela determinar a métrica financeira como método para avaliar investimentos, não vai conseguir retorno. Para ter uma sistemática inovadora é preciso saber articular visão, habilidade, recursos e plano de ação, para gerar mudanças contínuas”, indicou Simantob.

Fonte: Agência Indusnet Fiesp, por Nivaldo Souza

Inovação para Casas Populares

por Milena Mogi

Depois da grande inovação, o carro mais barato do mundo (Nano), o grupo indiano Tata quer vender casas populares de até 43,2 metros quadrados, por preços de US$ 7,8 mil (R$ 16,1 mil) a US$ 13,4 mil (R$ 27,8 mil).

As casas serão feitas para a classe de menor renda, que não tem condições de comprar moradias decentes. Esta inovação acontecerá em Bhosair, na Índia.

“Nós nos demos conta de que existe uma oportunidade na base da pirâmide.”, disse Brotin Banerjee, CEO do braço imobiliário da Tata, à revista americana Time.

As casas serão simples, em dois modelos diferentes: um de tamanho menor, com um cômodo, cozinha e banheiro, e outro, um pouco maior, que terá um pequeno quarto a mais.

A pretensão é construir 4 mil casas na Índia, nos próximos 4 anos. Tata acredita na forte procura por essas residências, apesar da crise imobiliária.

Fonte: Revista Época Negócios do dia 08/05/2009.

Prêmio para Inovação na Escola

por Milena Mogi

Neste ano ocorre a 4ª edição do projeto Prêmio Microsoft Educadores Inovadores. Estão abertas as inscrições para projetos educacionais desenvolvidos por professores e gestores de educação do ensino público municipal ou estadual, ONG’s, fundações e escolas técnicas.

As categorias são: Inovação em Comunidade, Inovação em Colaboração, Inovação em Conteúdo, Educador Inovador – Escolas Técnicas.

Os educadores terão a oportunidade de divulgar seus projetos. Aqueles que apresentarem as melhores propostas serão premiados com um notebook, contendo o sistema operacional da Microsoft Windows Vista e o pacote de aplicativos Office 2007.

Para mais informações: http://www.educadoresinovadores.com.br/

Reciclando Ideias

Enviado por Moysés Simantob

 

 

 

Imagem da inovação como repentina e individual contrasta com a evolução dos saberes, que é gradual e coletiva.

PETER BURKE
 (historiador inglês, autor de “O Que é História Cultural?” (Ed. Zahar))

 

Abaixo está um breve resumo de uma matéria publicada pela Folha de S.Paulo no dia 24 de Maio

Muitas pessoas no mundo hoje, especialmente nos domínios dos negócios e da ciência, se dedicam à inovação. Pensam, lecionam e escrevem sobre as maneiras pelas quais se pode estimular, medir e gerir a inovação.

Como e por que a inovação acontece, perguntam.
Por que existem lugares e momentos históricos que parecem mais favoráveis do que outros à inovação?

Mas o que exatamente é inovação? Suspeito que a visão da era do romantismo sobre a inovação continue a prevalecer ainda hoje.

 

 

De acordo com ela, a inovação é trabalho de um gênio solitário, no entanto existe uma visão alternativa sobre a inovação, da qual eu por acaso compartilho.

De acordo com essa segunda visão, a inovação é gradual em lugar de súbita e coletiva em vez de individual.

 

 

Por isso, em lugar da metáfora da “onda cerebral”, talvez fosse mais esclarecedor usar como metáfora a reciclagem, o reaproveitamento ou o uso improvisado de materiais.

  A reciclagem intelectual é tão importante para a inovação quanto a reciclagem de objetos materiais é para nossa sobrevivência no planeta.

Tradução de Paulo Migliacci.

 

Flash Mobs: Marketing Inovador

por Milena Mogi

Dia 30 de abril na Trafalgar Square, centro de Londres, milhares de pessoas se aglomeraram para participar de um karaokê em massa.

O evento foi organizado por uma empresa de telecomunicações, com a intenção de filmar um comercial. Flash Mobs é o nome dado a essas convocações feitas pela internet para realizar performances artísticas.

Segundo a empresa T-Mobile o evento reuniu mais de 13 mil pessoas com 2 mil microfones espalhados na multidão.

‘Hey Jude’, dos Beatles, e ‘Baby One More Time’, de Britney Spears, foram algumas das músicas cantadas pela multidão.

Diálogo Wal-Mart para Sustentabilidade: Compromisso com a Amazônia

Dia 20 de maio, o grupo Wal-Mart Brasil abriu um diálogo com a intenção de levar as empresas a terem um compromisso com a Amazônia, visando ao reconhecimento de sua importância. O diálogo foi feito com a sociedade civil e os setores ambientais e sociais.

A real intenção do evento foi conscientizar sobre a comercialização dos produtos da Amazônia, com responsabilidade socioambiental. O Wal-Mart se reuniu com ONGs e empresas fornecedoras, para debater diversos assuntos, levando em consideração que o principal problema, segundo os representantes da sociedade civil, está relacionado à cadeia produtiva da carne, que é a maior causa do desmatamento.

A Geografia Influencia na Inovação

por Milena Mogi

O Brasil está em sétimo lugar no ranking das empresas que pretendem investir em inovação, segundo os dados da EIU. Entretanto, nos levantamentos da ITFI (The Information Technology & Innovation Foundation), o país tem a antepenúltima colocação entre os países que mais inovam.

Segundo uma análise realizada pela EIU (Economist Intelligent Unit), o local em que uma empresa está situada tem ligação direta com a capacidade de inovação dos seus funcionários.

A pesquisa foi realizada com 200 altos executivos de vários países, conforme as fontes da Revista Época

Negócios, confira abaixo algumas das opiniões destes executivos:

· Equipe – as empresas quando vão escolher para onde ir levam em consideração o acesso a bons profissionais.

· Clientes – 45% dos entrevistados pela EIU, disseram que as inovações de maior sucesso são geradas com base em conversas com clientes. Outros 32% disseram que as ideias surgem do contato com os parceiros de negócios.

· Confiança – Segundo 59% dos executivos entrevistados, Brainstorming ainda é a técnica mais popular para gerar ideias inovadoras, o contato face a face fica com 53%.

· Ambiente – Onde que as pessoas inovam sem medo, diminui a resistência a inovação. Um bom exemplo disto é o Vale do Silício, pois é um local extremamente inovador, as pessoas encorajem-se ao risco.

Microsoft Investirá US$ 9 bilhões em P&D

por Milena Mogi

 

Brad Smith, conselheiro-geral da Microsoft, afirma que a empresa eliminará 5 mil postos de trabalho no mundo todo, durante os próximos 18 meses. Entretanto, esta medida não inclui o setor de P&D, onde serão investidos US$ 9 bilhões, US$ 1 bilhão a mais do que no ano passado.

 

“Vamos cortar em marketing, em custos gerais e em advogados, mas nunca em pesquisa. Não é hora de retroceder na importância dada à pesquisa”, disse Smith.

 

No crack da bolsa de Nova York em 1929, a inovação tecnológica foi o que ajudou na superação das dificuldades, segundo o conselheiro.

Os cortes devem ser atenuados, de acordo com Smith, pela criação de 2 a 3 mil novas vagas, e os investimentos em iniciativas sociais também serão mantidos. Só aqui no Brasil, 8 milhões de pessoas estudam por cursos patrocinados pela Microsoft.

Patch Adams e a Humanização das Relações no Trabalho

por Moysés Simantob

Patch Adams

No dia 05 e 06 de maio foi realizado no Club Homs dois eventos de Patch Adams, um palestra, “The Joy of Caring” (A Alegria de Cuidar), e Workshop, “Living a life of joy” (Vivendo com alegria). Nestes eventos foram explorados os temas felicidade e a arte de cuidar, por meio de atividades práticas, discussão de idéias e conversas com o público.

Para que não conhece, Hunter “Patch” Adams é um médico americano que revolucionou a forma de atendimento médico antes conhecida. Seu trabalho, iniciado na década de 70, He devem estar presentes medicina. Com a idéia de introduzir palhaços nos hospitais, para aliviar o sofrimento dos doentes. Seu projeto criou a fundação do Instituto Gesundheit !

 

Sua vida foi passada para as telonas com o filme “Patch Adams – O amor é contagioso”, estrelado por Robin Williams em 1998, visto por milhões de pessoas no mundo todo.

 

 

Mudança de Hábitos

Enviado por Ana Luiza Carbonari

Nasceste antes de 1985? Então lê isto….Se não …leia também
Deliciem-se…
Nascidos antes de 1985.
De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 40, 50, 60, 70 e um pouco de 80 não devíamos ter
sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebê eram pintadas com cores bonitas, em tinta a base de chumbo que nós
muitas vezes lambíamos e mordíamos.
Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas “à prova de crianças”, ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.

 

 

Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.

 

 

 

 

 

 

Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar a frente era um bonus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.
Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre brincando lá fora.
Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.

 

Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo morro abaixo, para só depois
nos lembrarmos que esquecemos de colocar “freios” .

 

Depois de acabarmos num barranco aprendíamos.
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.
Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos PlayStation, X Box.
Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home, celular, computadores, DVD, Chat na Internet.
Tínhamos amigos – se os quiséssemos encontrar íamos á rua. Jogávamos de tudo!
Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos ás portas de vizinhos e fugiamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados. Íamos a pé para casa dos amigos.
Acreditem ou não íamos a pé para a escola;
Não esperávamos que a mamãe ou o papai nos levassem. Criávamos jogos com paus e bolas.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles estavam do lado da lei.
Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

Aumento no Consumo

por Milena Mogi

 

A crise não afetou com tanta intensidade o varejo nos setores de comida, bebida, higiene, limpeza do lar, como já havia comentado em um post anterior.

Segundo uma pesquisa realizada pela LatinPanel o volume de compras subiu 9% e de gastos 15%, principalmente nas classes D e E, que foram beneficiadas com o aumento do salário mínimo e as bolsa-auxílio.

 

 

A freqüência de visitas ao mercado também aumentou, segundo Ana Claudia Fioratti, diretora-executiva do instituto de pesquisa que acompanha semanalmente 8.200 domicílios em todo o país “O consumidor está mais crítico, fazendo compras mais ‘picadinhas’. Vai comprando à medida que precisa”.

Em tempos de crise o consumidor fica mais atendo as oscilações de preços e avalia o custo-benefício.

A Crise Segundo “Einstein”

Enviado por Ana Lucia Mariz

 

 

Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.

A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.

 

 

Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.

 

 

 

 

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia.

Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um.

Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.

 

 

 

 

Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não

 querer lutar para superá-la

 

 


Ato Criativo

por Moysés Simantob

   

 

 

Você pode pedir

Meus olhos emprestados,

Mas não deve tirá-los de mim!

 

 

 

 

 

A respeito da psicologia do próprio ato criativo, mencionei os seguintes aspectos correlacionados a ele: o deslocamento da atenção para algo não notado previamente, que era irrelevante no contexto antigo e é relevante no novo; a descoberta de analogias escondidas como um resultado do primeiro contexto;

 

 

a conscientização de axiomas tácitos e de hábitos de pensamentos implícitos nos códigos, que eram aceitos como verdadeiro; a revelação daquilo que sempre esteve lá.

 

 

 

Isso nos leva ao paradoxo de que quanto mais original for uma descoberta, mais óbvia ela parecerá depois. O ato criativo não é um ato de criação no sentido do Velho Testamento.

 

 

Não cria alguma coisa do nada: ele revela, seleciona, embaralha novamente, combina, resume fatos já existentes, idéias, aptidões e talentos. Quanto mais familiares forem as partes, mais surpreendente será o novo todo.

 

Arthur Koestler: The act of Creation; pp. 119-120 

Brasileiros Gastam + Tempo com a Web

por Milena Mogi

Estudo realizado pela Deloitte, “O futuro da mídia”, mostra que o brasileiro passa 32,5 horas semanais conectado na web, contra 9,8 horas em frente à TV.

Há muito tempo a TV vem perdendo espaço para internet, principalmente a TV aberta pela falta de qualidade e diversidade na programação. Não podemos mais dizer que existe um horário nobre, onde se obtinha o maior índice de audiência, em virtude disto, muitas emissoras estão correndo atrás do prejuízo, um exemplo é a Rede Globo, que apresentou a programação de 2009 com programas cada vez mais “multimídia”, para que sejam vistos na internet e também nos celulares.

Segundo Manoel Martins, diretor-geral de entretenimento da Globo, a estratégia é “aguçar no usuário de internet a vontade de voltar a assistir televisão”. Mas a principal aposta das mídias está no celular, onde se espera que 50 milhões de usuários assistam TV aberta por ele.

Já o consumo de Internet ultrapassará a televisão tradicional em Junho de 2010, esta é a principal conclusão de um estudo realizado pela Microsoft, no mercado europeu, que analisa o comportamento das pessoas online e debate as tendências do futuro.

Precisamos Mais do Jeito de Gente Simples

por Moysés Simantob

 

 

 

Gente simples sabe das coisas porque anda na terra batida com o pé descalço. Sabe o valor da terra. Pisa descalça porque sabe onde pisa. Pisa na terra-mãe que lhe dá o fruto, o sustento e a própria vida. Essa gente sabe sonhar. Sonha simples. Sonha o sonho possível, que atende as suas necessidades básicas. Essa gente não quer mudar o mundo, quer mudar a si mesma, para na terra e da terra viver melhor. Gente simples está em todos os lugares e em muito maior número que a outra gente. Gente simples inova todos os dias. Não porque receba memorandos ou porque alguém diz que é preciso inovar; inova para sobreviver. Improvisa, faz arremedos, ajeita para ver o que funciona, como funciona e se atende as suas necessidades diárias. Esta é a solução que gente simples busca. Não faz business plan, o que mais tarde não levará a lugar algum.

 

 

 

Gente simples não precisa aparecer; usa calça rasgada, os óculos amarrados com durex, e o sapato com a sola furada. E em dia de festa, veste-se feito galã. Sua força está na palavra e na atitude honesta e criadora de riqueza de autossustento. Essa gente não tem conta de investimento e, assim, não se preocupa com crises financeiras.  Já a conhece há anos, porque aprendeu a viver com menos. Gente simples cria coisas novas todos os dias, mas não tem patentes em seu nome. E nem escreve papers de seus achados para somar pontos em seu curriculum. Apenas conta histórias. Gente simples é marcada pelo desejo de produzir uma vida melhor para si e para os seus. Não seriam estas pessoas, então, os reais defensores do bem público?  Não seriam elas que deveriam nos representar no senado e na câmara dos deputados? Gente simples tem vergonha na cara. Pede desculpas quando erra e aprende com o erro cometido, evitando cometê-lo de novo. Gente simples se esforça para não se parecer com essa outra gente que não tem mais sonhos, sonhos que eram apenas de ordem material. Gente simples tem esperança no Brasil, porque são o Brasil. Gente simples, canta, dança e rola na areia da praia. A outra gente é tensa, tem medo até da sombra, porque tem uma dívida impagável; deve a própria alma.  

 

 

Gente simples sabe das coisas, porque suas histórias passam de pai para filho.

 

E, assim, vão construindo a narrativa de uma vida que a gente não quer e não pode esquecer, bem diferente das histórias que a outra gente estampa, a cada dia, de forma repugnante, nas manchetes dos jornais. 

Um Livro sobre Colaboração

por Milena Mogi

 

 

 

O livro “Nós somos mais inteligentes do que eu” (tradução de Juliana Dartora, Bookman, 178 páginas), escrito por Barry Libert e Jon Spector, com a ajuda de colaboradores do mundo todo, fala sobre a inteligência colaborativa das pessoas no desenvolvimento de novas idéias, inovações e melhoria de produtos, o que já vem sendo utilizado em algumas empresas, em decorrência do atual cenário econômico.

A inovação do livro, que foi escrito com a colaboração de uma rede de milhares de voluntários, é que ele não se limita aos temas apresentados, mas traz também exemplos e resultados do trabalho desta inteligência coletiva, como acontece com o Youtube,  a Wikipédia e o MySpace, entre outros sites, provando que “Ninguém sabe tudo sozinho” ( de Etienne Wenger).

 

 

Está uma prévia descrição do livro:

“A colaboração em massa, ou o crowdsourcing, está se desenvolvendo de forma crescente, como evidencia o sucesso da Wikipédia, do Linux, do MySpace e do YouTube. Este livro mostra que o esforço colaborativo de uma comunidade, cujas idéias, compreensões e conhecimento são compartilhados coletivamente, gera resultados superiores do que os de um indivíduo. Muitas empresas já vêm se beneficiando do poder coletivo, mas nem todas obtiveram sucesso. Há muitas ciladas a serem evitadas e obstáculos a serem sobrepostos para cultivar a sabedoria das comunidades. Este livro mostra como fazê-lo.”

Crise Compromete Avanço da Inovação nas Economias

por Abrahão Dejtiar

 

 

Reportagem na Folha de S. Paulo aborda como a crise afetou o desenvolvimento esperado da inovação. A reportagem fala sobre a queda do desenvolvimento e apresenta uma pesquisa realizada pela revista “Economist”, que criou um ranking dos países mais inovadores.

 

Com o turbilhão financeiro, os países tornaram-se menos inovadores e poderão sofrer graves consequências nos próximos cinco anos. Esperava-se um incremento de 6% até 2013 na média do índice de inovação mundial. Essa média foi revista para 2%. Os EUA são os mais afetados, seguidos pelo Reino Unido. O Brasil também piorou. Na contramão, China e Índia se destacam com os melhores desempenhos.

Folha de S. Paulo 24.04.2009

 

O Japão lidera o ranking com nota dez; outros países como os EUA, Reino Unido e o Brasil caíram uma posição na lista. A Líbia, entretanto, ficou em último lugar entre os 82 países avaliados, obtendo nota zero. Os analistas da “Economist” criaram um índice que vai de zero a dez e que corresponde a uma avaliação do ambiente necessário para que se estimulem o conhecimento e os resultados práticos da inovação.

Já os chineses cresceram cinco posições, entre 2006 e 2008, e os indianos subiram duas.

Segundo os dados do U.S. National Science Board, os investimentos em ciência e tecnologia, nos EUA, tiveram redução devido ao atual cenário econômico; nem mesmo a verba destinada à pesquisa  nas universidades escapou aos cortes.

Resultado: o próprio governo teme a  redução da competitividade do país no mercado internacional e a diminuição de mão de obra qualificada.
Na contramão desse movimento, China e Índia registraram os maiores crescimentos.

Folha de S. Paulo 24.04.2009

Cultura de Valor nas Empresas

por Jean Bartoli

Faz parte da reflexão do professor Jean Bartoli o tema da cultura organizacional, que se inscreve no conjunto de crenças compartilhadas pelos membros de um grupo. Ainda é objeto de sua reflexão o conceito de valor tratado nas empresas como um conjunto de princípios que definem as bases para os julgamentos a respeito do que está certo e errado e tudo aquilo que influencia as escolhas do grupo.

 

Em seu artigo Cultura de valor nas empresas , escrito para a revista HSM, na seção Pensamento Nacional-Acadêmico, o Prof. Bartoli desenvolve a necessidade de uma maior sensibilidade e consciência que permitam que as empresas enxerguem as conseqüências de longo prazo de suas decisões, bem como o resultado da ação do homem sobre a natureza.

 

Assim como as inovações decisivas demandam uma longa preparação e um longo amadurecimento para acontecerem, novas regras de competição ou de sobrevivência das empresas nascem de experiências vividas pelos membros da organização e de novas crenças de novos líderes.

 

O tempo presente é mais que inspirador para se repensar algumas dessas regras de negócios, fundamentadas em raízes mais profundas, escritas sob a égide de outros tempos e que, agora, pedem revisão.

 

Crises são o efeito de um padrão de pressupostos que um dado grupo inventou e que não funcionou. Esta definição leva à seguinte pergunta: o que pode ser aprendido pelos novos líderes como sendo a maneira correta de perceber, pensar e construir uma nova sociedade, partindo de uma nova cultura de valor nas empresas?

 

“ Cultura….é aquele todo complexo que inclui conhecimento, crença, arte, moral, leis, costumes  e quaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade”.

(Edward Burnett Tylor, 1871, antropólogo inglês. The New Encyclopedia Britannica, volume 16, p. 874)

 

Falar de cultura empresarial, depois de tudo o que foi escrito sobre esse assunto, é um desafio. Contudo o que me anima a escrever é que as empresas hoje, como todas as instituições que adquirem certa hegemonia na  sociedade de seu tempo, correm o risco de passar a considerar o mundo o  palco de suas realizações, sem que avaliem, com suficiente sabedoria, que a ele estão subordinadas e que sobre ele recaem as consequências de suas ações. Por isso, prefiro colocar esse tema em perspectiva: uma reflexão sobre cultura de valor nas empresas deve desenrolar-se simultaneamente em três planos: o do mundo, o da empresa e o da pessoa que interage com a empresa, seja na posição de cliente ou de executivo, fornecedor ou acionista, que são todos, ao mesmo tempo, cidadãos do mundo. Gostaria também de consultar a etimologia das palavras “cultura” e “valor” para reencontrar sua vida e seu vigor, lembrando a advertência do filósofo francês Alain: “não devemos nos contentar com idéias que, embora verdadeiras, tornam-se falsas no momento em que nos contentamos com elas.”

Mais do que uma exposição, esse texto será uma “ruminação”, metáfora usada para o exercício da meditação em muitas tradições espirituais, para que, por meio do sabor das palavras, possamos encontrar um pouco de sabedoria. Pretendo também deixar algumas perguntas e algumas trilhas para que cada um possa continuar o exercício de reflexão e transformar as próprias descobertas em atitudes concretas.

 

 

 

Como a Inovação pode Contribuir em Momentos de Crise ?

por Moysés Simantob

No livro “Creativity, Inc. : building an inventive organization”, editado pela Harvard Business School Publishing, Jeff Mauzy e Richard Harriman desenham um framework interessante para orientar líderes que queiram fortalecer atitudes criativas frente aos obstáculos gerados pela economia global. Estabelecem etapas claras de construção de um ambiente de criatividade que envolva todos os níveis da empresa na busca pela inovação sistemática.

 

Na semana passada recebi o convite para fazer a moderação da palestra de Richard Harriman, no evento Innovation Conference , organizado pela empresa francesa ALTRAN, na Amcham. As conversas que tive com o coautor deixaram evidente o desafio enfrentado pelas empresas norte-americanas e brasileiras na tentativa de substituir o uso de ferramentas de gestão por um novo repensar organizacional, onde o indivíduo torna-se, de fato, o sujeito da aprendizagem e o responsável pelas mudanças que espera da empresa em que atua. Leia mais no link acima.

Innovation Conference 2009

Nesta quarta-feira, dia 15 de abril, realizou-se um dos maiores eventos brasileiros de inovação, o Innovation Conference 2009, que contou com os palestrantes internacionais Wim Vanhaverbeke, Francesco Pessolano, Darrel Mann e Richard Harriman.

Entre outros assuntos, o evento discutiu as seguintes questões: Qual é o futuro da inovação aberta e colaborativa? Como a inovação sistemática pode trazer vantagem competitiva em problemas de Negócios? Como a inovação pode contribuir em momentos de crises?
Seguem, abaixo, o nome dos palestrantes e moderadores.

 

Palestrantes

Yves de Chaisemartin

Richard Harriman

Francisco Gallo Mejía

Helena Tenório

Rochester Gomes da Costa

Sylvie Leauté

Mauricio Lima

Darrell Mann

Francesco Pessolano

Wim Vanhaverbeke

 

Moderadores  

Patrick Dauga

Moysés Simantob

Alexandre Camargo Fluck

Henrique Machado Barros

Adriano Lima

Dra. Anapatrícia Morales Vilha

Anderson Alves

A Crise Chegará ao Varejo ?

por Moysés Simantob

Em tempo de crise o varejo não está sendo tão afetado como as demais áreas. Segundo Aylton Fornari, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro, o varejo é o último a sentir os impactos da crise internacional, porque primeiro as pessoas diminuem os gastos com prestações e produtos supérfluos, deixando por último os cortes com alimentação.

 

No mês de março, foi divulgado pela ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) que as vendas nos supermercados cresceram 6,54% em janeiro de 2009, em relação ao mesmo mês de 2008.
Isso significa que, mesmo em meio à crise mundial, o rendimento médio dos trabalhadores brasileiros foi crescente. Consequentemente algumas redes de supermercados estão investindo em aberturas de novas lojas. O grupo Wal-Mart, por exemplo, influenciado por uma visão de longo prazo e pelo crescimento de 13,1% nas vendas do ano passado,  investirá R$ 450 milhões de reais e abrirá 30 lojas.
Héctor Núñez, presidente da rede, diz que “O Wal-Mart foi concebido para momentos como este.”  e prevê que o consumo dobre no país, nos próximos 5 anos, o que prova que a crise dificilmente chegará com tanta intensidade ao varejo.

 

Formatação ou Formação? Fé ou Razão?

por Moysés Simantob

Esse foi o titulo do texto postado no blog da Aísa Pereira, no dia 1º de março deste ano, falando sobre a Oficina Métis, lançada no  dia 17 de fevereiro no Recife Summer School,, sob a coordenação de Moysés Simantob e Jean Bartoli.

 

Abaixo, estão alguns trechos utilizados no post…

“Quando se trabalha muito na teoria, corre-se o risco de transformar [esse trabalho] numa religião. Os sofistas eram gente que “formatava” (”kit de respostas”) os outros na Grécia. Até vir Sócrates, que muda isso com a “formação” (uso de perguntas), ao invés da “formatação”….”

O que isso tem a ver com o que nós fazemos? Como as célebres pontes de Paris e do Recife, que permitem a comunicação e o trânsito entre pedaços cortados de terra, tudo está relacionado! Somos formatados ou formados? Formatamos ou formamos nossos subordinados (e filhos)? Agimos pela fé ou pela razão? Exigimos que os nossos clientes comprem de nós pela fé (pelo que dizemos) ou pela razão (pelo que comprovamos)?…Vá ao blog para ler o texto na integra.

Innovation Conference 2009


 

Em seu primeiro ano, o evento Innovation Conference, falará sobre inovação e tecnologia, colocando em pauta a seguinte pergunta:

Como reduzir os riscos do processo de Inovação no atual cenário de crise mundial?

Está pergunta será respondida por grandes especialistas do mundo corporativo que demonstrarão o diferencial que a Inovação pode fazer em tempos de crise, aplicando os conceitos de Open Innovation e Inovação Sistemática.

O evento acontecerá no dia 15 de Abril das 08h00 às 18h00 na Câmara Americana de Comércio – SP

Maiores informações no site: www.innovationconference.com.br

A Natureza Coletiva das Idéias

por Moysés Simantob

Em muitos livros, os agradecimentos às contribuições dos colegas que ajudaram a construir uma obra são tão extensos e, em alguns casos, tão enfadonhos, que grande parte das pessoas com quem converso prefere começar já direto pelo primeiro capítulo.

Há, contudo, um texto de agradecimento que me chamou a atenção pelo primor da escrita e pela sensatez do argumento, na questão da autoria. Reproduzo-o entre aspas, abaixo:

“Restou-nos, assim, o problema da autoria. O que vem a ser autoria quando tantas vozes se fazem presentes? Quando fazemos interlocução com tantos autores? Quem somos, o que fizemos? Talvez tudo o que podemos fazer é concordar com Dom Toríbio de Cáceres y Virtudes, personagem do conto de Gabriel Garcia Marquez, Do amor e outros demônios. Conversam ele e o marquês de Casalduero, quando foram surpreendidos pelas badaladas das cinco.

- É horrível – disse o bispo. – Cada hora me ressoa nas entranhas como um tremor de terra.

A frase surpreendeu o marquês, pois era o mesmo que ele pensara quando soaram as quatro. Ao bispo aquilo pareceu uma coincidência natural.

- As idéias não são de ninguém – disse. Com o indicador, desenhou no ar uma série de círculos contínuos, e concluiu:

-Andam voando por aí, como os anjos.

Quiçá, como herdeiros de Bakhtin, não poderia ser de outra forma! Mas vivendo em outras épocas, coloca-se, sim, a necessidade de contabilizar esforços. Trata-se de reconhecer as contribuições e o tempo despendido e de aceitar a responsabilidade pelas idéias formuladas no conjunto dos textos desta coletânea. Acatar a natureza coletiva das idéias não elimina a responsabilidade de cada um por fazê-las circular. Assumo eu, portanto, a responsabilidade pela organização desta coletânea. Deixo público meu reconhecimento pelo empenho e investimento de dois dos meus colaboradores mais próximos – Benedito Medrado e Vera Menegon. Agradeço, ainda, a cuidadosa revisão dos textos feita por Teresa Cecília de Oliveira Ramos, Maria Helena de Carvalho e Rita de Cássia Q. Gorgati.”

SPINK, Mary Jane. Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano – Aproximações teóricas e metodológicas. 3.ed. – São Paulo: Cortez, 2004. p.12 e 13

Inovação sem Segredos nem Gênios

por Moysés Simantob
«DURANTE OS PERÍODOS DE CRISE, SÓ A CRIATIVIDADE
PODE ‘SAFAR’ A SUA EMPRESA»

Tom Kelley dixit

LIVRO EM DESTAQUE
 The Art of Innovation 

Inovação sem Segredos nem Gênios

segundo o catecismo de Tom Kelley

Uma entrevista com o «evangelista» da IDEO, a mais famosa firma de design industrial dos Estados Unidos. Sobre The Art of Innovation, a «bíblia» lançada este ano (2001)

Por Jorge Nascimento Rodrigues, o Ardina na Web em Palo Alto, Silicon Valley, numa recensão para a revista portuguesa Executive Digest

Falar de inovação com a barriga vazia não resulta. Eu tinha, por isso, preparado o estômago para o desgaste de uma conversa a 75 milhas a hora (não na condução, mas no falar) com o hiper-acelerado Tom Kelley, o irmão mais novo da dupla que dirige a IDEO, a mais galardoada firma de design industrial sedeada na Califórnia.

O segredo para uma boa entrevista foi a NOLA – diminutivo de New Orleans para um simpático restaurante na Ramona Street, em Palo Alto, a dois passos da High Sreet, onde ficam os setes pavilhões daquela empresa «descoberta» pelo guru Tom Peters em 1991, quando este passava longo tempo nos escritórios do The Tom Peters Group, sedeado naquela cidade do Silicon Valley, a escassas centenas de metros da Universidade de Stanford.

Depois de uma boa salada de batata com salsicha temperada com cajun e um «grandpére» – um pudim de maçâ com licor da seiva do carvalho – para sobremesa, as palavras de Tom Kelley, 46 anos, numa tarde quente de Fevereiro (2001) no Silicon Valley, ganharam outro ritmo numa conversa a propósito do livro que acaba de lançar, sugestivamente intitulado de A Arte da Inovação – Lições sobre criatividade baseadas na IDEO, a empresa líder do design industrial da América, um título sem fim, muito ao estilo editorial norte-americano.

O verdadeiro inspirador da obra, autêntico autor na sombra, é o mano mais velho, David. Os princípios expostos neste livro bebem directamente na filosofia e nas práticas criadas por David Kelley desde 1978 na David Kelley Design, que, mais tarde, se viria a chamar IDEO (deram um corte na palavra ideologia), ao absorver a Moggridge Associates, de Londres, a ID Two, de São Francisco, e a Matrix Product Design, vizinha de Palo Alto.

David foi muito marcado pelo ambiente do próprio Silicon Valley há 20 e tal anos atrás e nomeadamente pelos tempos incríveis da juventude da Apple que «infectou» totalmente uma geração de criativos com o seu culto do «user friendly», o seu ambiente de trabalho e a energia de Steve Jobs.

Os manuais de gestão só descobriram a IDEO depois do esfusiante Tom Peters a ter revelado ao mundo no seu polémico Liberation Management – Disorganization for the Nanosecond Nineties, publicado em 1992. A IDEO tornou-se um «case study».

Tom Peters sobre IDEO

Liberation Management tem 9 anos de idade. Uma eternidade em gestão – a seguir a este livro já passaram várias modas. Mas a abordagem que Tom Peters fez do que viu na David Kelley Design (hoje IDEO) no princípio de 1991 continua a ter o seu charme.
Peters resumiu a abordagem nesta sentença, meio a rir, meio a sério – baptizou-a de metodologia «F-L-O-S-S-», do acrónimo original em inglês, criado pelo próprio David Kelley, e que Peters rapidamente apontou no caderninho de notas. Ou seja: Falhe algumas vezes; seja canhoto; vá lá para fora; seja emocional; seja estúpido.
No original criado por Kelley: «The FLOSS approach to Design: Fail sometimes; Left-handed; get OUT there; be Sloppy; be Stupid!».
A forma como descreveu a originalidade da forma de trabalhar na David Kelley Design ainda hoje é válida: alta energia no ambiente de trabalho; colaboração total, um processo horizontal em que todos os que vão trabalhar no projecto são envolvidos desde o início; multidisciplinaridade (não percebem só de arte, nem são só designers, há de tudo); modelização (transformar as ideias em protótipos rapidamente); organização por projecto; variedade da intervenção e na aprendizagem; «polinização» cruzada; liquidação da hierarquia tradicional – o meu chefe pode ser meu subordinado neste projecto e meu chefe naquele e meu «par» no outro.

Peters ficara enamorado – e ainda hoje está – por cinco «coisas normalissimas» do processo diário de criação e inovação naquela empresa de design que deu à luz o primeiro «rato» comercial para a Apple em 1982, que tem um telefone de design original exposto no célebre MOMA (Museu de Arte Moderna) de Nova Iorque (veja IDEO no MOMA aqui), e que já nos anos 90 desenhou as linhas do «assistente pessoal digital» mais famoso, o Palm V.

As tais «coisas normais», que Tom Peters resumiu, são:
1- o funcionamento por equipas «descartáveis» por projecto;
2- a óptica de observar o cliente em primeiro lugar;
3- o método permanente, «normal», de «brainstorming»;
4- o inacreditável e frenético ambiente de trabalho dentro daqueles pavilhões;
5- e uma religião em torno da prototipagem.

Hoje, pode juntar-se-lhe, o uso intensivo («louco mesmo») do correio electrónico internamente – tudo é avisado, pedido, informado, registado por «email», mesmo que o destinatário esteja a duas divisórias do seu lugar.

Com a fama adquirida, a empresa passou a fazer consultoria sobre inovação. O livro agora publicado é o pontapé de saída literário desta «universidade» da inovação. Pretende capitalizar na tendência emergente que defende que a inovação tem vindo a subir para o primeiro lugar na lista de estratégias empresariais – não copie a concorrência, não a tente melhorar, faça diferente. Não imite, inove, lá diz o «slogan» publicitário.

Este livro é para desmitificar o processo criativo. Não falamos de meia dúzia de geniozinhos. Falamos de inovação colectiva. É uma ferramenta de gestão

Mas, inovação ao estilo da IDEO, não é criatividade individual. «Este livro é para desmitificar o processo criativo», diz Tom. A inovação de que aqui se fala é «colectiva», é um processo, uma ferramenta de gestão. Não um toque de geniozinho. «Muita gente crê que os criativos são uma meia duzia de génios. Nós acreditamos no contrário. Todos nós temos um lado criativo. Ele poderá florescer se for desenvolvida uma cultura que o encoraje. Se se criar um ambiente em que ele funcione em colectivo», sublinha o autor.

Uma das «performances» da IDEO foi a inovação em directo feita para o programa televisivo «Nightline» da cadeia ABC, mostrando perante 10 milhões de telespectadores como se cria, numa semana apenas, um novo carrinho de compras de supermercado. O sucesso foi inacreditável e o vídeo do «show» já foi divulgado em 70 milhões de cópias.

Como é que resumiria o essêncial da vossa receita?

TOM KELLEY – Atenção, não gostamos de falar de uma receita. Você vem ainda com o paladar do cajun, mas nós não pregamos nenhuma receita. Bom, mas conhecemos alguns ingredientes (risos).

Tom Peters, aliás, falou neles…

T.K. – Ficou um grande amigo nosso. Mas voltando aos ingredientes: primeiro, a nossa religião em torno do «brainstorming». Não é algo que façamos formalmente, de vez em quando, em momentos especiais. É um processo diário de trabalho. É um método. Depois, usamos sempre a prototipagem, também como processo de trabalho. Em terçeiro lugar, consideramos que o espaço físico de trabalho é fundamental – o seu local de actividade afecta o seu comportamento no trabalho. Quando nos sentimos inconfortáveis, não dá. Não há criatividade que resista a um ambiente constrangido. Quarto: cada coisa é um projecto, e para cada projecto formamos equipas que são «descartáveis», temporárias. Mas as nossas equipas não são comités formais que se reunem à hora x para uma agenda – funcionam em permanência durante o projecto. Finalmente, e não menos importante, toda a inovação começa com o olhar, com o observar das pessoas de carne e osso.

Tem insistido – e o livro é reflexo disso, até nas imagens que usa na abertura de alguns capítulos – que o «design» do local de trabalho é fundamental para acontecer inovação. Porque é que bicicletas no tecto, divisórias repletas de coisas pessoais e troféus de projectos, estas mesas para o «brainstorming» no meio dos corredores, essa quinquilharia toda à mão de semear, este ambiente que parece um jardim-escola, são assim tão importantes?

T.K. – A linguagem do corpo é fundamental e o espaço de trabalho é o ‘espelho’ do que somos. Os americanos foram excelentes na qualidade, na competitividade, depois na reengenharia, ganharam essas «guerras» todas. Mas, na minha observação, muita gente falha numa coisa – não utilizam o local de trabalho como uma ferramenta de gestão, de produtividade, de criatividade.

Este seu livro pretende «reescrever» o conceito de «excelência» empresarial, vinte anos depois?

T.K. – Eu sou um grande fã do Tom Peters e o livro dele sobre a «excelência» – Em Busca da Excelência – na altura foi muito difundido e os princípios que ele lançou popularizaram-se. Ele influênciou o vocabulário, a linguagem dos negócios. Com este meu livro agora, não aponto tão alto. Mas quero que ele influêncie os meios empresariais – isso quero. E que ajude a incutir este espírito da inovação. A excelência dos tempos actuais passa por aí.

Um dos ingredientes de que fala é o da prototipagem física. Fazer as coisas e experientá-las com as mãos é fundamental para o design de «coisas». Num período de simulação por computador e de imagens virtuais, isso não pode soar um pouco a conservadorismo de artesão?

T.K. – A nossa experiência diz-nos que apesar do design cada vez se apoiar mais no digital, mesmo no tridimensional, precisamos de representar as coisas, de algum modo, fisicamente – sublinho FISICAMENTE. O teste tem de ser real.

O consumidor tem de ser observado na realidade – no que faz e não no que diz. Se pega numa coisa e fica confuso, ou se chateia, então o seu design está errado

Esse realismo leva-vos a dar imensa importância ao que chama a estratégia de observação – de olhar o consumidor no dia-a-dia. Quer explicar essa máxima do «olho clínico» em primeiro lugar?

T.K. – O que interessa é o que o consumidor – a pessoa comum – faz e não o que diz. O que lhe possa responder em inquéritos, por mais bem feitas que as perguntas sejam, não é decisivo. O utilizador é que escolhe; nós dizemos utilizador-decisor. Por isso temos de o observar na realidade – como manuseia as coisas, como pega nelas, como as usa e para quê, que dificuldades encontra, com que pormenores se chateia. Por exemplo, se os consumidores, ao pegarem numa coisa, ficam confusos – então o seu design está errado. É você (o designer, o produtor) que está errado e não o consumidor. Quando é muito complicado, não serve. Os produtos têm de ser incrivelmente simples. Essa é uma lição da vida que pode salvar vidas.

Salvar vidas?

T.K. – Sim, veja o caso do desfibrilhador externo que criámos. Ele é para ser usado por gente que não tem qualquer experiência médica num momento de emergência face a alguém que teve um ataque cardíaco. Serve para fazer reanimação cardíaca nesse momento de aflição. Por isso tem de ser simples. Para o testar dei-o à minha filha e ela foi capaz de o usar. Por isso, não admira, que ele já tenha salvo vidas manuseado por gente comum. Nos Estados Unidos já é obrigatória a sua existência a bordo de aviões em voos comerciais de longo curso.

Outro aspecto que salienta é o da criatividade sem génios. O senso comum, julga o contrário. A vossa inovação é feita por quem, então?

T.K. – A nossa ideia central é que a inovação é um acto criativo colectivo – repito COLECTIVO -, e que deve ser tranformado num processo de trabalho. Na América há muito esse mito do geniozinho. Mas Edison tinha imensa gente por detrás dele. Nós procuramos distinguir no livro entre criatividade e inovação. A criatividade pode ser um dom pessoal, mas a inovação está para além disso – e, aliás, pode ser ensinada e aprendida.

Acha que um dia destes vão transformar esse vosso «know how» em torno da inovação num segmento de negócio, num «spin off»?

T.K. – Não creio que o venhamos a fazer como um negócio à parte. Mas já criámos uma linha a que chamamos a IDEO U – U de Universidade.

Como é que avalia práticas de fomento da criatividade individual como a regra dos 15% do tempo para projectos pessoais de investigação na 3M ou dos 30% na Genentech?

T.K. – Não sei se serei a favor disso. Alguns poderão ser mais criativos assim. Admito que sim. Advogaria uma coisa um pouco diferente – creio que poderiamos mandar um dos nossos para Tóquio para estar durante uma semana a pensar num tema.

Funcionamos ao contrário. Apresentamos rapidamente ao cliente vários protótipos, recolhemos a opinião e só depois avançamos

Quando falamos de inovação tendemos a ter a ideia de uma cena deste tipo – os criativos chegam no dia do «dead line» com uma proposta mágica, ao fim de quinze dias, três ou seis meses de trabalho duro e quase secreto. Chegamos ao momento da verdade e gostamos ou não gostamos da proposta, do «lay-out», do modelo. É assim que funciona a IDEO?

T.K. – Não. Não. Nós funcionamos com um processo de prototipagem rápida que o cliente vai avaliando desde o início do processo. O método tradicional é esse que referiu – começar a trabalhar e apresentar no fim. Nós funcionamos ao contrário – apresentamos ao cliente vários protótipos (pelo menos três), vemos o «feedback» dele, e só depois avançamos. Defendemos – e defendemo-nos! – correcções a meio caminho.

Destes 24 anos de vida da IDEO, que inovações que sairam daqui escolheria como as suas cinco preferidas?

T.K. – O «rato» para Apple – nós não inventámos essa «coisa», foi a Xerox, mas conseguimos produzir um comercialmente por 12 dólares (quando custava qualquer coisa como 100 dólares). Uma inovação a que estou emocionalmente muito ligado é o desfibrilhador de que já falei. Também o caso do Palm V para a 3Com. As pessoas ficaram enamoradas deste aparelho – que até era mais caro que os outros Palm, mas adoraram o design e estiveram dispostas a pagar essa diferença. Outro caso que me tocou – o da criação do «laptop» para a GRiD Systems, em 1987, para quem estudámos o sistema de abertura (sim, esse movimento que você está a fazer nesse seu minúsculo portátil). Aliás, a GRiD fez mais dinheiro com a venda da licença do sistema de abertura do que propriamente com a venda dos computadores. Por fim, a máquina fotográfica i-Zone da Polaroid para os putos. Nós estudámos os miúdos e definimos o conceito de uma máquina que poderia ser «cool» para eles. O que funciona para eles são as cores, a forma, o ser engraçado, e sobretudo o servir uma moda de poder colar coisas. A máquina tira fotografias que se transformam em autocolantes instântaneos. Você sabe que é a máquina fotográfica que mais se vendeu?

E a «Audrey» para a 3Com, que acabaram de lançar?

T.K. – É ainda cedo para falar desse novo mundo de aparelhos para a Internet. Desenhámos a «Audrey» para a cozinha e é muito gira, não acha? É uma espécie de «quartel general» na sua cozinha, mas não foi desenhada como um computador. Tem traços de soluções nossas como o Palm ou o Handspring Visor. Aquele pormenor de ter uma caneta (como o Palm) que acende quando você tem «email» para ler, é particularmente genial (risos).

Quais são as tendências emergentes no mundo do design industrial?

T.K. – Olhando para os projectos em que temos estado, diria: continuar com esse tipo de aparelhos adaptáveis à mão; progredir no sentido de aplicações mais pequenas; insistir nos tais aparelhos informacionais – é aqui que se está a investir, mais do que nos tradicionais PC; apostar nos «wearables», a computação transformada em vestuário, particularmente acessórios – veja esta ideia que desenvolvemos com o Media Lab do MIT. Estes anéis que são um telefone portátil. Este é o «celular» do futuro – esqueça esse que usa.

A recessão que já se anuncia nos jornais não preocupa a IDEO?

T.K. – Creio que numa circunstância dessas, as empresas só se poderão ’safar’ de um modo – com a inovação! Não podem cortar em projectos de inovação, pois é aí que está a saída. Não há outra.

15 «DICAS» DE TOM KELLEY

1. COMECE COM OS OLHOS. Vá à fonte – às pessoas concretas. As respostas estão fora do escritório e do estirador. Observe mais do que pergunte. As pessoas nem sempre dizem a verdade ao responder, mesmo que você seja astuto. «Vendo e escutando é o primeiro passo, absolutamente crítico, de uma inovação». Trata-se de «inspiração humana» no sentido literal do termo
2. CAPTE A EMOÇÃO. Ao observar não veja só as «nuances» do comportamento, mas perceba também as motivações e a emoção. É esse conjunto que tem de recriar nas inovações, de modo aos produtos terem personalidade
3. NUNCA COMBATA O INSTINTO HUMANO. Não se arme em Dom Quixote tentando mudar as necessidades primárias das pessoas. «Canalize» o comportamento humano comum para a inovação que tem em mente. Se as pessoas fazem as coisas naturalmente de uma dada forma, porque razão querer obrigá-las a fazer de outro modo?
4. SINTA AS COISAS EM MOVIMENTO. Avalie fisicamente o protótipo. Veja o produto como verbo (em movimento) e não como sujeito (o produto). Por exemplo, o Palm V foi concebido como algo animado na sua mão, como um acto de computação/comunicação e não como mais um «assistente pessoal digital», uma «coisa»
5. SEJA CANHOTO. No fundo, perceba que os melhores produtos são os que têm em conta as diferenças entre as pessoas, não os que homegenizam tudo. Por exemplo, a diferença entre a forma como um miúdo pega numa escova de dentes e um adulto implica escovas de dentes «anatomicamente» diferentes
6. PRODUZA UMA BOA QUANTIDADE DE IDEIAS. Não faça o «brainstorming» para ter a ideia luminosa. Isso não funciona. Deixe sairem muitas ideias
7. MODELIZE. Também não discuta abstractamente – dê forma às ideias como o faz o artesão ou o artista plástico. Transforme a troca de ideias em algo com uma dimensão física – traga outros produtos para cima da mesa que possam sugerir ideias; construa modelos; teste-os você mesmo (a IDEO chama a isto «bodystorming»). Um protótipo que se «sente» vale mais do que um milhão de desenhos
8. COMBATA O MITO DO GÉNIO. A ideia de que a criatividade floresce principalmente em solidão não serve de grande coisa. Até o mais lendário inventor tinha uma equipa. Thomas Edison era o modelo. Transforme a inovação num processo colectivo de trabalho
9. ACABE COM O «ELES». O «eles» é o responsável institucional de tudo – algo indefinido. Na empresa inovadora há o «eu», «tu» e o «nós». O «eles» foi abolido
10. GOSTE DO QUE CRIA. «Nós compramos muitos dos produtos que desenhamos porque gostamos deles de facto». Seja o Palm V de que Tom Kelley é um viciado ou os óculos para esquiar de que há muitos fãs na IDEO
11. O AMBIENTE DE TRABALHO É FUNDAMENTAL. «Se os atletas precisam de locais adequados para treinar, os trabalhadores também para serem criativos». «Os nossos locais de trabalho não se parecem com escritórios, mas mais com jardins-escola». Bicicletas penduradas do tecto (uma invenção criada por um dos designers da IDEO para poupar espaço), ausência total de símbolos de «status», uma visão «igualitarista» do espaço de trabalho
12. ESTEJA ABERTO A SURPRESAS. A ideia nova vem, regra geral, do inesperado. «As descobertas advém regularmente de acontecimentos absolutamente acidentais, do puro acaso, ou de experiências que falharam»
13. PROVA DA VERDADE. É muito difícil adivinhar como um dado produto vai ser usado realmente no mercado. Por isso, faça os reposicionamentos necessários de acordo com as lições da prática e das tendências
14. ROUBE NOUTROS SÍTIOS. Tire ideias de outras áreas e de negócios completamente diferentes. Chama-se a isso «polinização cruzada»
15. «DICA» FINAL. Nunca imite os seus concorrentes

Bem-vindo ao Blog de Moysés Simantob

Este espaço é dedicado ao conhecimento sobre inovação e sobre o futuro.

O Papel da Inovação e a Necessidade de Florescimento das OIS – Organizações Inovadoras Sustentáveis no Brasil

por Moysés Simantob

O termo inovação é uma polissemia – palavra que assume diferentes significados e que necessita de um contexto para melhor ser compreendido. Se tomarmos a sua aplicação no contexto das organizações, onde a sua prática é exercida com a finalidade de geração de valor econômico e, mais recentemente, de valor socioambiental, ela assume o papel de qualquer mudança que eleve o desempenho da organização.

Se a ótica for a (re) definição de um novo padrão de competição no mercado que altere as regras do jogo de um setor de negócio, no qual o consumidor perceba valor – por exemplo, uma conveniência que facilite a sua vida ou uma experiência que o emocione e traga mais prazer de viver -, a inovação se revela no design funcional e na simplicidade de uso, como fez a Apple recentemente com o lançamento do Ipod.

Mas a inovação não acontece só dentro de empresas e sua influência não ocorre apenas em mercados. A sua ação se dá também nas ruas, em movimentos populares que fazem surgir uma diversidade de comunidades artísticas, como se pode notar pela popularização e pelo alcance internacional do hip hop e de outros movimentos sociais que levam a música, a arte e o esporte para a periferia das grandes cidades. Eles revelam grande influência em diferentes classes sociais, que estimula um repensar e um redesenho de padrões de comportamento, de consumo e, cada vez mais, de linguagem – quem já não ouviu jovens da classe média repetir a gíria que se consolidou como bordão: `tá ligado´ ? Em resumo: se a música vende, atende uma necessidade do consumidor que a consome e gera valor para quem a produz, mesmo Schumpeter não duvidaria da eficácia deste tipo de inovação.

A organização além de inovadora pode fazer por merecer o selo “inovadora-sustentável” quando a inovação que promove ultrapassa a capacidade de sobreviver, crescer e perpetuar da organização, o que per se já não significa pouco. Inovação cuja finalidade esteja relacionada com políticas e iniciativas que respeitem a sociedade e o meio ambiente. E cuja ação nasça de uma prática deliberada e em base sistemática que permita orientar esforços, recursos e metas para enfrentar os desafios que possam contribuir para avançar na busca de padrões de desenvolvimento sustentável, dentro de uma perspectiva duradoura e consistente. Dessa maneira, ela se torna de fato uma organização alinhada ao desenvolvimento regional, nacional, infranacional, em suma, do planeta.

O desafio para as empresas é perseguir, de acordo com Ignacis Sachs, a sustentabilidade do desenvolvimento, que se desagrega em cinco dimensões: a sustentabilidade social, econômica, ecológica, espacial e cultural. A primeira refere-se à construção de uma sociedade com mais eqüidade, que seja capaz de reduzir as desigualdades sociais e regionais. A sustentabilidade econômica inclui a preocupação com o uso eficiente dos recursos. A sustentabilidade ecológica acontece a partir de ações que visam a aumentar a capacidade de suporte do planeta para fins socialmente válidos, tais como limitação do consumo de combustíveis fósseis e de outros recursos esgotáveis e redução da poluição. A sustentabilidade espacial refere-se à busca de uma configuração rural-urbana equilibrada e uma melhor solução para os assentamentos humanos. A sustentabilidade cultural caracteriza-se pelo respeito que deve ser dado às diferentes culturas e às suas contribuições para a construção de modelos de desenvolvimento apropriados às especificidades de cada ecossistema, cada cultura e cada local.

Assim sendo, as OIS são aquelas empresas que buscam um desenvolvimento socialmente includente, tecnologicamente prudente e economicamente eficiente.

E qual é o desafio para o Brasil, uma nação com um Sistema Nacional de Inovação incompleto e descontínuo, com infra-estrutura tecnológica mínima., que possui ciência e tecnologia mas não a transforma em efetivo sistema de inovação? É justamente o de criar condições para que floresçam no país políticas voltadas basicamente para a difusão da inovação, com forte capacidade doméstica de absorver os avanços técnicos gerados nos sistemas maduros que têm, por sua vez, a capacidade de manter o país próximo à (ou na) fronteira tecnológica internacional.