Ato Criativo

por Moysés Simantob

   

 

 

Você pode pedir

Meus olhos emprestados,

Mas não deve tirá-los de mim!

 

 

 

 

 

A respeito da psicologia do próprio ato criativo, mencionei os seguintes aspectos correlacionados a ele: o deslocamento da atenção para algo não notado previamente, que era irrelevante no contexto antigo e é relevante no novo; a descoberta de analogias escondidas como um resultado do primeiro contexto;

 

 

a conscientização de axiomas tácitos e de hábitos de pensamentos implícitos nos códigos, que eram aceitos como verdadeiro; a revelação daquilo que sempre esteve lá.

 

 

 

Isso nos leva ao paradoxo de que quanto mais original for uma descoberta, mais óbvia ela parecerá depois. O ato criativo não é um ato de criação no sentido do Velho Testamento.

 

 

Não cria alguma coisa do nada: ele revela, seleciona, embaralha novamente, combina, resume fatos já existentes, idéias, aptidões e talentos. Quanto mais familiares forem as partes, mais surpreendente será o novo todo.

 

Arthur Koestler: The act of Creation; pp. 119-120 

Leave a Reply